A Polícia Militar de Santa Catarina confirmou na última sexta-feira a expulsão de Luís Paulo Mota Bretano, soldado acusado de matar o surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, a tiros, na Guarda do Embaú, em Palhoça, em janeiro deste ano.
A PMSC recusou o recurso do acusado, ratificando a decisão do Processo Administrativo Disciplinar tomado em julho. Na ocasião, a polícia afirmou que a conduta do agente não foi “compatível com o valor, a ética e a disciplina” de um soldado.
Com todos os recursos administrativos negados com a decisão da última sexta-feira, Brentano continua respondendo por seus atos na justiça comum e seu processo judicial segue em trâmite.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina optou pela manutenção da prisão do ex-soldado, ignorando seu pedido de habeas corpus. No entanto, mesmo não fazendo mais parte da coorporação, o acusado segue preso no 8º Batalhão da Polícia Militar de Joinville.
Em depoimento concedido ao Diário Catarinense, o tenente-coronel Nelson Henrique Coelho, comandante do 8º Batalhão, revelou que nada muda por enquanto na situação de Mota. “Ele é um preso da Justiça e não da PM. Vamos seguir o que for determinado”.
A Polícia Militar já havia decidido pela expulsão de Mota em 17 de julho, mas seguidos recursos da defesa protelaram a decisão para sexta-feira, quase dois meses depois. Ainda segundo o Diário Catarinense, a decisão é final e não cabe mais recurso.
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