República Dominicana

Sessão em dose dupla

 

No último carnaval, recebi um convite irrecusável para trocar as marchinhas pelos ritmos caribenhos, no caso a salsa da República Dominicana.  O convite era ainda mais tentador por partir do meu pai, hoje com 75 anos, que ainda por cima ofereceu tudo por sua conta.

 

Paraíso do sistema “all-inclusive”, a região que ele queria visitar era ao lado Leste da ilha, o mais bonito e estruturado. Porém, procurei na internet, falei com agências especializadas em surf e nada de ondas. Só se falava de Cabarete no Norte. 

 

Pelo Google Maps, desanimou-me descobrir que a distância rodoviária entre Punta Cana e Cabarete era muito maior do que a geográfica. Não seria o caso de abandonar a boa companhia do velho para pegar uma longa estrada, tendo tão poucos dias. Mesmo porque descobri que em fevereiro os ventos comparecem ao nosso destino, então ao menos o kitesurf estaria garantido.

 

Confirmei a fama que a República Dominicana tem como um dos principais picos mundiais de kite. Ventos entraram entre 15 e 20 nós e proporcionaram sessions incríveis no mar do caribe. 

 

Às vezes, você está lá no meio do nada, a pelo menos 500 metros da praia, e de repente o trecho azul e fundo do mar some e dá lugar a uma bancada de coral com menos de um palmo de água te separando dos ouriços. Felizmente, o mar é totalmente flat na praia do kite e basta não tentar os jumps para não correr o risco de se machucar.

 

Com as pernas já bambas do kite, tentei pela última vez rastrear alguma vida surfista nos arredores de Punta Cana. Afinal, com uma costa toda recortada de praias extensas e viradas para todas as direções, não tinha ondas? 

 

O instrutor de kite me falou de um beach break famoso por suas ondas pequenas, mas constantes. Na quarta-feira de cinzas cheguei bem cedinho na tal playa Macao e dei de cara com ondas de 1 metro, um único local no line up, e que ainda por cima era gente boa. 

 

Ele contou do swell de 2,5 metros que havia bombado enquanto eu fazia kite, algo raríssimo para a região. Segundo ele o fundo de areia não segurou e a formação só começou a ajeitar mesmo naquela manhã. 

 

Graças a essa raspa do swell, a trip fechou com um inesperado combo caribenho de surf e kite.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.