Rudá destrói em Pernambuco

A etapa de abertura do Maresia Brasileiro de Surf 2006 teve início nesta sexta-feira, nas ondas da Baía de Maracaípe, em Porto de Galinhas, Ipojuca (PE).

Em ondas de meio metro e formação regular, foram disputadas as primeiras rodadas das categorias Júnior (até 18 anos) e Mirim (até 16), além de duas fases da Open (aberta).

As categorias Iniciante (até 14), Feminino Open e Feminino Júnior estréiam somente neste sábado.

As disputas reúnem 180 atletas e delegações de nove estados.

No tradicional confronto equipes, melhor para os times do Rio Grande do Norte, Paraíba, Santa Catarina e Bahia, que largaram na frente na briga pelo título.

A equipe pernambucana deixou a desejar nesta sexta-feira e perdeu importantes atletas, como César Aguiar e Gleidson França.

 

O time anfitrião foi salvo por Júnior Lagosta e Samuel Oliveira, classificados para a segunda rodada da categoria Mirim.

As melhores atuações do dia ficaram por conta do baiano Rudá Carvalho, do paranaense Peterson Crisanto e do catarinense Alejo Muniz.

Na categoria Júnior, Rudá apostou nas esquerdas para obter a maior nota do dia (9.25) e derrotar os cariocas Hugo Bittencourt (2o) e André Pastori (3o), além do cearense Adriano Santos (4o).

“Estou bastante confiante e quero me dar bem no campeonato. Espero vencer, mas vamos ver o que acontece nos próximos dias”, fala Rudá, de 18 anos.

O atleta também teve uma boa participação na categoria Open, chegando a fazer nota 8.00 em sua estréia. Na fase seguinte, o baiano foi superado nos instantes finais da bateria pelo potiguar Adson Araújo, segundo colocado no duelo vencido pelo baiano Alandreson Martins, mais conhecido como “James Christian”.

 

Na primeira semifinal da Open, Adson enfrenta o cearense Charlie Brown, o paraibano Alan Saulo e o catarinense Alex Lima. Na outra semi estão escalados o pernambucano Messias Santos, o paraibano Emanuel de Souza, o baiano Alandreson Martins e o paulista Fabrício Caraça.

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A nova geração deu show na Mirim, com Peterson Crisanto, Alejo Muniz, Matheus Toledo e Jadson André comandando as ações na Baía de Maracaípe.

Com um surf bastante veloz e repleto de manobras ousadas, Peterson Crisanto descolou a maior somatória desta sexta-feira, 15.60 pontos em vinte possíveis.

 

Em sua melhor onda, o paranaense mandou um cutback, uma rasgada e um aéreo muito alto na junção para arrancar nota 8.33 dos juízes. A segunda posição na bateria ficou com o potiguar Jadson André, que também brilhou e fez notas 8.00 e 7.50.

“A bateria foi bem disputada. Consegui pegar uma onda boa, dei um aéreo rodando e completei a manobra. Estou amarradão”, fala o sorridente Peterson Crisanto, de apenas 14 anos.

 

O catarinense Alejo Muniz optou por surfar à direita do palanque e foi feliz em sua escolha. Com notas 8.50 e 7.00, Alejo superou o baiano Saulo Marques, de 13 anos, e o paulista Sidney Guimarães, que perdeu a briga pela segunda vaga faltando poucos minutos para o término.

“Ninguém estava apostando nesta direitinha aqui ao lado direito, mas notei que sempre vem uma boa e resolvi buscá-la. Felizmente achei as ondas e consegui vencer a bateria”, revela Alejo.

Outro favorito ao título na Mirim é o paulista Matheus Toledo, que em 2005 conquistou o circuito brasileiro na categoria Iniciante (até 14). Em sua estréia na Baía de Maracaípe, Matheus levou a melhor sobre o potiguar Luís André (2o), o baiano Maurício Fadul e o alagoano Aldair Santos.

“É sempre bom estrear com vitória. Estava meio preocupado porque as ondas estavam demorando. Ainda bem que peguei umas boas depois da primeira metade da bateria”, fala Matheus, filho do consagrado Ricardo Toledo, bicampeão brasileiro de surf profissional.


Ao vivo –
A partir deste sábado, a prova será transmitida ao vivo pelo site Surfcore. O Maresia Brasileiro de Surf 2006 tem o patrocínio da Maresia Board Tech pelo terceiro ano consecutivo.

O apoio é da Bali Surf Shop, Governo de Pernambuco, Nova Schin, pranchas Wave Star, VI Fiberglass, Federação Pernambucana de Surf e Prefeitura Municipal de Ipojuca. A realização fica por conta da Confederação Brasileira de Surf (CBS), com supervisão do Ministério do Esporte e Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

 

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