Algo estranho, muito estranho estava acontecendo… Na verdade surreal! Era para ser só mais uma sessão de surf em seu home break.
Johnny tinha por hábito surfar todo santo dia. Podia ter ou não onda, o vento estar terral, maral, água fria ou quente, sol ou chuva, mas sempre queria manter seu contato diário com aquilo que movia sua vida.
O balanço do mar, o som das ondas já na beira da praia, arrastando os grãos de areia em um movimento cíclico. As cores de cada amanhecer, o reflexo de manhãs ensolaradas na crista das ondas ou os tons de cinza claro e escuro nos dias nublados.
A textura plástica de cada ondulação que se movia, como uma escultura viva, assim era o sentimento de Johnny pelo mar, pelas ondas e pelo surf. Uma paixão incontida, um objetivo de vida!
Mas hoje estava diferente. Uma nova condição se apresentava. Tudo parecia normal, até o fato de que o mar começou a mudar muito rapidamente. Muito mesmo. As séries começaram a aumentar de tamanho e um vento tempestuoso revolvia as águas, deixando a situação perto de um limite que ele nunca havia experimentado.
Johnny não era o tipo do cara corajoso e atirado, mas gostava da sua quota de adrenalina. O problema era que a situação estava ficando fora de seu controle. Melhor era pegar uma onda e sair, enquanto era tempo.
Ele remou forte e com o vento maral muito forte atrapalhando-o conseguiu achar uma onda e dropá-la, naquele verdadeiro liquidificador.
Jonnhy percorreu alguns metros e a onda já ia fechando, explodindo sobre a rasa bancada de areia, quando ele foi puxado para cima, de uma maneira muito suave e colocado na parte de trás da onda, onde a mesma era terral e perfeita.
Tudo foi muito rápido e inusitado. A onda por trás estava perfeita e ele teve a melhor sensação que já sentira em sua vida em cima de uma prancha! Mas como ele havia ido parar naquela ?dimensão?? Assim que a onda ia acabando, ele sentiu ser puxado de novo para cima e agora flutuava sobre o oceano indo em direção a outra onda perfeita.
O mar estava cada vez melhor e as ondas, as mais espetaculares que ele já havia visto. Aliás, as cores, texturas, tons, sons e movimentos que aquele mar apresentava, os quais Johnny sempre amava observar desde pequeno, quando iniciou no surf, eram algo completamente novo e que não havia nem como descrever.
Assim permaneceu aquela sessão surreal de surf até que ao olhar para o céu, buscando saber quem o puxava, rebocando-o de onda em onda, voando e aterrisando sobre as mais perfeitas formas líquidas da natureza, viu uma luz muito forte e um branco mais alvo que pudesse existir.
O coração de Johnny estava numa paz inimaginável e assim permaneceu com aquela sensação, mesmo tendo acabado de acordar e ver que aquilo era um sonho. Teria sido um sonho uma uma experiência real?
Ainda tentando absorver tudo que acabara de acontecer e sentindo parte daquela alegria, virou-se e encontrou seu livro de cabeceira aberto.
Curioso passou os olhos por ele e uma mensagem que já havia lido dizia assim: “Mas, como está escrito, as coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem. São as que Deus preparou para os que o amam”, (1 Coríntios 2:9).
Era a resposta de seu sonho…
Sua vida nunca mais seria a mesma…

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.
0 comentários
Seja o primeiro a comentar.
Carregando comentários…