Puerto é para o mundo, mas desta vez ficou mais Brasil. Eram aproximadamente 25 brasileiros entre videomakers, fotógrafos, longboarders, bodyboarders e surfistas de pranchinha.
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Todos estavam no mesmo lugar, mas com objetivos diferentes, e foi assim que os quatro longboarders do Brasil encontraram-se na praia de Zicatela, onde mais uma vez foram representar a nossa terrinha.
Quem falar que é fácil eu digo que não é, e fazer o que fazemos é para poucos.
Surfar nas marolas pode ser fácil, quero ver surfar numa onda tipo Puerto, que é uma mistura de Pipeline e Teahupoo.
Individualmente sempre enfrentamos dificuldades, seja ela na parte psicológica ou na adrenalina de nos mantermos vivos. Todo cuidado é pouco, não é só chegar lá e se jogar; o teto é mais embaixo, temos que estar com os equipamentos em dia, adaptados ao tipo do mar, onda e correnteza.
Cada momento é um desafio novo, seja pela falta de dinheiro, patrocínio ou incentivo. Muitos desses motivos nos levam a correr mais, trabalhar mais, enfim, dar o máximo de si para que no final o resultado seja compensador.
Todos nós procuramos fazer sempre o melhor para conseguir bons resultados, superamos os nossos medos, contamos com a sorte e entramos em sintonia com a nossa atitude.
Foi assim, com a força interior, que neste evento de Tube Riding para Longboarders conseguimos figurar entre os 32 convidados e trazer o terceiro lugar com Carlos Bahia, quinto lugar com Amaro Matos e oitavo lugar para Picuruta Salazar e Márcio Natureza.
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Mais uma vez quem ganha com isso é surf nacional, sendo bem representado em um evento de alto nível e alto risco. Porque definitivamente Puerto Escondido não é para qualquer ser humano.
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As ondas são totalmente parecidas com Pipeline e Teahupoo; é um treino insano, onde a qualquer momento você poderá colocar a sua vida em risco.
Ao mesmo tempo, se tiver sorte de pegar uma onda abrindo poderá pegar o tubo da sua vida ou a fechadera do seu desastre.
Nesta temporada um havaiano morreu em Puerto Escondido. Ele tinha 40 anos e era nascido e criado em Maui, Hawaii.
Já durante os treinos da competição em que participamos, um outro havaiano chamado Keegan Edwards, de Oahu, rompeu os ligamentos do joelho depois de ser esmagado dentro de um tubo de 6 a 8 pés.
Gostaria de ressaltar que surfamos pelo amor ao esporte, para que cada vez mais barreiras sejam quebradas, e o verdadeiro feeling seja mantido.
Somos tão importantes para o Brasil como qualquer outro verdadeiro atleta que participa do WCT ou do WQS. Nós também temos o nosso tour que é o WLT, e para o mundo nós somos os atuais campeões mundiais de longboard.
Obrigado a todos os verdadeiros amigos que nos ajudam todos os dias. São eles: Débora Santos, minha esposa, Fernando Ortho Bio Fharma, Rogerinho Silva, Bruzy, Picuruta Salazar, Vandielli, Rafael Nivana Tour, Gil Hanada, Sergio Boi, Carlos Bahia, Seven films, Marquinhos 20 pés, Ruben Pina, Sergio/Suely e Jaime Viúdes.
A gente se vê no outside. Boas ondas a todos. Aloha!!!




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