Monster e Capilé fazem Tow-in na América do Sul

Esta entrevista foi feita em Florianópolis, durante um café da manhã na varanda de minha casa, com Rodrigo Resende e João Capilé.

 

O Monster ficou hospedado aqui uns 2 ou 3 meses deste ano, e Capilé sempre vinha tomar um café do forte, que minha cafeteira italiana faz.

 

Um dia, liguei o gravador e fiz essa matéria especial para o Waves. É um bate-papo e dividi em duas partes, a primeira trata de ondas grandes.

 

A segunda parte trata de acrobacias e aéreos que são feitos em ondas menores, que vocês vão ler depois, na próxima semana.

 

Parte 1 – Tow-in em ondas grandes

 

Capilé, quem são os membros da equipe Ocean Riders e qual a função deles?

 

Capilé – Os membros da Ocean Riders South America aqui no Brasil são Dudu Schultz e eu. Monster também participa da equipe. Estamos sempre treinando juntos. Dê da Barra é o responsável pelo resgate e pelos primeiros socorros. No Brasil somos apenas nós, juntamente com Chris Stokler, que mora no Rio de Janeiro e é a nossa big rider feminina. Acredito que na América do Sul é a única equipe que tem uma menina, e ela realmente está disposta a surfar quando o mar sobe. No Peru, tem o Luisfer, seu irmão Kiki de La Torre e Flávio Caporale.

 

A função do Caporale é de assessor de imprensa da equipe?

 

Flávio é um excelente surfista, com uma disposição absurda. Ele gosta de mares grandes. Por trabalhar no Chile e no Peru e ser uma pessoa bem relacionada, a gente tinha colocado ele como assessor de imprensa. Só que na época ele tava muito ocupado e não teve condição de fazer um bom trabalho. O tempo todo existia a cobrança da Lan Chile, que é uma companhia grande e ele é o diretor de marketing. Na verdade, quem está fazendo um bom trabalho de assessoria de imprensa na equipe é a Chris Stokler.

 

Desde quando a equipe treina?

 

A equipe na realidade está reunida desde abril, porque soubemos que ia rolar um swell no Chile. Aí, saí com o Rodrigo Resende de carro. Cruzamos o interior do Brasil, o norte da Argentina, a cordilheira e chegamos no Chile. Descansamos um dia. Se não me engano, no dia seguinte o mar já estava alucinante. Nisso, eu já tinha ligado pro Luisfer, Kike e Flávio. Eles foram de avião nos encontrar no norte do Chile. Depois eles voltaram para o Peru. Rodrigo, eu e Dê, que acabara de chegar, surfamos no outro swell alucinante que foi maior ainda em El Buey, no norte do Chile, na cidade de Arica. É uma bancada outside.

 

Que tamanho de mar vocês surfaram?

 

Mais de 15 pés em algumas séries do dia.

 

E vocês levaram o jet-ski daqui?

 

Levamos o jet-ski na caçamba da caminhonete.

 

Qual foi a dificuldade de levar um jet-ski para lá e fazer Tow-in num lugar que vocês não conheciam?

 

Na verdade não tem muito lero-lero, é o lance de botar na caçamba, encher o tanque e pegar as ondas, né, brother? Porque não adianta nada eu ter um jet-ski e ficar passeando de playboy na represa, ou tirando onda na Lagoa, de tarde com sol bonito. Não é esse o objetivo. Tem gente que tem jet-ski e que em 99% das vezes usa para isso. E a gente usa é para pegar as ondas grandes.

 

E a gente pegou, atravessamos a cordilheira em função daquele swell e daquela época específica, que ia quebrar aquelas ondas lá. E aí foi alucinante, porque Deus abençoou. No dia seguinte em que a gente botou o pé lá, o mar subiu. Aí foi pra 12 pés. O mar nem baixou direito, tinha uns 6 a 8 pés, aí subiu de novo.

 

Então vocês conseguiram executar o Tow-in em ondas gigantes?

 

Não sei se foram gigantes, mas pra América do Sul foram as maiores ondas surfadas esse ano. Ninguém pegou onda maior na América do Sul esse ano, pode ter certeza. 

Vocês foram os primeiros surfistas a fazer Tow-in na região de Arica?
Eu não sei. Tow-in é um lance que tem que ser bem feito pra poder chamar a atenção. Porque um Tow-in feito por quem não tem condição de fazer…

 

De repente, pode até ter entrado alguém de jet-ski num mar pequeno, sozinho e tal. Mas em El Buey nós fomos os primeiros. Apesar de que esse tipo de propaganda não é muito importante. O que importa é a qualidade do que nós fizemos. Eu acredito que nós pegamos todas as ondas do mar. Se não foram todas, foram quase todas, eu, Rodrigo ou o Dê, a gente tava nelas.

 

Depois dessa fase de ondas gigantes quanto tempo vocês ficaram lá?

 

Funcionou mais ou menos assim: uns iam de carro levando o jet-ski, enquanto outros iam de avião. Por exemplo, o Rodrigo foi de carro comigo e voltou de avião pra resolver as coisas dele no Rio. Nisso, chegou o Dê da Barra, que foi do Chile ao Peru comigo. Chegamos no Peru e eu já avisei pro Rodrigo que ia entrar um swell. O Rodrigo pegou o avião e chegou um dia antes do swell. Pegamos o swell. Rodrigo voltou e aí fiquei lá jogado. Depois eu vim trazendo o equipamento de volta e nos reunimos de novo no Brasil. Só entre o Chile e o Peru foram três meses e meio de viagem.

 

##

Rodrigo, fale do mar de Pico Alto. Você disse que o mar era bom, até que uns gringos iam fazer um campeonato lá e não rolou. Que equipe estrangeira ia fazer um evento especial em Pico Alto?

 

Rodrigo – Era o campeonato da Quiksilver de remada. Eles foram de manhã, mas o mar não tava tão bom. Aí, eles não chamaram o campeonato. À tarde, o mar começou a acertar. Nós caímos com o jet-ski. Tava dando 21 pés na bóia e lá tinha uns 15 pés.

 

E foi bem divertido? Que tipo de onda vocês pegaram?

 

Direita e esquerda, longa, parede. Agora, é difícil de pegar um tubo ali. E mais fácil pegar tubo em El Buey do que em Pico Alto. Mas é uma onda boa pra manobrar… Eu ia lá na esquerda, cavava, voltava, já pegava a onda de frente, dava rasgada e ia fazendo a onda até o final. Alucinante! Foi uma das melhores seções de Tow-in que eu fiz na minha vida.

 

Quantas ondas vocês conseguem pegar num dia clássico como esse?

 

Se estivesse remando, acho que pegaria umas cinco ou seis ondas. No tempo que nós surfamos, peguei umas trinta ondas.

Vocês se revezaram nesse dia? O tempo que cada um fica surfando é o mesmo?

 

É, acho que sim. Cada um pilota um pouco.  Depende de cada um. Às vezes, o cara tá cansado, aí vai o outro e assim por diante. Não tem nada programado. Vai quem quiser. Na hora a gente vê quem tá com vontade. Nós éramos quatro: Capilé, Dê da Barra, Chris e eu. A Chris cansou rápido e já saiu. O Dê também. Acabou ficando só o Capilé e eu treinando ali.

 

Capilé, havia outras pessoas no mar?

 

Capilé – Só tinha a gente. Sabe aquele mar dos sonhos, que tu fica esperando, com água verde? Quando a gente entrou tinha um ventinho maral, mas no final de tarde começou a parar. A única coisa que eu senti falta era de mais gasolina. Eu queria poder ficar mais tempo. Pô, não tô brincando contigo! É um momento de alegria que a gente lembra. Eu vinha na velocidade, aí lançava o Rodrigo. O Rodrigo dava a volta na onda, passava do pico da onda, dava uma cavada, chegava no lip, mandava rasgadão, de prancha 6´, brother!

 

Sabe aquelas valas que antigamente a gente mandava dez batidas na beira da água e achava que tava o bicho. Porra, esse dia estava assim, só que com 15 pés, gelatina, a água muito verde, o sol batendo, um astral muito bom. Eu pilotando bem, o Rodrigo também. Eu surfando bem, Rodrigo surfando bem. O Dê surfando bem, a Chris surfando bem, que ela é maior incentivo, é o maior astral, está sempre rindo.

 

E os outros integrantes da equipe?

 

Acho que eles estavam fazendo outras coisas. Eles trabalham vendendo carros.

 

##

Vocês já se reuniram num mar grande pra praticar Tow-in?    

 

No swell anterior, em El Buey, todo mundo surfou. No dia anterior em Pico Alto, também tava todo mundo surfando.

 

E quais são os critérios exigidos para ser da equipe?

 

Primeiro a pessoa tem que passar pela avaliação geral do grupo. Pra começar, psicológica (risos). Tem que saber se ele faz parte do movimento cavernista. Se uma pessoa da equipe acha que o cara não deve estar na equipe, ele não vai entrar. Primeiro, pergunto ao Rodrigo, Luisfer, Chris, se a galera for unânime com relação a essa pessoa, se o cara for gente boa e amigo de todo mundo, principalmente, ter surf no pé e gostar de pegar umas ondas grandes, o cara vai estar.

 

Agora, o cara, às vezes pode ser o melhor surfista do mundo, chegou com marrinha, meu irmão, a primeira coisa que ele vai praticar e o sandboxe. É o novo esporte que nós estamos inventando. Toca o cara no alto da duna e boxe nele, pra sair rolando duna abaixo. Até hoje a gente não teve nenhum voluntário.

 

A equipe está fechada?

 

A equipe está fechada até que os membros se reúnam e tenham uma pessoa pra indicar. Acredito que não vá ter muita gente aparecendo, porque é uma equipe de amigos. Acima de qualquer coisa, nós somos amigos.

 

Tem patrocínio? Como é que funciona a equipe?

 

Não tem patrocínio, todo mundo faz por amor. A gente gosta de pegar as ondas juntos. Acho que isso é uma das coisas mais importantes. A gente não envolve dinheiro na história. Se um dia um patrocinador quiser apoiar nossa equipe, ele pode entrar com equipamentos, só que tem uma cláusula que vai ficar bem clara: nós temos autonomia pra tomar todo tipo de decisão.

 

Se nós queremos ou não, se a estratégia de marketing é de um jeito ou de outro, isso tudo cabe aos diretores regionais, junto ao conselho da equipe. Pode até ter um patrocinador, mas quem toma as decisões gerais somos nós, os membros da equipe. Rodrigo está com um jet-ski no Rio e eu tenho um aqui, o Luisfer tem um lá. Todos os jet-skis servem a equipe. Nós somos uma cooperativa de amigos que gosta de pegar onda grande.

 

O que significa a sigla VLOS?

 

Parece até violações, né? Não é não, teoria de playboy, de otário. Nós somos Viralatas do Outside (risos).

 

É isso que está estampado na camiseta do time?

Tá estampado, né, brother? É uma marca pro povão, pros motoboys, os caras da favela, todo mundo vai usar VLOS. Viralatas do Outside, não se esquecem desse nome, porque a galera ainda vai usar muito essa marca.

 

##

A equipe tem uniforme?

 

Nós temos. Cada um toma iniciativa, vai lá, compra umas vinte camisetas, compra a tela. Inclusive a Ação Efeito licenciou a marca Ocean Riders South America. Vai começar a produzir e a gente vai começar a jogar isso no mercado, é uma marca mais social. Ocean Riders South America é pra galera, para o pessoal de um nível melhor. Agora, o VLOS é só pros vira-latas, então, é de quem se identifica com isso. É a galera do bicho pegando, os motoboys, pro cara que não têm dinheiro pra ir no veterinário. O cara é da rua.

 

Depois dessa fase do Chile, você voltou para o Brasil com seu jet-ski e conseguiu fazer Tow-in com ondas relativamente boas aqui em Santa Catarina. As ondas grandes aqui no Brasil são realmente boas comparadas às do Chile e Peru?

 

No Atlântico tem ondas leves, né, brother? Não tem aquele swell do Pacífico. Teve dias aqui no Farol de Santa Marta que chegamos a pegar 10 pés constantes, com as séries de 12, sei lá, várias ondas. Dava três, quatros rasgadas na onda antes dela quebrar. Na minha opinião, foi o melhor dia de Tow-in que eu fiz no Brasil até hoje, cara.

 

E quem tava da equipe?

 

Se eu não me engano, tava eu, Rodrigo, Luisfer, Chris e o Flávio Vidigal, que filmou a gente de fora d’água.

 

Vocês voltaram pra surfar lá no dia seguinte ou na outra semana?

 

Esse foi o primeiro. No segundo swell, voltamos lá e tava o Dê da Barra, Romeu Bruno.

 

Eu quero saber de você, Rodrigo, o que acha do mar do Brasil para praticar Tow-in? Afinal, vocês pegaram um swell generoso de 10, 12 pés.

 

Rodrigo – Acho que aqui no Sul tem um grande potencial. A praia do Cardoso, no Farol, a Ilha dos Lobos (RS) também tem um grande potencial. Tem outros aí, que a gente não gostaria de falar. Saquarema, no Rio, também é muito bom, Fernando de Noronha, que eu ainda não conheço, também parece ser muito bom.

 

Quais os critérios que a praia tem que reunir pra ser boa para Tow-in?

 

Tem que ter fácil acesso pro jet-ski chegar, onda grande de preferência, pode ser fechando, mas tem que ser onda grande e não ter muito surfista na água. De preferência, nenhum.

 

E o vento, interfere muito?

 

De preferência terral, né? O jet-ski é só pra jogar na onda, depois é surf.

 

##

E quando o pico tem muita correnteza, também não é problema pra quem está com jet-ski?

 

Nenhum. Com jet-ski é tranqüilo.

 

Praias bem abertas não são um problema. Talvez por isso o Cardoso tenha reunido essas condições?

 

Tava perfeito. Tava lisinho, esquerdas longas e havia algumas direitas também. Poucos surfistas. No segundo swell que nós fomos, tinha uns surfistas remando. Mas nós passamos longe. Ninguém incomodou ninguém. Eles também não incomodaram. Foi tranqüilo.

 

Eu vi que você desenvolve equipamentos de Tow-in. Outro dia notei que fez uma corda pra reboque. Como é que é isso?

 

É que aqui no Brasil tá começando agora. Tem uns quatro anos que começou. Lá fora, já têm uns dez anos. Nós estamos desenvolvendo o material. E um dos maiores problemas que tem no Tow-in é você passar por cima da corda, a corda entrar na turbina, travar o jet-ski e você ficar parado no outside. Aí, eu, Capilé, Tiago, da Pró Naútica, colocamos uma mangueira por fora da corda, assim não entra na turbina e não trava. Comecei a colocar umas bóias na corda. Tem muita coisa que tá sendo desenvolvida… colete salva-vidas, tem muita coisa.

 

O colete teria aquele tubo oxigênio?

Pra surfar uma onda de 100 pés, o oxigênio seria uma boa coisa.

 

Você que já surfou uma onda de 65, 70 pés, acha que seria possível surfar essa onda de 100 pés?

 

Eu acho que sim. Principalmente de Tow-in. Estão falando que vão surfar de foilboard. Mas eu testei foilboard aqui na ilha umas três vezes e achei a prancha meio instável. Não me senti muito seguro nela, acho que me sinto melhor com a prancha comum de Tow-in. Acho que essa onda seria surfável com essa prancha de Tow-in.

 

Que tamanho teria essa prancha de Tow-in específica pra surfar uma onda desse naipe?

 

Em torno de 7 pés, talvez um pouco mais, uma 7´4″ ou 7´5″.

 

E ela tem chumbo?

 

Ela já é pesada e o número de laminações também vai influenciar. Normalmente, lá fora, eles fazem de seis a sete laminações. No Rio, estão usando de três a quatro. Já é um peso considerável. Pra ser mais suave, tem que ter menos laminação.

 

##

Você procura fazer Tow-in quando o mar não dá uma condição pra fazer surf de remada, ou isso já não se aplica mais e você tem feito Tow-in pra treinar?

 

Eu sempre fui meio contra Tow-in, mas ultimamente eu tenho praticado bastante, depois que fui convidado e ganhei o campeonato. Vou participar pela segunda vez, então, tenho praticado bastante. Tô afim de entrar em forma no segundo campeonato.

 

Quando vai ser?

 

O período de espera é de 15 de dezembro até 15 de fevereiro.

 

Então você já está prestes a ir para o Hawaii?

 

Exatamente.

 

E o Capilé vai junto?

 

Capilé – Eu tô correndo atrás de patrocinador para ir pra lá. Eu tô vendendo jet-ski e algumas coisas pra poder estar lá. Não adianta treinar e adquirir um nível de pilotagem boa, como é o nível que a gente tá hoje, e ficar pegando ondinha de 15 pés. Isso até pra muita gente pode representar muito, mas a tendência do Tow-in é você se aperfeiçoar. Pô, te dá uma liberdade, uma intimidade com onda grande que se torna muito fácil.

 

Em Pico Alto, na remada, peguei onda durante dez anos. Usava uma 9´6″, uma 9´8″. Hoje em dia, uso uma 6´. Em todas as ondas você vem de trás do pico. Você consegue dar um rasgadão com uma seis zero no bowl de uma onda de 15 pés. Você trabalha muito nas bordas. O Tow-in tem o mesmo princípio que o snowboard, ou você tá trabalhando numa borda ou você tá trabalhando na outra. Ou seja, ou você tá cavando ou você tá rasgando.

 

Isso que vai te dar domínio na parede. Se deixar a prancha fazer o ritmo dela, você cai. Você está num lugar muito radical com uma prancha pequena e é no momento mais crítico da onda. Só que às vezes pode pagar um preço por isso. Com certeza você paga. Aí, é que entra a parte do resgate. Se eu estiver pilotando, tenho que resgatar o Monster. Se ele tiver pilotando, ele tem que me resgatar o mais depressa possível.  

    

Vocês já tiveram alguma situação crítica nos resgates?

 

Lembro que eu cometi um erro sério com o Rodrigo. Pra gente, na situação não era um erro grande. Acredito que tava uns 15 pés, só que a onda tava bem cavada. Nesse momento, eu lancei o Rodrigo na onda, o lip deu uma balançada e o jet-ski ficou pendurado. Eu quebrei o lip da onda do Rodrigo e ele botou pra dentro, foi esmagado, quebrou a prancha no meio. Nessa hora, eu fui passar pra pegar o Rodrigo e a espuma era muito densa, o jet-ski não andava. Aí, eu tive que dar um pouco mais de motor.

 

Eu errei o resgate do Rodrigo e ele tomou uma onda de trás que foi uma onda séria. Sacô? Séria, que eu digo, é pra 99% das pessoas. Pra gente não é séria. Nós temos condições físicas pra agüentar isso. Só que ali, se eu resgato bem numa condição média, eu tô bem pra resgatar numa ocasião mais séria. Como eu errei nesse resgate, me dediquei muito depois disso. Porque eu sei que ele pode estar precisando de um resgate numa onda de 40, 50, 60 pés.

 

E aonde foi, Capilé?

 

Foi em El Buey, no Chile. Inclusive eu queria ressaltar que nesse dia eu botei o Rodrigo numa esquerda só que a onda fechou muito rápido pra esquerda. Ele virou pra direita. Na minha vida, eu nunca vi um tubo no Backdoor em nenhum filme de surf, nem de Sunny Garcia, nem Shane Dorian, um tubo tão grosseiro como eu vi o Rodrigo pegar. Eu lancei ele na esquerda, ele ficou atrasado virou pra direita na última com uma 6’6″.

 

(Continua na próxima semana!)

 

 

 

Agradecimentos à revista Surf X-Pression pela cessão das fotos.

 

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).