O surf em Mongaguá teve início nos anos 70, com os hoje quase senhores Caju, os irmãos Fernando e Eduardo Rivas, Baleia, Toninho Diniz e Wagnão.
Foram eles que deram literalmente o pontapé inicial no esporte dentro e fora d?água no município, situado no litoral Sul paulista.
Com blocos de isopor e a tecnologia disponível na época, os irmãos Rivas começaram a fabricar as primeiras pranchas na cidade quase artesanalmente e para consumo próprio (ops!). A fábrica chamava-se Two Brothers e durou até 1975.
Depois de ver e aprender, Baleia também começou a fazer suas próprias pranchas, mas não seguiu em frente e abriu caminho para a primeira fábrica com espírito e vocação profissional e comercial de Mongaguá.
Foi pelas mãos dos até hoje amigos Toninho e Wagnão que pranchas da cidade começaram a ser vendidas no litoral Sul e até na capital. A Wagner Toni seguiu até 1986.
Com o mercado mais concorrido, os amigos deixaram caminho livre para Natanael (Pepeu), que fundou a Current e se mandou para Florianópolis, e para os irmãos Tonho, Teta (Petrônio Lucas) e o amigo Nando, que fundaram a Tenan, sem dúvida uma referência no mercado até hoje.
A caravana seguiu com algumas boas tentativas e muito boa vontade. Em meados dos anos 90 começam a aparecer novos nomes, como Gilbertinho, fundador da marca Gilberto Nascimento e presidente da ASAC de Mongaguá, e Fabiano de Souza, que inclusive ?remaram? juntos por um tempo e logo seguiram seus caminhos.
Começa então o sonho dos quase vizinhos Guilherme ?Biro? Decanini e Fabiano de Souza de montar a própria fábrica de pranchas. A dupla aproveita um nome criado por Fabiano, compra um terreno e literalmente mete a mão na massa.
Dessa união de esforços nasce a Radiação, que há dois anos vem se consolidando no mercado, sempre aprimorando e buscando qualidade em seus produtos. Sem deixar o prazer de lado, a marca apóia eventos locais e ajuda atletas e o mercado a crescer, numa troca mútua com o município.
Mongaguá ainda tem muito mais para contar, tem o Mirinho, o Thiaguinho, o Badú, o da Massa, a Nancy Geringer… Aliás, em Mongaguá não existe localismo.

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