O Smolder Kitesurf Integrando Fronteiras é um projeto que começou no ano passado e pretende explorar os melhores picos do mundo para a prática do Kite nas ondas.
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Além de mostrar o potencial desses lugares, o projeto tem como objetivo demonstrar a cultura local, sua associação com o esporte e trazer informações valiosas para futuros velejadores.
Associar essa busca a um estilo de vida, nos ajuda alcançar o equilíbrio necessário para enfrentar os desafios do dia-a-dia.
Com essa filosofia em mente, partimos para Cabo Verde no dia 23 de
fevereiro, para uma missão de exploração.
Cabo Verde fica na região do Atlântico Norte, a cerca de 400 quilômetros do continente africano. Colonizada pelos portugueses, a ilha recebe um grande fluxo de europeus e imigrantes afros, o que contribui para a face multicultural do povo local.
Nossa equipe era formada pelos atletas profissionais Gustavo Foerster, Ygon Maia e Célio Beleza, além do fotógrafo Paulo André e do diretor de arte Gilberto Paiva. No comando da missão estava o diretor de marketing, Rafael Forti, que por meio da Smolder viabilizou a realização do projeto.
Nos primeiros dias desbravamos o pico de Ponta Preta, famoso por suas longas, rápidas e perigosas direitas. Uma rasa bancada de coral faz com que a onda quebre perfeita e abra uma parede azul.
Na sequência, nossa expedição partiu para o extremo Norte e seguindo as dicas dos locais fomos para Lillte Hookipa. O pico tem esse nome por parecer muito com a praia havaiana.
Direitas com boa formação quebravam no local. Ao fundo, altas ondas quebravam em Cural Joul, o pico mais sinistro da ilha. Quando o swell baixou, resolvemos passar um dia em Kitebeach, uma praia bem popular para o Kite.
Depois partimos para a Baia de Shark Bay, que leva esse nome devido à quantidade de tubarões que podem ser vistos por ali.
Já no último dia da trip fizemos uma breve caída no Sul, perto da Vila de Santa Maria, no pico de Ponta Leme. Com a sensação de missão cumprida, o objetivo era relaxar.
Cabo Verde vai ficar na memória. Os amigos locais, paisagem desértica e ondas azuis, tudo isso será difícil de esquecer. Velejar sobre as ondas incríveis que o arquipélago proporciona foi uma grande experiência para os atletas e também para quem fotografava e filmava.


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