Depois de 25 dias no Hawaii, voltei para casa. Terminaram minhas férias no arquipélago. E que férias!
Lá trabalhei como ator, alugamos uma corvete, fizemos motocross nos dias sem ondas, tow in nos dias acima de 3,5 metros e stand up. Enfim, muito surf e também muitas festas bombaram no North Shore de Oahu.
Na última que fui, Rell Sun Aloha Jam, presenciei um grande luau com muita música e comida. Era uma festa de caridade em homenagem a lendária surfista havaiana Rell Sun, que morreu vitima de câncer anos atrás.
Rell Sun era surfista, salva-vidas, Dj de rádio, surf repórter e organizadora de campeonatos para crianças havaianas. Natural de Makaha, Rell até hoje é venerada por sua atitude dentro e fora da água.
Todos os principais nomes da comunidade do surf estavam lá. Tive a oportunidade de conhecer a miss Hawaii, Rene Nobrega, e rever amigos antigos como Dave Wassel, Terry Ahue, Ikaika Kalama, Nohea Kalama e a pequena Kenohe.
O convite custou US$ 35, mas lá você não saí de mãos vazias. Todos receberam uma sacola com produtos de primeira qualidade como calendários, camisetas, entre outros. Vale lembrar que lá não tem mensalão, todo dinheiro arrecadado vai mesmo para obras de caridade.
Nos últimos 25 dias, algumas coisas me chamaram a atenção no Hawaii. O que mais me emocionou foi o trabalho do Access Surf, que tem como missão fortalecer pessoas com deficiência.
Seguindo o espírito de Duke Kahanamoku, “o pai do surf” que apresentou o esporte para o mundo, o Access Surf é líder em recreação e oportunidades para pessoas com deficiência por meio do surf adaptado.
Outro programa parecido é o Surfers Healing, que trabalha com pessoas com síndrome de down e promove encontros com surfistas famosos e bandas como Common Sense do meu amigo Nick Yei. Fui no show e lá encontrei meu amigo Zane Aikau.
Este programa percorre o Hawaii e a Califórnia com uma proposta muito legal. Outra ação que achei interessante foi a doação de US$ 5 mil da Reef para o cantor Butch Helemano e também para programas de preservação ambiental no North Shore.
Em homenagem ao dia 3 de dezembro, dia do portador de deficiência, mando meu aloha para o Taiu Bueno, Alcino Pirata, Careca, Beto Anão, Cisco Araña e tantos outros que trabalham para dias melhores de surf em suas vidas. Sem descriminação, de nenhuma forma.
Agradeço a oportunidade de escrever esta matéria e também aos meus apoiadores: Hang Loose, Reef e Gzero Tech. Volto para casa com muito surf na bagagem, me sinto bem melhor.
No Hawaii, o espírito do Aloha vive e o surf cura, acredite. Abraços, Fabio “Littleman” Franco.
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