Nos dias 30 a 1 de julho aconteceram as provas de lagoa da Heiva Va’a, com percursos de 2500m ou 3700 metros, dependendo da categoria, as quais eram divididas por faixas etárias. Esta prova faz parte do mais tradicional festival de cultura da Polinésia, a “Heiva”, que também conta com concursos e apresentações de música e dança no mês de julho.
A Heiva Va’a é muito tradicional e é composta pro provas de V1, V3, V6, V12 e V16. O grande destaque da categoria feminina foi a multi-campeã Hinatea Bernardino, a qual tive a oportunidade de conhecer e é uma pessoa fantástica. Ela venceu todas as provas que disputou na Heiva! No masculino os destaques foram, a equipe Shell Va’a, que ganhou na V3, V6 e V16. O pódio da categoria open masculina ficou assim: 1° Hititua Taerea, campeão mundial de sprint. 2° Hotuiterai Poroi, meu anfitrião e sétimo colocado na Te Aito e em 3° Yoan Cronstead, consagrado remador da Shell Va’a.
Imagens do evento e entrevista com Hinatea Bernardino (em francês):
O Brasil participou em diversas categorias masculinas e femininas e acredito que o grande destaque tenha sido a V12, em que conseguimos um sexto lugar muito disputado. A canoa foi composta por seis competidores da Samu, Carlão do Vitória Va’a, Felipe Neumann, Cauê Serra, Igor Oliveira e mais dois estrangeiros, um argentino e um australiano, ambos master. Foi bem interessante remarmos juntos, em apenas uma embarcação tínhamos diferentes formas e remar, mas no final todos se divertiram.
Na categoria V1 tivemos apenas três participantes, dois na master, Felipe e Carlão e um na open, Igor Oliveira. A prova open foi muito boa, contou com 194 competidores e consegui terminar em 75°, uma excelente colocação e a pouco mais de um minuto e meio do primeiro colocado.
Após essas duas semanas no Taiti, pude observar o que já era esperado, os taitianos estão em outro nível no Va’a e a pergunta que não quer calar é: o que faz eles serem tão bons?
A resposta para mim é essa: as técnicas de treinamento, o tipo de preparação física, as técnicas de remada, o alto nível nos treinos e o tempo de experiência.
Os brasileiros têm um enorme potencial para as próximas competições e agora com o estímulo deste grande grupo que esteve no Taiti temos a oportunidade de evoluir e espero que cada vez mais pessoas viagem para lugares que são referência e procurem aprender. Todos ficaram impressionados com o desempenho da Califórnia na V6 Open masculina, o que posso dizer sobre isso é que o técnico deles é taitiano e alguns dos remadores daquela equipe já foram ao Taiti em outras oportunidades em busca de conhecimento. Está ai, portanto, um caminho a ser seguido.











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