Henry Lelot, um dos mais influentes shapers do surf brasileiro, acaba de fechar contrato com a empresa de energéticos TNT.
Atual coordenador da Shape3D / Brasil, Lelot foi contratado como shaper profissional para representar a marca no staff das competições.
A Shape 3D também acaba de lançar uma nova máquina no mercado. Na entrevista abaixo, Lelot comenta sobre o uso da tecnologia em prol dos shapers e a sua expectativa com a contratação.
Como um pioneiro na informática aplicada ao shape e na comercialização de pranchas pela internet, como vê as máquinas de shape invadindo as salas?
É inevitável a utilização da tecnologia para o desenvolvimento das pranchas. Ela veio para nos auxiliar, garantindo proporcionalidade, personalização e precisão milimétrica, mas é claro que nunca podemos deixar de lado o feeling.
O Shape3D é realmente um dos programas mais avançados do mercado?
Na verdade ele é uma unanimidade mundial. Além de uma visão completa de todas as partes da prancha, o shaper pode acionar a imagem 3D e identificar possíveis imperfeições, podendo girar a prancha em qualquer ângulo e utilizando recursos de zoom e iluminação.
Fale sobre a nova máquina de shape que está entrando no mercado brasileiro.
Trata-se da maior e mais avançada máquina CNC do mercado na atualidade. Ela proporciona pré-shapes praticamente acabados reduzindo ainda mais o trabalho do shaper. A nível de software, funciona por meio da combinação dos programas CDS, Mach3 e Shape3D e custa apenas R$ 29 mil, tornando mais do que nunca possível que o shaper possua sua própria máquina. Estamos instalando uma máquina no Recreio, para atender os shapers cariocas e nosso projeto é estar em todo o Brasil dentro dos próximos dois anos.
Você não acha que, com tantos programas, o shaper do século XXI está ficando muito mecanizado?
O Hand Shape (shape feito a mão) sempre terá o seu valor, de acordo com a experiência de cada shaper. Mas as máquinas vieram para ajudar sim, reduzindo o trabalho braçal e garantindo maior margem de acerto nas pranchas. E o shaper continuará sendo sempre fundamental, tanto no projeto, quanto no acabamento de cada shape.
Pela primeira vez na história, um shaper é patrocinado por uma grande marca. Qual o trabalho que você vem desenvolvendo para a TNT Energéticos?
Fui contratado como shaper profissional para representar a marca no staff das competições. Uma experiência excelente, pois posso acompanhar melhor os atletas e os critérios de julgamento. Espero estar abrindo um novo espaço para os shapers.
Quais são seus test riders atualmente?
John Max, 18, campeão brasileiro Júnior e o mais jovem atleta do Brasil Surf Pro 2010; Pablo Paulino, bicampeão mundial Pro Junior; Martins Bernardo e estou iniciando agora um trabalho com os irmãos Wiggolly Dantas e Suelen Naraisa.
Para maiores informações a respeito do trabalho de Lelot, acesse o site HLelot.
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