Pena Little Monster

Jannifer de Souza bate recordes

O Pena Little Monster abriu o circuito Pro Junior 2017 da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP) no sábado e os surfistas da categoria para competidores com até 20 anos de idade comandaram o espetáculo nas boas ondas do Ronco do Mar, em Paracuru, litoral norte do Ceará. As marcas do primeiro dia foram sendo batidas a cada bateria e um local de Paracuru, Jannifer de Souza, se tornou o recordista absoluto totalizando incríveis 19,40 pontos de 20 possíveis, somando notas 9,90 e 9,50. No sábado também foram definidas as finalistas da Pro Junior feminina e das categorias dos monstrinhos da Sub-10, Sub-12 e Sub-16. O domingo decisivo começa às 8h00 com a terceira fase Pro Junior masculina, que marca a estreia dos cabeças de chave do Pena Little Monster em Paracuru.

“Só tenho que agradecer a Deus por todas essas ondas maravilhosas que Ele mandou para mim e a felicidade está a mil”, vibrou Jannifer de Souza. “Já passei para o rounde 3 e tenho que continuar assim, focando em pegar as melhores ondas das baterias. O fato de eu ser local daqui facilita muito pra mim, pois fico sempre no lugar certo e treinei bastante a semana inteira, desde que cheguei de Fernando de Noronha. Estou feliz porque toda a galera está torcendo por mim, até os pescadores de manhã me falaram que esse campeonato era meu, que a vitória vai ser minha e era para eu focar nisso”.

Antes de Jannifer Souza se tornar o recordista absoluto do Pena Little Monster, com dois dos quatro juízes chegando a dar nota 10 para ele em sua melhor onda, a nota 8,0 e os 15,50 pontos do cearense Cauã Costa no primeiro dia já haviam sido batidos várias vezes na Pro Junior masculina, que abriu o sábado no Ronco do Mar. O primeiro foi o próprio Jannifer, que recebeu uma nota 9,0 e venceu sua primeira bateria por 17,40 pontos. Essas marcas foram logo superadas nos primeiros confrontos da segunda fase. 

Na terceira bateria, o potiguar Israel Junior, de Baía Formosa, igualou os 17,40 pontos de Jannifer Souza com a maior nota do Pena Little Monster 2017 até ali, numa direita detonada por uma série de seis manobras potentes de backside que arrancou 9,80 dos juízes. “Foi uma bateria muito boa com os atletas locais que surfam muito bem e eu sabia que tinha que pegar duas ondas boas”, disse Israel Junior. “Eu consegui entrar numa onda muito boa, ela ficou em pé e eu saí manobrando até a beira. Estou muito feliz pela nota 9,80 e espero continuar assim até a final. Essa onda aqui é bem parecida com a de casa, do Pontal de BF, então treinei bastante lá pra chegar aqui confiante em fazer as manobras”.

Na disputa seguinte, o cearense Mathias Ramos ampliou o maior placar do campeonato para 17,75 pontos, computando notas 9,50 e 8,25. Depois, só na bateria que fechou a segunda fase essas marcas foram superadas pelo recordista absoluto do Pena Little Monster, Jannifer de Souza. Ele apresentou um surfe muito moderno, com manobras progressivas executadas com pressão e velocidade nas direitas do Ronco do Mar. Jannifer ganhou quatro notas no critério excelente – 9,90, 9,50, 9,35 e 8,50 – e atingiu impressionantes 19,40 pontos de 20 possíveis.

“O começo da bateria foi um pouco difícil, mas conseguir abrir bem com um 8,25 e estou muito focado nesse campeonato”, disse Mathias Ramos. “Eu quase não venho pra cá por causa de patrocínio, mas deu tudo certo e graças a Deus estou quebrando. Eu analisei bem essa onda que entra mais no meio da praia, consegui acertar uma manobra bem forte, depois umas quatro boas na sequência, uma rasgada puxando pra dentro, outra pra finalizar e esperei a nota. Fiquei muito feliz porque saiu uma nota boa (9,5)”.

Decisão Feminina – Logo após a segunda fase da categoria Pro Junior masculina, foram iniciadas as semifinais da Pro Junior feminina, da Sub-16, Sub-12 e Sub-10, pois as da Sub-14 aconteceram na sexta-feira, classificando os cearenses Cauã Costa e Pedro Rian, o paraibano Yuri Barros e o pernambucano Lucas Lisboa para a grande final. No sábado, a primeira categoria a definir as finalistas foi a Pro Junior Feminina e a decisão será quase uma reedição do Pena Little Monster disputado em janeiro do ano passado em Paracuru. 

A cearense Larissa dos Santos conquistou o título brasileiro Pro Junior de 2015 com a vitória no Ronco do Mar e vai tentar o bicampeonato, enfrentando novamente a também cearense Yanca Costa e a paulista Julia Santos. A única novidade é a paraibana Raíssa Fernandes no lugar da cearense Mayra Costa, que foi vice-campeã na final do ano passado em Paracuru. 

“Não deu pra escutar nada dentro d´água porque o vento está muito forte, mas só tenho que agradecer a Deus por ter passado pra final”, disse Larissa dos Santos. “Vou tentar o bicampeonato e quero agradecer também as pessoas que estão me ajudando, torcendo por mim, meus patrocinadores, minha família e ao meu pai, que está sempre comigo. A final vai ser bem disputada, as meninas estão surfando muito bem. A Yanca (Costa), a Raíssa (Fernandes) e a Julia (Santos), estão quebrando e todas estão aqui para ganhar também, como eu”.

Finais Amadoras – Nas categorias amadoras, os monstrinhos também deram um show no pointbreak de direitas perfeitas de Paracuru. O melhor surfista da sexta-feira no Ronco do Mar, Cauã Costa, foi eliminado da categoria Pro Junior, mas no fim do dia se garantiu em mais uma final. No primeiro dia, ele passou para a decisão da Sub-14 e agora vai tentar o título também na Sub-16. No último Circuito Pena Little Monster, ele foi o campeão da Sub-12.

“Essa bateria foi muito disputada, com dois amigos meus, o Daniel Templar e o Mateus Sena, e estou muito feliz por passar para duas finais”, disse Cauã Costa, da equipe Pena, após vencer a primeira semifinal Sub-16. “Eu fiz um 7,25 na minha segunda onda e na última ganhei 8,5. Gostei da bateria, foi bem disputada, tinha boas ondas e esse campeonato da Pena é muito irado. Já estou ansioso pra que chegue logo o domingo e vamos com tudo para as finais”.

Os concorrentes de Cauã Costa na decisão Sub-16 do domingo serão os também cearenses Thiago Eduardo e Lucas Bezerra e o potiguar Mateus Sena. Outros dois campeões do último Circuito Pena Little Monster também brilharam mais uma vez nas ondas do Ronco do Mar. O paraibano Yuri Barros conquistou o bicampeonato na Sub-10 no ano passado e se classificou para a decisão da Sub-12 com um dos maiores placares entre os monstrinhos, 16 pontos.

“Eu consegui fazer uma nota 9 e um 7, estou muito feliz e espero quebrar tudo de novo na final”, disse Yuri Barros. “Deus vai me dar força, meu anjo Ícaro, e quero agradecer a todos que torceram por mim. Na minha melhor onda hoje (sábado), eu consegui dar umas seis manobras de backside, finalizei com uma no buraco e meu pai gostou demais (risos). Estou muito feliz e agora só quero mesmo ganhar o campeonato amanhã”.

Assim como Cauã Costa, Yuri Barros também já havia se garantido na final Sub-14 na sexta-feira e na Sub-12 vai decidir o título contra três cearenses, Francisco Iuri, Guilherme Lemos e Adriano de Souza, mesmo nome do campeão mundial Mineirinho, que está no Havaí disputando o QS 3000 Volcom Pipe Pro. Guilherme Lemos é outro surfista que vai disputar duas finais no domingo, na Sub-12 e na Sub-10, contra o também cearense Marcos Pedersen e os potiguares Victor Santos e Alessandro Lucas. 

“Estou muito feliz. Eu corri a Pro Junior hoje, mas meu foco é a Sub-10 e a Sub-12. Já me garanti numa final e estou amarradão, porque quero ser campeão de tudo esse ano”, disse Guilherme Lemos, de apenas 9 anos de idade que venceu a categoria Sub-8 do último Circuito Pena Little Monster. “Eu também competi na Sub-14, não fui bem, mas sou muito novo ainda e quero mesmo vencer uma categoria pelo menos, a Sub-10 ou a Sub-12, ou as duas”.

A etapa de abertura do Pena Little Monster 2017 é apresentada pela CT Wax, com patrocínio da Pena Surf Wear e Prefeitura Municipal de Paracuru, apoio da Agua Acacia, Picolé Pardal, dos hotéis Vento Brasil e Dunas de Paracuru, das pousadas Bons Ventos e Sol & Lua e Associação de Surf de Paracuru (ASPA), com realização da Federação de Surf do Estado do Ceará, Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP) e Top 16 Promoções. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo Pena.com.br.

CRONOGRAMA DA COMPETIÇÃO PARA O DOMINGO – horários sujeitos a alterações:
08h00 – Pro Junior Sub-20 – Terceira Fase – 8 baterias de 20 minutos
10h40 – Pro Junior Sub-20 – Quarta Fase – 4 baterias de 20 minutos
12h00 – Pro Junior Sub-20 – Quartas de Final – 4 baterias de 20 minutos
13h20 – Final da categoria Sub-08 – bateria de 20 minutos
13h40 – Final da categoria Sub-10 – bateria de 20 minutos
14h00 – Pro Junior Sub-20 – Semifinais – 2 baterias de 20 minutos
14h40 – Final da categoria Sub-12 – bateria de 20 minutos
15h00 – Final da categoria Sub-14 – bateria de 20 minutos
15h20 – Final da categoria Sub-16 – bateria de 20 minutos
15h40 – Final Pro Junior Feminina – bateria de 20 minutos
16h00 – Final Pro Junior Masculina – bateria de 20 minutos
16h30 – Cerimônia de Premiação no Pódio

TERCEIRA FASE DO PRO JUNIOR SUB-20 – entrada dos cabeças de chave:
——–1.o e 2.o=Quarta Fase / 3.o=17.o lugar e 4.o=25.o lugar:
1.a: Arthur Cerqueira (BA), Theo Fresia (RJ), Arthur Chaves (RN), Deyvison Santos (PE)
2.a: Raul Reis (SP), Daniel Templar (RJ), Leonardo Berbet (RN), Lailson Ferreira (CE)
3.a: Arthur Alves (RN), Edher Reis (SP), Israel Junior (RN), Matheus Gomes (SP)
4.a: Gustavo Ramos (SC), Alex Soares (SP), José Gutemberg (CE), Mathias Ramos (CE)
5.a: Ives Lopes (BA), Taiwan Chan (BA), Thiago Eduardo (CE), Felix Martins (BA)
6.a: Guilherme Villas Boas (SP), Danilo Ramos (SP), Francisco Gomes (CE), Emanoel Tobias (RN)
7.a: Igor Moraes (SP), Douglas Silva (PE), Raoni Ribeiro (CE), Victor Costa (RN)
8.a: Eduardo Motta (SP), Gustavo Borges (RS), Lucas Bezerra (CE), Jannifer de Souza (CE)

GRANDE FINAL DA CATEGORIA PRO JUNIOR FEMININA:
Larissa dos Santos (CE), Yanca Costa (CE), Julia Santos (SP), Raissa Fernandes (PB)

GRANDE FINAL DA CATEGORIA SUB-16:
Cauã Costa (CE), Mateus Sena (RN), Thiago Eduardo (CE), Lucas Bezerra (CE) 

GRANDE FINAL DA CATEGORIA SUB-14:
Cauã Costa (CE), Pedro Rian (CE), Yuri Barros (PB) e Lucas Lisboa (PE)

GRANDE FINAL DA CATEGORIA SUB-12:
Yuri Barros (PB), Francisco Iuri (CE), Adriano de Souza (CE), Guilherme Lemos (CE)

GRANDE FINAL DA CATEGORIA SUB-10:
Guilherme Lemos (CE), Marcos Pedersen (CE), Alessandro Lucas (RN), Victor Santos (RN)

BATERIA ÚNICA DA CATEGORIA SUB-08 – GRANDE FINAL:
Victor Santos (RN), Pedro Henrique (CE), Luna (CE), Petrus Dantas (RJ), Lanai Thompson (RJ)

RESULTADOS DO SÁBADO NO PENA LITTLE MONSTER EM PARACURU: 

PRIMEIRA FASE PRO JUNIOR SUB-20 – 1.o e 2.o=Segunda Fase / 3.o=49.o lugar e 4.o=61.o lugar:

1.a: 1-Leonardo Berbel (RN), 2-Jonatha Santos (RN), 3-Felipe Nóbrega (PA)
2.a: 1-Lailson Ferreira (CE), 2-Arthur Chaves (RN), 3-Italo Abreu (CE), 4-Mateus Sena (RN)
3.a: 1-Lucas Marcelo (AL), 2-Deyvison Santos (PE), 3-Davi Sales (CE), 4-Lucas Lincoln (CE)
4.a: 1-Israel Junior (RN), 2-Matheus Gomes (CE), 3-Victor Soares (RJ), 4-Paulo Rogério (PA)
5.a: 1-Mathias Ramos (CE), 2-Olivier Magalhães (BA), 3-Bruno Soares (PA), 4-Davi Petri (AL)
6.a: 1-José Gutemberg (CE), 2-Wlinik Barros (PB), 3-Jardel Nascimento (RN), 4-Russinho (CE)
7.a: 1-Francisco Gomes (CE), 2-Felix Martins (BA), 3-Davi Mendes (BA), 4-Junior Holanda (BA)
8.a: 1-Vinicius Mabel (SP), 2-Thiago Eduardo (CE), 3-Victor Silveira (CE), 4-Erickson Dias (RN)
9.a: 1-Cauã Costa (CE), 2-Emanuel Tobias (RN), 3-Daniel Costa (RN), 4-Jackson Santiago (CE)
10: 1-Lucas Bezerra (CE), 2-Victor Costa (RN), 3-Rafael Venuto (CE), 4-Guilherme Lemos (CE)
11: 1-Jannifer de Souza (CE), 2-Raoni Ribeiro (CE), 3-Adriano Viana (CE), 4-Marco Aurelio (CE)
12: 1-Paulo Bruno (CE), 2-Joao Vitor (CE), 3-Joel Dantas (RJ), 4-Luis Guilherme (MA)

SEGUNDA FASE PRO JUNIOR – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=33.o lugar e 4.o=41.o lugar:
1.a: 1-Arthur Chaves (RN)=11.50, 2-Leonardo Berbet (RN)=11.10, 3-Lucas Marcelo (AL)=9.45
2.a: 1-Lailson Ferreira (CE)=16.75, 2-Deyvison Santos (PE)=14.75, 3-Jonatha Santos (RN)=12.00
3.a: 1-Israel Junior (RN)=17.40, 2-José Gutemberg (CE)=14.00, 3-Olivier Magalhães (BA)=9.00
4.a: 1-Mathias Ramos (CE)=17.75, 2-Matheus Gomes (CE)=11.25, 3-Wilinik Barros (PB)=6.45
5.a: 1-Thiago Eduardo (CE)=13.45, 2-Francisco Gomes (CE)=12.75, 3-Cauã Costa (CE)=12.35
6.a: 1-Emanoel Tobias (RN)=12.95, 2-Felix Martins (BA)=11.25, 3-Vinicius Mabel (SP)=7.35
7.a: 1-Raoni Ribeiro (CE)=12.00, 2-Lucas Bezerra (CE)=10.25, 3-Paulo Bruno (CE)=9.60
8.a: 1-Jannifer de Souza (CE)=19.40, 2-Victor Costa (RN)=11.15, 3-João Vitor (CE)=8.00

SEGUNDA FASE PRO JUNIOR FEMININA – 1.a e 2.a=Semifinais / 3.a=7.o lugar e 4.a=10.o lugar:
1.a: 1-Yanca Costa (CE), 2-Kayane Reis (RJ), 3-Juliana Santos (CE), 4-Açucena Vaz (SP)
2.a: 1-Raissa Fernandes (PB), 2-Karol Ribeiro (RJ), 3-Geovana Vitoria (RN), 4-Carol Bonelli (RJ)
3.a: 1-Julia Santos (SP), 2-Larissa dos Santos (CE), 3-Ariane Gomes (CE), 4-Maju Freitas (RJ) 

SEMIFINAIS DA PRO JUNIOR FEMININA – 1.a e 2.a=Grande Final / 3.a=5.o lugar:
1.a: 1-Yanca Costa (CE)=14.35, 2-Julia Santos (SP)=10.55, 3-Karol Ribeiro (RJ)=8.95
2.a: 1-Larissa dos Santos (CE)=13.50, 2-Raissa Fernandes (PB)=11.35, 3-Kayane Reis (RJ)=11.05

SEMIFINAIS DA CATEGORIA SUB-16 – 1.o e 2.o=Grande Final / 3.o=5.o lugar e 4.o=7.o lugar:
1.a: 1-Cauã Costa (CE), 2-Mateus Sena (RN), 3-Daniel Templar (RJ), 4-Lucas Lisboa (PE)
2.a: 1-Thiago Eduardo (CE), 2-Lucas Bezerra (CE), 3-Luis Filipe (CE), 4-Ryan Alexandre (RN) 

SEMIFINAIS DA CATEGORIA SUB-12 – 1.o e 2.o=Grande Final / 3.o=5.o lugar e 4.o=7.o lugar:
1.a: 1-Yuri Barros (PB), 2-Francisco Iuri (CE), 3-Adauto Soares (RN), 4-Alisson Matheus (RN)
2.a: 1-Adriano de Souza (CE), 2-Guilherme Lemos (CE), 3-Pedro Rian (CE), 4-Italo Oliveira (CE)

SEMIFINAIS DA CATEGORIA SUB-10 – 1.o e 2.o=Grande Final / 3.o=5.o lugar e 4.o=7.o lugar:
1.a: 1-Guilherme Lemos (CE), 2-Marcos Pedersen (CE), 3-Arnaldo Batista, 4-Gabriel Dantas (RJ)
2.a: 1-Alessandro Lucas (RN), 2-Victor Santos (RN), 3-Luca Torquato (CE), 4-Pamela Lopes (CE)

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.