Jamaica jam: surf’n’reggae

Mesmo depois de insistentes trocas de e-mails com alguns surfistas locais antes da viagem, as informações sobre a temporada de ondas na Jamaica eram totalmente desencontradas.

 

Na ânsia de garantir que as cariocas Marianne Kerr e Raffaela Lemgruber fossem mesmo surfar na ilha, uns diziam que a melhor época é em janeiro, outros falavam que é em julho e alguns davam conta de que na Jamaica não tem essa de temporada, dá onda o ano todo.

 

Por isso, a chegada para a primeira sessão de surfe em Zoo, um dos principais picos, nas redondezas da capital Kingston, foi cercada de ansiedade. Era a hora do vamos ver.

Na noite anterior, Luke Williams, guia de surf das meninas e ator nas horas vagas, havia dito que um swell estava entrando e que o mar prometia estar clássico.

 

Nem bem a van se aproximou da praia, Luke abriu um sorriso antes mesmo de ver a arrebentação e afirmou: “Está perfeito”. Saltando do veículo, no entanto, não era bem essa a impressão que se tinha. Era bem cedo e o lugar parecia uma lagoa.

 

A tensão só se desfez quando a primeira série entrou, trazendo esquerdas de pouco mais de meio metro, curtas, rápidas e tubulares. O alívio geral logo se transformou em risadas de satisfação. O fundo de pedra consistente,

visível através das águas transparentes do caribe, realmente podia transformar qualquer ondulação em formações perfeitas.

 

Exatamente como quase tudo na Jamaica, Zoo não era o que parecia à primeira vista. É preciso olhar com atenção, dar tempo ao tempo para entender o que acontece na ilha. 

 

Afinal, o que esperar de uma surf trip para um lugar que não tem nem uma surf shop e pouco mais de 80 surfistas locais? A melhor coisa a fazer é abandonar as expectativas e deixar-se surpreender. Para Meri e Raffa, a primeira surpresa foi a própria viagem para Jamaica.

 

Viagem –  Locais do Pontão do Leblon, Meri e Raffa não são profissionais. Para ambas o

surfe começou como uma brincadeira, virou uma paixão e hoje elas pegam onda diariamente e participam de campeonatos amadores com regularidade.

 

Raffa, 20, pega onda há três anos e nunca tinha surfado fora do Brasil. Meri, 22, é mais experiente: surfa há seis anos, já foi para o Peru duas vezes e passou três meses na Austrália. Para Meri, viajar para o exterior tem sido excelente para aprimorar seu surfe.

 

“Não que aqui não tenha boas ondas, já peguei altas na Bahia, no litoral de São Paulo e no Sul, mas lá fora parece dá para evoluir mais rápido”,

diz.

 

 

Recém patrocinadas pela marca de roupas femininas Zack, elas foram convidadas para uma surf trip de uma semana que serviria também para sessão de fotos do catálogo da coleção verão 2005 da marca, inspirada na música jamaicana dos anos 70.

 

Ou seja, além de surfar, elas teriam que fazer o papel de modelos. Raffa e Meri foram as primeiras brasileiras a surfar na ilha. Oportunidades como essas não costumam aparecer.

 

 

 

Não só elas conseguiram apoio para surfar, como

esse patrocinador ainda investe numa viagem internacional inédita, coisa que geralmente só pinta para profissionais.

 

De quebra, ainda tinham as fotos para o catálogo, uma brincadeira inegavelmente divertida para qualquer menina com o mínimo de vaidade.

 

No primeiro dia de surfe, tanto Meri quanto Raffa estavam bem travadas. Elas eram uma das três únicas meninas no outside. A terceira era Danielle O’Hayon, Miss Jamaica 2002 e namorada do Luke. Para Meri, os locais não podiam ser mais receptivos.

 

“Os jamaicanos são gente boa, sempre

respeitando a preferência e dando dicas para a gente se colocar melhor no pico. Eles liberavam onda pra gente direto, sem nem disputar braçadas.

 

Nem no Leblon, com nossos amigos, é assim! Todo mundo dá força, elogia as manobras. O clima dentro d’água é fantástico”.

 

Raffa concorda, “nunca soube que na Jamaica rolava surfe, então quando cheguei, vi as ondas e conheci a galera, não acreditei! Quando você pega uma onda boa, todo mundo pára pra ver, comenta, bate palma e, quem está do lado de fora, buzina!”.

 

Surfe jamaicano – O surfe ainda é um esporte relativamente novo na Jamaica. No final dos anos 60 já havia surfistas na ilha, mas com as dificuldades para se conseguir o material necessário, a coisa não engrenou.

 

Como a procura ainda é pequena, não existe uma fábrica de pranchas e nem mesmo uma loja de equipamentos na Jamaica. Para botar as mãos em uma prancha é necessário encomendar no exterior, normalmente nos EUA.

 

Como na questão do ovo e da galinha, não dá pra definir qual problema vem primeiro. Se é a demanda pequena de pranchas que atrasa a criação de uma produção local ou se é a

dificuldade de conseguir uma prancha que reprime essa demanda.

 

Tantos obstáculos fazem a rapaziada local demonstrar mais do tal espírito do surfe do que muito surfista bacana por aí. Ser surfista na Jamaica de fato exige muita força de vontade.

 

Pra eles, não tem tempo ruim. Não existe mar que não valha a pena cair ou prancha quebrada que não sirva, cada oportunidade de surfar é aproveitada ao máximo.

 

Só eles sabem a trabalheira que dá para conseguir uma prancha pra fazer o que mais gostam.  “Prego” parece um termo desconhecido para os jamaicanos, não tem essa de mandar bem ou mandar mal, só o fato de ser surfista já basta. Essa empolgação, beirando o estereótipo do surfista fissurado, faria bem a muita gente que já esqueceu porque começou no esporte.

 

Foi pensando em solucionar esses problemas que Billy Mystical, um dos pioneiros do esporte no país, fundou a Associação de Surfe da Jamaica, a Jamnesia. Criada somente em 1999, seu objetivo principal é incentivar e divulgar a prática do surfe na Jamaica e ajudar os novos valores que estão surgindo.

 

“Antes da Associação, não havia campeonatos ou algo oficial para os surfistas fazerem parte. Agora existe um time nacional, mandamos surfistas para os campeonatos pan americanos e mundiais de surfe. Nesse, terminamos na 21a posição entre 27 países.

 

Ficamos orgulhosos”, explica Billy.  “Nos anos 70, o surfe não era um esporte que pudesse dar um futuro a seus praticantes, principalmente num país de terceiro mundo como a Jamaica. Hoje em dia o surfe virou um grande negócio, movimenta milhões mundo afora”, completa.

 

Além disso, pouca gente conhece as ondas jamaicanas porque os picos ficam no lado Leste da ilha, exatamente no extremo oposto da região onde ficam Montego Bay, Negril e Ocho Rios, principais destinos turísticos da Jamaica.

 

O país depende de condições bem específicas para dar onda. A costa norte necessita de uma frente fria e de um swell de norte, vindo da Flórida e passando entre Cuba e Haiti, atingindo a corta nordeste da ilha. Na região sul, o swell tem que passar perto da Jamaica, vindo da África.

 

Tirando os swells provocados por furacões, as ondas na Jamaica não são grandes, no máximo dois metros ou um pouco maior. No norte predominam as direitas e no sul as esquerdas.

 

O melhor de tudo é que não tem nenhum crowd. Os picos recebem apelidos nada humildes dos locais: Zoo é chamada de Pipeline e Lighthouse é conhecida como The Box. Em ambos os casos, as comparações são exageradas.

 

Coisa de menina – Com um quadro desses, dá pra imaginar que o surfe feminino na Jamaica ainda está engatinhando. “A impressão que tive é que o surfe feminino está crescendo. Tem um grupo de meninas começando a surfar, todas avançando. Tivemos mais contato com duas delas, a Lilly, de apenas 13 anos, e a Danielle”, fala Meri.

 

No total devem ter cerca de dez meninas que surfam na Jamaica. Elas até recebem um tratamento diferenciado, mas não tanto.  “A gente libera ondas, mas de vez em quando somos duros pra elas aprenderem que em outros lugares vão ter que remar pra merecer surfar”, diz Luke.

 

Definitivamente, se você é uma menina e planeja viajar para a Jamaica, tem que ter um guia a seu lado. Se ele surfar então, melhor ainda. Raffa acha que elas tiveram muita sorte em relação a isso: “O Luke foi fantástico, ajudou a gente, entrou em todos os picos, mostrou onde eram as pedras, me segurou quando eu escorreguei, foi um parceirão”.

 

No segundo dia de surfe, de novo em Zoo, o mar estava um pouco maior, mas as condições estavam piores. Pra completar, havia uma equipe de filmagem na areia, aumentando a disputa pelas ondas. Seguindo a tradição jamaicana dos docu-dramas – filmes que misturam realidade com ficção –  “Surf Rastas” conta a história do surfe na Jamaica através da ida de seus três melhores surfistas aos jogos mundiais de surfe. São eles Icah, 17, e Ini Wilmot, 19, filhos do Billy Mystical, seguidos por Luke Williams, 24, o guia da viagem.

 

Luke também já participou de outros filmes, como  “One Love”, também dirigido por Rick Elgood, espécie de Romeu e Julieta passado em Kingston.

 

As garotas brasileiras deixaram uma ótima impressão entre os locais.  “As meninas estão começando a surfar na Jamaica, por isso elas ficaram empolgadas em conhecer surfistas brasileiras. Muita gente acha que garotas não sabem surfar, essas garotas mostraram que podem sim”, contou Luke. 

 

“No primeiro dia, o mar não estava tão bom e elas estavam pouco confortáveis. No segundo estava um pouco maior e elas se divertiram ainda mais”. Ini Wilmot ficou admirado: “Elas surfam muito bem. Quando a Raffa disse que surfa há apenas três anos não pude acreditar!”.

 

As melhores ondas estavam reservadas para o terceiro e último dia de surfe. Foi a vez de encarar as pesadas direitas que quebram no fundo de coral de Lighthouse e de se divertir em Copacabana, um beach break mais parecido com as praias brasileiras.

 

A melhor sessão de surfe, no entanto, ainda estava por vir. Foi na derradeira caída, num lugar chamado Prospects. Nesse dia um swell estava começando a entrar, trazendo longas esquerdas de um metro, abrindo para os dois lados, quebrando sobre três bancadas de coral longe da costa.

 

Com pouca gente na água, sobrou onda pra todo mundo e Raffa e Meri surfaram nas melhores condições de toda viagem. Um dia para não esquecer.

 

Além das ondas – Os resto da viagem foi longe das ondas e dedicado a passear pela costa leste do país em busca de cenários para o catálogo. Difícil foi decidir qual lugar era o mais bonito. Saindo de Kingston e indo em direção a região de Port Antonio pela costa, é praia paradisíaca atrás de praia paradisíaca. Lugares como a Blue Lagoon, onde alguns dizem que foi filmado “Lagoa Azul”, ou a Monkey Island, uma ilhota quase em frente a lagoa, são de tirar o fôlego.

 

Isso sem falar em Frechmen’s Cove, uma praia na saída de um rio que deságua no mar, cercada de verde e com água azul turquesa quentinha.

 

A Jamaica é conhecida mundialmente por sua música. Bob Marley, claro, teve papel fundamental nessa divulgação, mas ele não é a única estrela. Gênios como King Tubby, Lee Perry, Augustus Pablo, Dennis Brown e Horace Andy são tão importantes nessa história quanto o rei do reggae e são nomes indispensáveis em qualquer coleção de roots reggae de respeito.

 

Hoje em dia, os jovens escutam um gênero chamado dancehall, uma vertente eletrônica, espécie de cruzamento entre o reggae, o funk carioca e o hip hop.

 

Nomes como Elephant Man, Sean Paul e Vybz Cartel dominam não apenas as rádios jamaicanas, como também a de outros países, como a Inglaterra. Ainda assim, o roots reggae não perde sua mística e continua vivo, seja nos discos, seja no trabalho de artistas como Sizzla, responsável pela atualização do estilo e campeão de vendas na ilha.

 

Os jamaicanos respiram música, esse é o assunto favorito nas ruas. Mais ou menos como é o futebol aqui no Brasil. Qualquer esquina tem um som bom rolando, todo restaurante tem um aparelho de som ligado.

 

“A cultura musical é fortíssima, qualquer lugar que você pare tem alguma música tocando e sempre músicas regionais, jamaicanas. Visitamos uma fábrica de vinil e até fomos num sound system. Nunca tinha visto nada igual. Como adoro música, fiquei com a Raffa curtindo e bebendo uma Red Stripe, a cerveja deles”.

 

Uma das melhores pedidas pra escutar boa música é simplesmente prestar atenção. Ela está em toda parte, mas o principal local para ouvir é mesmo nos sound systems. Esses sistemas de som muitas vezes nada mais são do que uma pilha de caixas poderosas empilhadas ao lado de um bar de beira de estrada, cheio de gente em volta dançando.

 

Em outros casos, um sound system pode ser mais elaborado, como no caso do Passa Passa, que acontece semanalmente em Kingston e arrasta centenas de pessoas para uma festa que só acaba as 9 da manhã.

 

A comida também é outro atrativo. Os pratos são levemente apimentados, mesmo que seja apenas uma porção de rice and peas, um arroz misturado com lentilhas do tamanho de feijões, acompanhamento praticamente obrigatório em todas as refeições.

 

Quem gosta de comida natural pode se deliciar nos restaurantes de Ital Food, o vegetariano rastafari. “O que é legal é que, fora o surfe, as praias são lindas. Você cansa de surfar e pode ir para uma cachoeira maravilhosa. A comida é deliciosa e as pessoas te atendem bem, colocam um som, fazem você se sentir em casa”, conta Raffa.

 

Conexão Brasil – Jamaica  – A iniciativa da Zack de levar as surfistas pra Jamaica promete continuar rendendo frutos. As brasileiras deixaram suas pranchas para trás, como um presente de agradecimento aos locais. Raffa deu a sua para Lilly, uma menina de 13 anos que chorou de emoção quando ganhou uma prancha novinha pra continuar surfando.

 

Já Meri deu a sua para Luke Williams, o guia.  “Não é apenas uma prancha nova, vou guardar como recordação dessa viagem. E vou ganhar o próximo campeonato com ela!”. Dito e feito. Luke prometeu e cumpriu. Menos de uma semana depois ganhou uma etapa do circuito nacional estreando o brinquedinho novo.

 

Para Billy, “sendo um país pequeno, a Jamaica não precisa produzir vários atletas para provar que podemos surfar, dois bons surfistas por geração basta. Se conseguirmos isso, teremos atingido nosso objetivo de fixar o nome do país como um lugar de surfe”.

 

A importância de uma viagem dessas ultrapassa a interação entre os atletas. “Essas viagens são essenciais porque mostra ao nosso governo que o surfe está trazendo turistas, então é um negócio lucrativo. Isso confirma o potencial do esporte no país”, explica Luke.

 

Como uma boa surf trip deve ser, a viagem uniu ainda mais as duas meninas. “A Raffa é minha companheira de surfe no Rio, sempre caímos no Pontão, então foi muito bom ter viajado com ela, curtimos muito juntas”.

 

Raffa confirma: “Viajar com a Meri foi muito bom. Como ela é mais experiente, me ajuda com conselhos e passa tranqüilidade. Nós acabamos ficando muito mais amigas”.

 

A Jamaica talvez não tenha ondas de sonho, capazes de transformar o lugar num destino de ponta para o surfe como desejam os locais. Mas isso o Brasil também não tem e nem por isso as pessoas deixam de vir pra cá para pegar nossas marolas e curtir a vibe. Na Jamaica também é assim. Não é um lugar apenas pra surfar, tem que ficar sempre de olhos bem abertos. A qualquer momento você pode se surpreender.

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos.

 

Para saber mais, visite os sites da Associação de Surf da Jamaica ( geocities.com/jasurfas ) ou do Jamnesia Surf Club (geocities.com/jamnesiassurfclub ).

 

Essa reportagem foi origionalmente publicada na revista Fluir Girls, edição número 11, setembro de 2004. O artigo foi gentilmente enviado à redação do Waves.Terra numa cortesia da marca Zack.

 

 

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta terça-feira (15) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. 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Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.