Por Livio Menelau
Recentemente participei da “NRJ Pro Cup”, uma competição na Nova Caledônia, um arquipélago paradisíaco que pertence à França, localizado no sul do Pacífico, que era muito aguardada pela galera que curte donwnwind.
Confirmei minha participação um pouco em cima da hora, e sem muito planejamento, no entanto, a expectativa era por uma race épica era muito grande, por conta da paisagem do lugar e pelos fortes ventos que sopram por lá nessa época do ano. Resolvi arriscar. Porém, infelizmente, no dia da disputa, somente uma leve brisa soprou e a prova de 10 km foi disputada no “flat”, sendo que os últimos 4 km foram de upwind (ventos contrários).
O calor de 32°C e a obrigatoriedade de usar colete salva vidas fizeram com que meu corpo aquecese ainda mais. Foi uma corrida muito dificil para todos os atletas e, em especial, para mim e para o espanhol Belar Diaz, que encaramos de 12 horas de voo e ainda com uma diferença de quase 24 horas de fuso, para participar da prova.
Amo downwind e conhecendo o potencial da região, acreditei que valeria a pena a correria da viagem. Porém, nem sempre as coisas acontecem como esperamos!
Quando percebi que a prova seria de resistiência e não de downwind, mantive meu bom humor e pouco antes da largada fui dar uma remada para aquecer. Ali eu percebi que essa prova seria uma verdadeira “provação” para mim! O “handle” de meu remo descolou e não consegui um subistituto. Resultado: tive que remar com uma fita adesiva e torcer para que não caisse na prova! Nos primeiros dois quilômetros dentro do percurso a fita folgou e tive que remar o resto da corrida segurando o handle e ainda sofrendo com o calor e a água parada. Foi muito dificil e cansativo, mas valeu o aprendizado e a superação.
O local Titouan Puyo, que está ganhando cada vez mais notoriedade no meio da SUP race, foi o grande vencedor. Eu, apresar dos imprevistos, consegui completar a prova, chegando na 33ª colocação. Não era o resultado que eu esperava, mas cada competição é uma oportunidade de aprendizado e aqui aprendi algumas lições valiosas.
Um paraíso o lugar, mas infelizmente não tive a oportunidade de fazer um downwind e nem de desfrutar de suas belezas naturais, pois fiquei apenas 30 horas. Voltarei sim! Ano que vem com calma e tempo para treinar o percurso, curtir a Nova Caledônia e fazer o mais importante trazer o resultado!
RESULTADOS




























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