
Os efeitos do El Niño são sentidos diariamente nesta temporada de inverno.
Um clima mais quente do que o normal e freqüentes ondulações acima dos 15 pés são peculiaridades típicas do fenômeno.
Nesta terça surfamos Jaws com 15 pés e a previsão é de mais dois dias oscilando nesse tamanho. Ross Clark Jones, Tony Ray e Shane Dorian foram os estreantes do ano no meio de um bom crowd.
Jorge Pacelli, Haroldo, Danilo Couto, Rodrigo Resende, Romeu Bruno, Pato e eu éramos os únicos falando português no outside.

O vento forte de SW (sudoeste) formava fortes ondulações na parede, mas o surf foi de primeiríssima qualidade.
Ross e Tony, com fome de ondas, ficaram no inside pegando uma atrás da outra, nem disputando as séries do pico, e Ross ainda declarou. “Eu amo essa onda, o crowd é intenso, mas vale a pena”.
Um dia de 15 pés serve, na minha opinião, primeiro para fazer a cabeça e segundo para treino. O saldo do prejuízo nesses dias não deixa de ser alarmante.
Haroldo e Romeu tiveram suas pranchas dilaceradas pela bancada de pedras do morro, além dos próprios jet-skis, que também ficam em jogo mesmo em um dia dessa magnitude.
A galera tem partido para o outside com mais de uma prancha, tanto pela possibilidade de perdê-las nas pedras como para testar novos modelos. Dei um check nas pranchas da dupla australiana Ross e Tony e vi que são bem diferentes das tradicionais, feitas com tecido de kevlar e com a possibilidade de ajuste de peso.
As pranchas com bico arredondado do Timpone também estão sendo bem aceitas e Burle, Eraldo e Pato estão usando. As ondas em Oahu também bombaram pesadas e muitas duplas foram vistas fazendo tow-in em Phantoms.
Amanhã a ondulação vira um pouco mais para Norte e o vento fica mais fraco, tornando a sessão ainda mais agradável. Mas o futuro é mesmo uma incógnita… No final de tarde Eraldo e Burle presenciaram uma das cenas mais pitorescas da história do surf mundial.
Segundo Eraldo, “Laird foi rebocado pelo helicóptero, o piloto era muito casca grossa e o colocava na onda, resgatava e ainda o levava de volta para o fundo”.
O helicóptero ia para trás, para o lado e para frente com muita velocidade. Laird pegou algumas ondas da série e aproveitava a volta para o outside para dar alguns aéreos, baseados no kitesurf, usando a corda do helicóptero como pipa.
Fica a pergunta: Qual o limite?
Aloha!
Clique aqui para ver mais fotos da session em Jaws.
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