A segunda fase do Billabong Pipeline Masters 2007 foi concluída nesta quinta-feira, em ondas de até 2 metros e formação regular em Banzai Pipeline, Hawaii.
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Apenas dois brasileiros entraram na água. O carioca Leonardo Neves não conseguiu encontrar o caminho dos tubos e foi barrado pelo havaiano Ian Walsh numa bateria sem muitas emoções, enquanto o gaúcho Rodrigo Dornelles fez bonito num tubo que rendeu 8.33 pontos logo nos primeiros minutos e deixou o havaiano Tory Barron em situação complicada na bateria.
Os demais brazucas voltam a entrar em ação nas fases seguintes. O catarinense Neco Padaratz foi único que estreou com vitória na prova e avançou direto ao quarto round. Já Adriano Mineirinho, Victor Ribas, Bernardo Pigmeu e Raoni Monteiro vão disputar o terceiro round da competição.
A melhor atuação do dia ficou por conta do australiano Kai Otton, que disputa com o francês Jeremy Flores o prêmio de melhor novato do ano no WCT.
Com uma colocação impecável nos canudos, Otton foi premiado com notas 9.93 e 9.40, chegando a receber nota 10 de dois juízes na melhor onda.
Força local – Inscritos na prova por exigência da associação havaiana, os surfistas indicados pela entidade local dominaram a rodada, vencendo doze dos dezesseis duelos disputados nesta quinta-feira.
Só escaparam do massacre local os australianos Kai Otton e Michael Campbell, o brasileiro Rodrigo Dornelles e o norte-americano Chris Ward, autor de uma exibição fantástica ao descolar notas 9.07 e 9.00 na vitória sobre Shane Dorian, que vendeu caro a derrota ao totalizar 16 pontos em vinte possíveis.
Apesar de não ser havaiano, o norte-americano Gavin Beschen foi um dos indicados pela associação local e também utilizou seu conhecimento nas ondas de Pipe para seguir na briga.
A novidade do dia foi a estréia do sistema de baterias simultâneas. Cada uma tem 40 minutos de duração e é composta por surfistas vestindo lycras de cores iguais, diferenciadas apenas na cor da manga.
Uma bateria só entra na água a partir da metade da bateria anterior. No palanque, duas comissões de julgamento analisam as baterias e suas respectivas prioridades.
A prioridade só começa a valer na segunda metade da bateria. Porém, os surfistas que entraram na água por último não podem disputar ondas com os competidores que já estavam na água.
Formato – O Billabong Pipeline Masters estréia um novo formato de baterias idealizado pelo norte-americano Kelly Slater, oito vezes campeão mundial.
Foram selecionados 16 especialistas pela associação havaiana, que juntamente com três wildcards, completaram os 64 surfistas da prova.
Na primeira fase estavam os atletas do WCT e os três convidados. Na fase seguinte entraram em ação os surfistas indicados pela associação havaiana.
Quem estreou com vitória na primeira rodada avançou direto ao quarto round, bem como os quatro melhores segundo colocados.
Os outros surfistas classificados em segundo lugar e os oito melhores terceiro colocados seguiram ao terceiro round, enquanto os demais competidores encararam os havaianos na segunda rodada.
Segunda fase do Billabong Pipeline Masters 2007
1 Mikey Bruneau (Haw) 9.90 x Damien Hobgood (EUA) 8.93
2 Jamie O’Brien (Haw) 16.66 x Kalani Chapman (Haw) 9.27
3 Roy Powers (Haw) 12.17 x Taylor Knox (EUA) 11.50
4 Gavin Gillette (Haw) 10.30 x Sunny Garcia (Haw) 7.77
5 Kai Otton (Aus) def. 19.33 x Manoa Drollet (Tah) 8.00
6 Flynn Novak (Haw) 15.60 x Tiago Pires (Por) 13.07
7 Michael Campbell (Aus) 15.00 x Kainoa McGee (Haw) 6.23
8 Danny Fuller (Haw) 14.84 x Michael Lowe (Aus) 4.46
9 David Wassell (Haw) 10.50 x Daniel Wills (Aus) 5.16
10 Gavin Beschen (EUA) 16.67 x Luke Munro (Aus) 3.00
11 Ian Walsh (Haw) 8.40 x Leonardo Neves (Bra) 5.93
12 Mikala Jones (Haw) 16.00 x Shaun Cansdell (Aus) 12.60
13 Rodrigo Dornelles (Bra) 10.46 x Tory Baron (Haw) 4.56
14 Chris Ward (EUA) 18.07 x Shane Dorian (Haw) 16.00
15 Myles Padaca (Haw) 8.06 x Ricky Basnett (Afr) 4.16
16 Makua Rothman (Haw) 6.33 x Royden Bryson (Afr) 3.90