Foto: Reprodução/ArcticSurf
Ao longo dos últimos anos, dezenas de imagens do litoral da Coreia do Norte já apareceram nas redes, mas ninguém até hoje conseguiu mostrar o verdadeiro potencial das ondas do país controlado com mãos de ferro pelo ditador Kim Jong-Um.
Mas, pelo que parece, isso está bem perto de mudar.
Segundo informações, o próprio líder norte-coreano tem interesse no descobrimento de picos em seu país. Uma demonstração clara disso foi um convite feito ao surfista italiano Nicola Zanella, que atualmente mora na China, a visitar o país acompanhado de outros 20 surfistas de diversas nacionalidades, entre eles italianos, alemães, chineses e norte-americanos. O grupo vai avaliar o potencial da costa do país e desenvolver rotas turísticas para a sua prática – mas isso só depois de visitarem a capital Pyongyang e prestarem as devidas reverências aos líderes do país.
A viagem, organizada pela agência norte-americana Uri Travel em parceria com o Ministério do Turismo norte-coreano, está marcada para esta semana e durará oito dias.
Durante esse tempo, os surfistas terão a missão de analisar as condições locais (bancadas, swell, pontos de acesso e condições meteorológicas) e reportar todos seus “descobrimentos” ao líder coreano, que, a curto prazo, pretende usar as informações para fomentar o turismo local, aumentando de 100 mil (número atual de vistos expedidos anualmente) para 1 milhão já nos próximos dois anos.
“As áreas próximas de Sijung, a seis horas da capital, Pyongyang, podem ser um paraíso para os surfistas”, afirmou Zanella.
Pelo pouco que já foi visto, há fortes indícios de que o litoral norte-coreano tem potencial para o surf e, levando em consideração o quão fechada são as fronteiras norte-coreanas, esperamos que em pouco tempo surja mais um pico de qualidade, mas sem restrições ou proibições – a não ser rabear o próximo.
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