
Em 2003 estive em Puerto Escondido por um mês. Foi com certeza uma das trips que peguei mais ondas, por isso decidi voltar.
Fechei com a Tripping – agência de viagens, um pacote completo incluindo passagem aérea e hospedagem em Puerto e na Cidade do México. Uma noite na cidade foi necessário para fazer todo o trecho de avião.
Na outra viagen tive alguns problemas até chegar ao destino. De avião gasta-se um pouco mais, mas economiza-se tempo e energia.
Chegando à Cidade do México após nove horas de viagem, afobei e ao invés de

comprar os bilhetes pro táxi dentro do aeroporto – custam em média 15
dólares, fui abordado por um taxista e o segui sem perguntar o preço.
No meio do caminho ele me disse que seriam 50 dólares pela corrida e não tive
escolha. No aeroporto de Puerto, fui recebido pelo amigo Vandielli que havia reservado meu quarto em sua pousada, localizada na praia de Zicatela, em frente ao pico.
Com o ambiente tranqüilo e familiar, foi só relaxar e esperar pelas ondas. Desde a partida do Brasil acompanhava os noticiários sobre

furacão Rita, a caminho do Golfo do México, isso aumentava a expectativa para o primeiro dia de surf.
Para surpresa de todos, o Rita trouxe apenas muita chuva e vento forte, deixando as condiçoes irregulares. O ditado diz: depois da tempestade vem a calmaria. Na semana seguinte ao furacão, as ondas tinham entre um e dois metros, com excelente formação. Os tubos de Zicatella voltavam a funcionar.
Puerto rola o ano todo, mas a temporada com maior frequência de swell grande é
entre abril e setembro. Cheguei no final de setembro e mesmo assim peguei um bom swell, com ondas de até quatro metros.
E não foi só Zicatella que deu show, Punta Colorada funcionou de gala, por uma semana inteira. Eram ondas perfeitas para o bodyboard, triângulos de direita e esquerda tubulares e com rampas.
As sessões foram registradas pela equipe portuguesa BOSSITUP e pelo havaiano
Eric, que filmava a ação de dentro da água. Trabalhar no meio do deserto, só com o mar aos pés. E mesmo assim não é fácil.
O pico era 100% bodyboard: brasileiros, mexicanos, argentinos, portugueses, americanos, australianos e até israelitas disputavam um lugar dentro dos muitos tubos.
Destaque para o aussie Matt Lackey que tirou excelentes tubos de dropknee. O intercâmbio de cultura e estilo deu oportunidade de aperfeiçoamento, nunca
é tarde para aprender.
Na última semana, o time brasileiro foi reforçado com a chegada do free surfer
Tiago Becker, e para sorte de todos entrou uma ondulação mediana e com excelente
formação. Foram seis dias com ondas de 1.5 a 2.5 metros, com certeza os melhores dias do mês de outubro.
A viagem estava programada para durar 30 dias, mas a última semana me convenceu a
ficar mais um mês em puerto. Em breve estarei contando o resultado…
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