Pena Little Monster

Deivid Silva é campeão brasileiro Pro Junior

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Deivid Silva fatura o título de campeão brasileiro Pro Junior. Foto: Lima Jr.

 

O paulista Deivid Silva vai completar 21 anos de idade no próximo dia 10 de fevereiro e fechou sua passagem pela categoria Pro Junior conquistando o título brasileiro de 2015 com shows de surfe nas baterias do Pena Little Monster que disputou no domingo em Paracuru, litoral norte do Ceará. Ele tirou duas notas 10 nas direitas do Ronco do Mar no caminho até a final contra o local de Paracuru, Jhones Fran. Mas, no feminino só deu Ceará, com Larissa dos Santos sendo a campeã Pro Junior da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP) e Yanca Costa vencendo o circuito promovido pela marca Pena para as categorias de base do esporte, junto com o saquaremense João Chianca no masculino. 

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Entre os monstrinhos, dois cearenses patrocinados pela Pena festejaram o título de melhor do Pena Little Monster 2015 ganhando as duas etapas, na Bahia e Ceará, Guilherme Lemos na Sub 8 e Cauã Costa, irmão mais jovem de Yanca, sendo bicampeão do circuito na Sub 12. O paraibano Yure Barros também foi bicampeão na Sub 10, mas perdeu a final em Paracuru para Jurgen Marinho, com a nota 9,5 do potiguar na sua primeira onda. O título da Sub 14 foi decidido na última final do domingo no Ronco do Mar e ficou para Thiago Eduardo, com o segundo lugar na bateria vencida por outro cearense, Lucas Bezerra. Na Sub 16, o campeão do circuito foi o potiguar Victor Costa, que ganhou em Itacaré (BA) e também ficou em segundo na final em Paracuru, derrotado pelo alagoano Lucas Marcelo. 

O pointbreak de direitas do Ronco do Mar apresentou ondas de 2-3 pés com ótima formação durante os três dias do Pena Little Monster, para os surfistas de 8 a 21 anos de idade darem um show em Paracuru. No entanto, ninguém atacou as ondas como o bicampeão sul-americano Pro Junior, Deivid Silva, com suas manobras explosivas de backside levantando grandes leques de água. Foi assim que o guarujaense fez os recordes do campeonato no domingo, recebendo nota 10 na quarta de final paulista com Raul Reis e na semifinal com o potiguar Deyvson Santos. Deivid somou um 8,5 com a primeira nota máxima e na segunda totalizou 19,25 pontos de 20 possíveis. Na decisão do título brasileiro, conseguiu três notas na casa dos 8 pontos para derrotar o local de Paracuru, Jhones Fran, por 17,35 a 13,00 pontos, e faturar o prêmio máximo de R$ 10.000.

“Estou muito feliz em estar aqui em Paracuru, eu gosto muito desse lugar e ter surfado desse jeito foi demais. A HD (marca que o patrocina) me incentivou bastante pra isso, pois estava um pouco desanimado, então só tenho que agradecer a Deus por terminar meu último ano de Pro Junior como campeão brasileiro”, disse Deivid Silva. “O ano de 2015 foi o melhor ano da minha vida. Eu terminei em 24.o no QS, quase consegui entrar no CT, fui campeão sul-americano Pro Junior de novo e campeão brasileiro agora, que era um título que eu ainda não tinha. Agora vou com tudo pro QS, porque minha meta para 2016 é entrar no CT do ano que vem”.

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Deivid Silva conquista duas notas 10 em Paracuru. Foto: Lima Jr.

 

Na categoria feminina, Larissa dos Santos, 17 anos, pegou a melhor onda que entrou na grande final e a nota 9,00 recebida praticamente confirmou o título de campeã brasileira Pro Junior de 2015 da ABRASP para a cearense. Ela tinha sido a campeã do primeiro circuito Pena Little Monster em 2014, mas perdido a final da etapa de Paracuru para a também cearense Yanca Costa, 16 anos. Neste ano, o resultado se inverteu. Yanca já chegou na decisão com o primeiro lugar no ranking das duas etapas garantido, mas terminou em terceiro, atrás ainda da surfista local de Pararuru, Mayra dos Santos. 

“Estou muito emocionada e só tenho que agradecer a Deus, pois se não fosse por Ele, eu não teria ganhado essa etapa e sido campeã brasileira da ABRASP”, disse Larissa dos Santos. “Eu não tenho nem o que falar, só quero agradecer minha família, que é a base de tudo, a (marca) Brazilian Storm por estar acreditando em mim, ter fechado uma parceria comigo, e agora é partir para outros objetivos. Neste ano eu quero correr o Circuito Brasileiro, algumas etapas do QS também e em 2017, quem sabe, estar brigando por vaga na elite mundial”.  

A nova campeã Pro Junior do circuito Pena Little Monster, Yanca Costa, também pretende começar a disputar competições profissionais em 2016. “Ser campeã desse circuito é um título muito importante na minha carreira e ficou muito irado esse novo formato do Pena Little Monster nessa etapa, de poder tentar um título de campeã brasileira, além de ser campeã do circuito. Nesse ano, pretendo correr todas as etapas do circuito sul-americano Pro Junior e algumas do QS, para ir sentindo como é que é a pressão, para entrar com tudo em 2017”.

No masculino, Deivid Silva já tinha vencido o primeiro circuito Pena Little Monster e agora faturou o título brasileiro, pois o campeão Pro Junior das duas etapas de 2015 foi João Chianca. O surfista de Saquarema (RJ) ganhou a da Bahia em Itacaré e ficou em quinto lugar em Paracuru, perdendo por pouco – 13,65 a 13,20 pontos – para o cearense Lucas Sanders nas quartas de final. No entanto, o título já estava garantido quando seu principal concorrente, o pernambucano Ivan Silva, foi barrado pelo potiguar Deyvson Santos e o paulista Raul Reis no confronto que fechou a primeira rodada do Pro Junior no domingo.

“É muito bom começar o ano com um título. Fiquei muito feliz quando ganhei lá na (Praia da) Tiririca (em Itacaré-BA). Foi uma instigação maior para eu treinar mais e mais”, contou João Chianca, que faturou um prêmio especial da Pena de R$ 3.000 pelo título do circuito. “Acabei chegando nas quartas de final aqui em Paracuru, então, como o Ivan (Silva) que estava disputando o título comigo, perdeu na fase anterior, eu acabei me consagrando campeão do circuito. Esse ano, quero correr todo o circuito sul-americano Pro Junior, algumas etapas do QS também pra somar pontos e vamos ver no que vai dar”.

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Larissa dos Santos é a campeão brasileira Pro Junior entre as meninas. Foto: Lima Jr.

Potiguar Campeão Sub 16 – Com exceção da categoria Sub 14, os campeões do circuito Pena Little Monster 2015 já estavam definidos antes das baterias finais em Paracuru. Na Sub 16, o potiguar Victor Costa amanheceu o domingo com a liderança no ranking garantida e perdeu a bateria mais fraca de ondas do último dia no Ceará. Ele só conseguiu surfar duas que valeram notas 5,50 e 2,70 para ficar em segundo, superando o cearense Paulo Bruno e o baiano Artur Cerqueira, que não pegaram nada. O alagoano Lucas Marcelo teve mais sorte, começou bem com 8,75 e somou o 4,25 da sua terceira onda para vencer por 13,00 pontos, mas Victor Costa também festejou no domingo. 

“Estou muito feliz por ser campeão do Pena Little Monster. Em 2013, eu fui campeão do Pena Surf Nordeste na categoria Iniciante e venho treinando muito para conseguir os resultados”, disse mais uma revelação de Ponta Negra, em Natal, Victor Costa, que recebe apoio de outro surfista da mesma praia, o top mundial do CT, Jadson André. “Eu cheguei na Bahia focado, consegui a vitória e agora fiz outra final já com o título de campeão Sub 16 confirmado. Eu quero começar a carreira de Pro Junior na World Surf League esse ano, disputando o circuito sul-americano Sub 18. Depois, daqui uns 2 anos, começar a competir no QS para chegar ao topo, que é o WCT”.

Das categorias menores do Pena Little Monster, o único título do circuito decidido na grande final foi o da Sub 14, com três dos quatro surfistas podendo ser o campeão. O alagoano Wellington Reis estava na frente do ranking, mas terminou em último na bateria e o cearense Thiago Eduardo faturou o título. Mesmo com ele ficando em segundo na final vencida pelo seu conterrâneo, Lucas Bezerra, que liderou a bateria desde a nota 8,25 da sua primeira onda. Outro cearense, Cauã Costa, bicampeão da categoria Sub 12, ficou em terceiro na sua segunda final disputada no domingo em Paracuru. 

Monstrinho da Pena – Entre os monstrinhos, o atleta patrocinado pela Pena, Cauã Costa, foi o grande destaque nos dois primeiros anos do circuito. Ele ganhou seu segundo título de forma invicta, vencendo a etapa da Bahia em Itacaré e a do Ceará, encerrada domingo em Paracuru, onde no ano passado sofreu sua única derrota na Sub 12 do Pena Little Monster. Cauã surfou duas ondas no critério excelente que valeram notas 8,75 e 8,25 para vencer fácil por 17,00 pontos. O potiguar Fabricio Rocha ficou em segundo com 12,40, seguido pelo cearense Germano Inacio com 10,40 e o paraibano Yure Barros com 7,20 pontos.

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Cauã Costa é destaque no evento. Foto: Lima Jr.

 

“Primeiramente, quero agradecer a Deus, ao meu patrocinador, a Pena, ao meu pai, meu técnico, Bacana, e o campeonato foi show de bola, com todo mundo competindo em altas ondas. Estou muito feliz por ser bicampeão do Pena Little Monster”, disse Cauã Costa. “Eu agora vou mudar para o Rio de Janeiro, vou morar lá no Recreio (dos Bandeirantes), e quero ganhar o Grom Search e também o Hang Loose (circuito paulista). Vou treinar bastante para isso”.

Outro bicampeão do circuito Pena Little Monster foi o paraibano Yure Barros na Sub 10. Assim como Cauã Costa, ele fez duas finais no domingo, mas não venceu nenhuma. Na decisão da Sub 12, cometeu interferência logo no início da bateria e saiu da briga do título. E na Sub 10, o potiguar Jurgen Marinho começou forte, destruindo uma boa onda com uma série de manobras para liderar de ponta a ponta com a nota 9,5 recebida dos juízes. Yure também teve um bom início com nota 7,0, mas não conseguiu uma excelente para superar os 15,75 pontos do potiguar e terminou em segundo com 13,75. Já os cearenses Robson de Souza e Davi Souza não conseguiram pegar boas ondas e ficaram em terceiro e quarto lugar, respectivamente.

“Quero agradecer primeiramente a Deus e ao meu pai que tava torcendo por mim”, disse Yure Barros, que no circuito de 2014 foi campeão em duas categorias, Sub 8 e Sub 10. “O campeonato foi irado e estou feliz por conseguir ser campeão do circuito pela segunda vez na Sub 10. E em 2016 quero tentar ser campeão de novo”.

Já a categoria dos surfistas mais jovens do Pena Little Monster foi dominada pelo cearense Guilherme Lemos, que venceu a etapa da Bahia e foi bicampeão na de Paracuru. “Estou muito feliz por ser campeão do circuito e por vencer aqui em Paracuru pela segunda vez. Tudo isso era um sonho muito importante pra mim e no futuro quero estar no WCT com a Pena, que fez o campeonato e que me patrocina”, disse o pequenino Guilherme Lemos. 

A etapa final do Pena Little Monster 2015 foi apresentada pela CT Wax e patrocinada pela Pena e Prefeitura Municipal de Paracuru, também contando com o apoio do Hotel Vento Brasil e da Associação de Surf de Paracuru (ASPA), além da organização da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP) na categoria Pro Junior. O circuito realizado pela Top 16 Promoções em conjunto com a Federação de Surf do Estado do Ceará, foi transmitido ao vivo pelo site www.pena.com.br que tem todos os resultados e rankings das sete categorias disputadas. 

Resultados do último dia do Pena Little Monster 2015

Final Pro Junior – Campeão=1.000 pontos / Vice-campeão=860 pontos:
Campeão brasileiro Pro Junior 2015: Deivid Silva (SP) por 17,35 pontos (8,75+8,60) – R$ 10.000
Vice-campeão: Jhones Fran (CE) com 13,00 pontos (notas 7,50+5,50) – R$ 4.000
Campeão do circuito Pena Little Monster 2015: João Chianca (RJ) – R$ 3.000 de prêmio

Pro Junior – Semifinais – 3.o lugar com 730 pontos e R$ 2.000 de prêmio:
1.a: Jones Fran (CE) 13.75 x 10.75 Lucas Sanders (CE)
2.a: Deivid Silva (SP) 19.25 x 15.00 Deyvson Santos (RN)

Pro Junior – Quartas de Final – 5.o lugar com 610 pontos e R$ 500 de prêmio:
1.a: Lucas Sanders (CE) 13.65 x 13.20 João Chianca (RJ)
2.a: Jones Fran (CE) 14.90 x 12.25 Saulo Barros (CE)
3.a: Deivid Silva (SP) 18.50 x 9.90 Raul Reis (SP)
4.a Deyvson Santos (RN) 17.10 x 11.80 Carlos Rodrigues (RN)

Pro Junior – Terceira Fase – 3.o=9.o lugar (500 pontos) e 4.o=13.o lugar (450 pontos):
1.a: 1-Lucas Sanders (CE), 2-Saulo Barros (CE), 3-Amando Tenorio (AL), 4-Nayson Costa (PA)
2.a: 1-Jones Fran (CE), 2-João Chianca (RJ), 3-Gabriel André (SP), 4-Israel Junior (RN)
3.a: 1-Deivid Silva (SP), 2-Carlos Rodrigues (RN), 3-Jannifer Souza (CE), 4-Kim Matheus (SP)
4.a: 1-Deyvson Santos (RN), 2-Raul Reis (SP), 3-Ivan Silva (PE), 4-Lucas Marcelo (AL)

Final Feminina – 1.o=1.000 pontos / 2.o=860 pontos / 3.o=730 pontos / 4.o=670 pontos:
Campeã brasileira Pro Junior: Larissa dos Santos (CE) por 13,25 pontos (9,00+4,25) – R$ 2.500
Vice-campeã: Mayra da Silva (CE) com 11,65 pontos – notas 6,00+5,65 – R$ 1.000
Terceiro lugar: Yanca Costa (CE) com 10,25 pontos – notas 6,50+3,75 – R$ 800
Quarto lugar: Julia Santos (SP) com 8,95 pontos – notas 5,70+3,25 – R$ 700
Campeã do circuito Pena Little Monster 2015: Yanca Costa (CE) – R$ 2.000 de prêmio

Semifinais Pro Junior Feminino – 3.a=5.o lugar (610 pontos) e 4.a=7.o lugar (555 pts): 
1.a: 1-Larissa dos Santos (CE), 2-Yanca Costa (CE), 3-Raissa Fernandes (PB), 4-Juliana Souza (CE)
2.a: 1-Mayra da Silva (CE), 2-Julia Santos (SP), 2.a: 3-Leticia Cavalcante (CE), 4-Ariane Gomes (CE)

Final Sub 16 – 1.o=1.000 pontos / 2.o=900 pontos / 3.o=810 pontos / 4.o=729 pontos:
1.o: Lucas Marcelo (AL) por 13,00 pontos – notas 8,75+4,25
2.o: Victor Costa (RN) com 8,20 pontos – notas 5,50+2,70
3.o: Artur Cerqueira (BA) com 1,25 pontos – única onda
4.o: Paulo Bruno (CE) com 1,00 ponto – única onda
Campeão Sub 16 do Pena Little Monster 2015: Victor Costa (RN)

Final Sub 14 – 1.o=1.000 pontos / 2.o=900 pontos / 3.o=810 pontos / 4.o=729 pontos:
1.o: Lucas Bezerra (CE) por 15,25 pontos – notas 8,50+6,75
2.o: Thiago Eduardo (CE) com 13,95 pontos – notas 8,25+5,70
3.o: Cauã Costa (CE) com 11,00 pontos – notas 5,85+5,15
4.o: Wellington Reis (AL) com 9,35 pontos – notas 6,35+3,00
Campeão Sub 14 do Pena Little Monster 2015: Thiago Eduardo (CE) 

Final Sub 12 – 1.o=1.000 pontos / 2.o=900 pontos / 3.o=810 pontos / 4.o=729 pontos: 
1.o: Cauã Costa (CE) por 17,00 pontos – notas 8,75+8,25
2.o: Fabricio Rocha (RN) com 12,40 pontos – notas 6,25+6,15
3.o: Germano Inacio (CE) com 10,40 pontos – notas 5,40+5,00
4.o: Yure Barros (PB) com 7,20 pontos – notas 5,45+1,75
Bicampeão Sub 12 do Pena Little Monster: Cauã Costa (CE)

FINAL Sub 10 – 1.o=1.000 pontos / 2.o=900 pontos / 3.o=810 pontos / 4.o=729 pontos:
1.o: Jurgen Marinho (RN) por 15,75 pontos – notas 9,50+6,25
2.o: Yure Barros (PB) com 13,75 pontos – notas 7,00+6,75
3.o: Robson de Souza (CE) com 8,75 pontos – notas 5,50+3,25
4.o: Davi Souza (CE) com 6,00 pontos – notas 3,40+2,60
Bicampeão Sub 10 do Pena Little Monster: Yure Barros (PB)

Final Sub 08 – 1.o=1.000 pontos / 2.o=900 pontos / 3.o=810 pontos / 4.o=729 pontos:
1.o: Guilherme Lemos (CE) por 17,00 pontos – notas 9,00+8,00
2.o: Gabriel Dantas (RJ) com 10,90 pontos – notas 7,00+3,90
3.o: Marco Pedersen (CE) com 9,15 pontos – notas 5,50+3,65
4.o: Victor Santos (RN) com 5,50 pontos – única onda
Campeão Sub 8 do Pena Little Monster 2015: Guilherme Lemos (CE)

Sus 08 – Semifinais – 3.o=5.o lugar (656 pontos) e 4.o=7.o lugar (531 pontos):
1.a: 1-Guilherme Lemos (CE), 2-Gabriel Dantas (RJ), 3-Pamela Lopes (CE), 4-Kevin Slater (CE)
2.a: 1-Victor Santos (RN), 2-Marco Pedersen (CE), 3-Josué Rodrigues (CE), 4-Luna Vieira (CE)

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    O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. 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Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.