
O surf, para muitos, significa a prática de uma atividade física; filosofia de vida para os “zens”; construção de carreira para os mais experientes e com visão; lazer e hobby para os mais ocupados e, para pessoas com deficiência, um importante veículo de inclusão social.
O surf, que até meados da década de 90 era visto como um esporte marginalizado, onde os praticantes chegavam a ser comparados com vagabundos e eram incriminados pela sociedade como seres banais e sem moral por terem uma vida digna de qualquer um invejar, tornou-se, em épocas mais atuais, um esporte praticado por todos.
Cada vez mais o mercado cresce e a mídia cede espaço para o esporte que aos poucos vem se

tornando referência aos mais diversos tipos de terapia / estilo de vida. Não é à toa, mas o surf cresce a cada dia em todo o mundo e seus adeptos são pessoas das mais diferentes classes sociais.
Tanto o boyzinho da mansão do Morumbi como o pobre menino da Rocinha praticam o surf. É um esporte praticado por todos.
Hoje as mães não implicam tanto vendo os seus filhos crescerem “surfistas”, parece que aos poucos a mentalidade sobre o esporte prospera de uma maneira muito positiva que faz com que cada vez mais o nosso esporte cresça sem preconceitos.

Escolinhas, clínicas, workshops, são diversos meios que agrupam e tornam o surf um esporte profissional. A Unipran é um exemplo disso, é uma integração do esporte dentro da rede universitária.
Pode-se ainda destacar os diversos campeonatos que são promovidos anualmente, como o Circuito Universitário, que tenta agrupar pessoas que estejam cursando alguma faculdade ou até mesmo o Circuito Colegial com os surfistas mirins.
Estive em outubro na Califórnia e fiquei impressionado com a maneira que desenvolvem a prática do surf para crianças, idosos e pessoas com deficiência. Existem escolas que já usam o surf como atividade presente na grade das disciplinas escolares, especialmente na Educação Física.
Não precisamos ir tão longe para elogiarmos essas iniciativas. Alcino Neto, o “Pirata”, desenvolve um trabalho muito legal de inclusão social em parceria com a Associação Desportiva para Deficientes (ADD) em sua escola de surf Pirata Guarujá, que está localizada no Canto do Maluf, Guarujá.
Atendendo a jovens carentes e pessoas com deficiência, o surf atende aos mais diversos tipos de necessidade, dando oportunidade a essas pessoas de conseguirem obter a sensação de superação, auto estima e, o mais importante, se socializarem.
Aos poucos venho tentando junto ao Instituto Paradigma, ONG na qual participo como consultor técnico de deficiência, inserir o surf dentro das empresas, como forma delas terem o surf mais do que uma atividade em suas vidas, mas também um meio delas conseguirem buscar forças junto à natureza (mar), tornando-se assim mais sociáveis e unidas no ambiente de trabalho. Surfar é um dom que nós temos com perna(s) ou sem perna(s), com braço(s) ou sem braço(s).
Tendo o espirito do esporte, jamais irá desistir de viver as diferentes emoções que ele pode revelar, além de servir como uma excelente ferramenta para mostrar que DEFICIÊNCIA não é sinônimo de INCAPACIDADE.
SURF INCLUIDO NO MEU DIA!
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