Hang Loose São Sebastião Pro

Boas ondas marcam início

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Wesley Dantas é destaque em Maresias. Foto: © WSL / Smorigo.

 

Uma quinta-feira de Sol com boas ondas de 3-5 pés e praia cheia em Maresias, abriu o Hang Loose São Sebastião Pro, com setenta surfistas competindo nas 24 baterias realizadas no primeiro dia em São Sebastião. Mais 48 vão estrear na sexta-feira, incluindo os 32 principais cabeças de chave da terceira fase, como os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza e os outros cinco tops da “seleção brasileira” do CT, que estão prestigiando a etapa do QS 3000 que fecha o calendário da WSL South America neste feriadão prolongado na praia mais badalada do litoral norte de São Paulo. Na sexta-feira, o dia começa às 8h00 com a nona bateria da segunda fase e a terceira está prevista para ser iniciada às 10h40 em São Sebastião.

 

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Os surfistas que tiveram o melhor desempenho no primeiro dia do Hang Loose São Sebastião Pro foram o paraibano José Francisco, o Fininho, o catarinense Matheus Navarro e o paulista Weslley Dantas. O primeiro a se destacar foi José Francisco, que surfou o primeiro tubo do campeonato na sétima bateria do dia na Praia de Maresias. Ele recebeu nota 8,0 nessa onda e depois surfou outra boa que valeu 7,67 para totalizar imbatíveis 15,67 pontos.

“Eu consegui achar um tubinho e as condições do mar, com esse vento terral, estão perfeitas para entubar”, disse José Francisco. “Quando entrei na onda, eu logo vi que ia rodar o tubo e botei pra dentro, mas o que definiu mesmo a bateria foi aquela nota 7,67 no final. Eu estou com os aéreos na manga também, então quem sabe eu possa mandar uns mais pra frente”.

O paraibano competiu de novo na quinta-feira, porém não conseguiu mostrar os seus aéreos e nem achou nenhum outro tubo como na sua estreia, sendo eliminado no penúltimo confronto do dia. Nesta segunda fase, quem chegou mais perto do seu recorde foi o paulista Weslley Dantas, irmão mais jovem do top do CT, Wiggolly Dantas. Weslley atacou as direitas e esquerdas de Maresias com manobras explosivas levantando grandes leques de água, para arrancar notas 7,23 e 8,33 em duas ondas seguidas e atingir 15,56 pontos. O também ubatubense Renato Galvão, bicampeão brasileiro, passou junto com ele para a terceira fase.

“Aqui a onda tem muita força, então consigo encaixar meu surfe ‘power’ e mandar aéreos também. Mas, como hoje (quinta-feira) tinha muito vento, não quis arriscar muito os aéreos e concentrei no meu surfe de linha e borda. Pra mim, é incrível fazer uma das maiores somatórias do dia e vou seguir essa estratégia que deu certo”, disse Weslley Dantas, que também fez uma comparação do seu surfe com o do irmão, Wiggolly. “Eu acho que sou mais radical. Desde criança, sempre fui de dar mais aéreos com ou sem as mãos na prancha, de frontside ou de backside, rabetadas, então tenho um surfe mais power que o meu irmão. Sei entubar também, mas acho que ele é melhor nisso do que eu (risos)”.

 

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Matheus Navarro faz a melhor onda do dia. Foto: © WSL / Smorigo.

 

Maior Nota – O outro destaque do primeiro dia foi o catarinense Matheus Navarro, que, na 12.a bateria da primeira fase, ganhou nota 8,43 numa onda detonada por uma série de manobras potentes de backside. Foi a maior do dia, superando o 8,33 de Renan Argemiro na bateria que abriu o Hang Loose São Sebastião Pro. Junto com Matheus, se classificou o primeiro estrangeiro a competir na Praia de Maresias, o chileno Cristobal Montecinos.

“Depois de tanto tempo sem competir, chegar aqui e vencer a bateria com a maior nota numa esquerda boa, me deixou muito contente”, disse Matheus Navarro. “Eu perdi meu patrocínio no início do ano, então nem participei de muito eventos e está sendo muito legal competir aqui. Espero continuar assim, avançando na competição pegando boas ondas nas baterias”.

Estrangeiros – Além de Cristobal Montecinos, mais sete surfistas de outros países estrearam no primeiro dia do Hang Loose São Sebastião Pro e apenas dois também se classificaram em segundo lugar nas suas baterias. Ambos nos confrontos que abriram a segunda fase da competição, iniciada após as dezesseis da rodada inicial.

O chileno Roberto Araki enfrentou três brasileiros e barrou Renan Argemiro e Jackson Santos, para passar junto com o baiano Yagê Araujo. Na segunda, o norte-americano Kei Kobayashi avançou na bateria vencida por Douglas Silva e o argentino Tomas Lopez Moreno ficou em último. Yagê Araujo é um dos sete surfistas que estão na briga pelo título sul-americano de 2017 da WSL South America.

“A gente sempre entra nervoso na primeira bateria. Independente do campeonato, a primeira é sempre estressante”, destacou Yagê Araujo. “As ondas demoraram um pouco mais para entrar e, além disso, caí em duas que não poderia ter caído. Mas, acabei fazendo um 7,50 e um 5,9 para ganhar a bateria. A onda aqui é parecida com a da Praia da Tiririca, na minha casa em Itacaré, uma onda buraco e rápida, então acho que me encaixo bem nessas condições e agora vamos para o rounde 3 amanhã (sexta-feira)”.

O baiano Yagê Araujo e o norte-americano Kei Kobayashi completaram a primeira bateria da rodada de estreia dos principais cabeças de chave do Hang Loose São Sebastião, encabeçada por um dos sete participantes da elite do CT, o potiguar Italo Ferreira. O outro estreante desse confronto é o paulista Marcos Correa, que está na briga pelo título sul-americano da WSL South America como Yagê Araujo.

 

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Maresias oferece boas ondas para o campeonato. Foto: © WSL / Smorigo.

Título Sul-Americano – Os outros concorrentes nesta disputa de melhor surfista profissional da América do Sul também vão estrear na sexta-feira em Maresias. O líder do ranking é Thiago Camarão, que é nativo de São Sebastião e está escalado como cabeça de chave da décima bateria da terceira fase. Também fazem parte desta lista o vice-líder, Krystian Kymerson (ES), na sexta bateria e o número 6 do ranking, Deivid Silva (SP), na sétima. E dois estão nas baterias restantes da segunda fase, que ficaram para abrir a sexta-feira.

O catarinense Gustavo Ramos, nono colocado no ranking, é um deles e ele vai competir no primeiro confronto do segundo dia, contra o argentino Facundo Arreyes e mais dois brasileiros, Guilherme Marques e o jovem Diego Aguiar, de apenas 14 anos de idade. O outro é o guarujaense Gabriel André, que ocupa a terceira posição e vai estrear na 15.a e penúltima bateria da segunda fase, contra Luan Carvalho, Samuel Igo e Nathan Kawani.

O líder Thiago Camarão está com uma boa vantagem sobre os adversários. Para superar os 1.830 pontos que ele já totaliza no ranking da WSL South America, o capixaba Krystian Kymerson precisa chegar nas semifinais do Hang Loose São Sebastião Pro. Para os outros, só interessa a vitória na Praia de Maresias. No entanto, Camarão vai eliminando concorrentes a cada classificação no evento e garante o título sul-americano se chegar na grande final, independentemente de quem vença o campeonato.

Estrelas do CT – Na sexta-feira também estreiam as principais estrelas do QS 3000 de São Sebastião. O primeiro top do CT já se apresenta na abertura da terceira fase, prevista para iniciar as 10h40 na Praia de Maresias, o potiguar Italo Ferreira. Depois, tem o pernambucano Ian Gouveia na quarta e na oitava está a grande atração, Gabriel Medina, que vai competir com um dos participantes do Instituto Gabriel Medina, Leonardo Barcelos, vencedor da bateria que fechou a quinta-feira. Os outros adversários de Medina são o também paulista Luciano Brulher e o catarinense Icaro Rochi, um dos convidados do Hang Loose São Sebastião Pro.

Logo após a estreia de Gabriel Medina, entra no mar o paulista Wiggolly Dantas na nona bateria. Na 11.a, continua o desfile dos tops da elite mundial da World Surf League com o potiguar Jadson André, vice-campeão do Hang Loose Pro Contest 30 Anos no ano passado na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC). Depois, tem Miguel Pupo, que venceu o último QS em Maresias em 2015, na 13.a e na 16.a estreia o campeão mundial Adriano de Souza.

O energético TNT apresenta o Hang Loose São Sebastião Pro, etapa do QS 3000 homologada pela WSL South America como a 52.a do WSL Qualifying Series 2017 e realizada com apoio da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Itaipava, 89 Rádio Rock, Waves, Federação Paulista de Surf (FPS), Associação de Surf de São Sebastião (ASSS) e Associação de Surf de Maresias (ASM). 

 

Hang Loose São Sebastião Pro 2017

 

Primeira fase

3.o=97.o lugar com 60 pontos e 4.o=113.o lugar com 45 pontos

1.a: 1-Renan Argemiro (BRA), 2-Neto Moura (BRA), 3-Gustavo Ribeiro (BRA), 4-Michel Roque (BRA)
2.a: 1-Douglas Silva (BRA), 2-Jackson Santos (BRA), w.o-Heitor Alves (BRA)
3.a: 1-Franklin Serpa (BRA), 2-Caetano Vargas (BRA), 3-Arthur Cerqueira (BRA)
4.a: 1-Tamaê Bettero (BRA), 2-Kim Matheus Marcondes (BRA), 3-Ihgor Santana (BRA)
5.a: 1-Pedro Silva (BRA), 2-Guilherme Villas Boas (BRA), 3-Herbert Moreno (BRA), 4-Douglas Noronha (BRA)
6.a: 1-Renato Galvão (BRA), 2-Alessandro Dias (BRA), 3-Tales Araujo (BRA)
7.a: 1-José Francisco (BRA), 2-Artur Silva (BRA), 3-Odacir Nonato (BRA)
8.a: 1-Leonardo Barcelos (BRA), 2-Luciano Brulher (BRA), 3-Bruno de Andrade Maia (BRA), 4-Yan Sondahl (BRA)
9.a: 1-Diego Aguiar (BRA), 2-Junior Lagosta (BRA), 3-Airton Dylan (BRA), 4-Pedro Nogueira (BRA)
10: 1-Alan Donato (BRA), 2-Guilherme Marques (BRA), 3-Charlie Brown (BRA)
11: 1-Alex Lima (BRA), 2-Wesley Santos (BRA), 3-Fernando Junior (BRA)
12: 1-Matheus Navarro (BRA), 2-Cristobal Montecinos (CHL), 3-Pedro Cordeiro (BRA), 4-Alex Siqueira (BRA)
13: 1-Geovane Ferreira (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Brayner Silva (BRA)
14: 1-Deyvson Santos (BRA), 2-Gabriel Adisaka (BRA), 3-Lysandro Leandro (BRA), 4-Renan Hanada (BRA)
15: 1-Samuel Igo (BRA), 2-Pericles Dimitri (BRA), 3-Gustavo Dvorquez (CHL)
16: 1-Amando Lins (BRA), 2-Nathan Kawani (BRA), 3-Diego Meinha (BRA), 4-Pedro Mendes (BRA)

 

Segunda fase

3.o=65.o lugar com 210 pontos e 4.o-81.o lugar com 180 pontos:

1.a: 1-Yagê Araujo (BRA), 2-Roberto Araki (CHL), 3-Jackson Santos (BRA), 4-Renan Argemiro (BRA)
2.a: 1-Douglas Silva (BRA), 2-Kei Kobayashi (EUA), 3-Neto Moura (BRA), 4-Tomas Lopez Moreno (ARG)
3.a: 1-Robson Santos (BRA), 2-Kim Matheus Marcondes (BRA), 3-Franklin Serpa (BRA), 4-Lucas Vicente (BRA)
4.a: 1-Caetano Vargas (BRA), 2-Tamaê Bettero (BRA), 3-Guillermo Satt (CHL), 4-Juninho Urcia (PER)
5.a: 1-João Chianca (BRA), 2-Jihad Khodr (BRA), 3-Alessandro Dias (BRA), 4-Pedro Silva (BRA)
6.a: 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Renato Galvão (BRA), 3-Guilherme Villas Boas (BRA), 4-Leonardo Berbet (BRA)
7.a: 1-Victor Mendes (BRA), 2-Luciano Brulher (BRA), 3-Luis Perloiro (PRT), 4-José Francisco (BRA)
8.a: 1-Leonardo Barcellos (BRA), 2-Wesley Leite (BRA), 3-Renan Peres (BRA), 4-Artur Silva (BRA)

———baterias que vão abrir a sexta-feira:

9.a: Facundo Arreyes (ARG), Gustavo Ramos (BRA), Diego Aguiar (BRA), Guilherme Marques (BRA)
10: Gabriel Farias (BRA), Nate Dorman (EUA), Alan Donato (BRA), Junior Lagosta (BRA)
11: Jean da Silva (BRA), Luan Wood (BRA), Alex Lima (BRA), Cristobal Montecinos (CHL)
12: Yuri Gonçalves (BRA), Pedro Neves (BRA), Matheus Navarro (BRA), Wesley Santos (BRA)
13: Adrian Garcia (PER), Nicolas Vargas (CHL), Geovane Ferreira (BRA), Gabriel Adisaka (BRA)
14: Samuel Pupo (BRA), Igor Moraes (BRA), Deyvson Santos (BRA), Daniel Adisaka (BRA)
15: Gabriel André (BRA), Luan Carvalho (BRA), Samuel Igo (BRA), Nathan Kawani (BRA)
16: Alonso Correa (PER), José Gundesen (ARG), Amando Lins (BRA), Pericles Dimitri (BRA)

 

Terceira fase

entrada dos 32 cabeças de chave mais bem colocados no ranking mundial
——-3.o=33.o lugar (US$ 550 e 360 pontos) e 4.o=49.o lugar (US$ 450 e 330 pontos)

1.a: Italo Ferreira (BRA), Marcos Correa (BRA), Yagê Araujo (BRA), Kei Kobayashi (EUA)
2.a: Alejo Muniz (BRA), Victor Bernardo (BRA), Douglas Silva (BRA), Roberto Araki (CHL)
3.a: Michael Rodrigues (BRA), Hizunomê Bettero (BRA), Robson Santos (BRA), Tamaê Bettero (BRA)
4.a: Ian Gouveia (BRA), Lucca Mesinas (PER), Caetano Vargas (BRA), Kim Matheus Marcondes (BRA)
5.a: Jessé Mendes (BRA), Luel Felipe (BRA), João Chianca (BRA), Renato Galvão (BRA)
6.a: Yago Dora (BRA), Krystian Kymerson (BRA), Weslley Dantas (BRA), Jihad Khodr (BRA)
7.a: Deivid Silva (BRA), Bino Lopes (BRA), Victor Mendes (BRA), Wesley Leite (BRA)
8.a: Gabriel Medina (BRA), Icaro Ronchi (BRA), Leonardo Barcellos (BRA), Luciano Brulher (BRA)
9.a: Wiggolly Dantas (BRA), Felipe Oliveira (BRA),
10: Flavio Nakagima (BRA), Thiago Camarão (BRA),
11: Jadson André (BRA), Mateus Herdy (BRA),
12: Willian Cardoso (BRA), Marco Fernandez (BRA),
13: Miguel Pupo (BRA), Raoni Monteiro (BRA),
14: Tomas Hermes (BRA), Rafael Teixeira (BRA),
15: Alex Ribeiro (BRA), Peterson Crisanto (BRA),
16: Adriano de Souza (BRA), Thiago Guimarães (BRA),

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10

    Próxima chamada nesta sexta-feira (18) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.