O cearense Felipe Martins, 21 anos, atravessa um excelente momento em sua carreira.
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Depois de passar por diversas roubadas e ficar sem patrocínio durante vários anos, o surfista curte sua segunda temporada no Hawaii com a logomarca da Hawaiian Dreams no bico da prancha e vaga garantida no SuperSurf.
“É a segunda vez que venho pra cá, mas parece a primeira. Estou curtindo tudo do mesmo jeito e fico até sem palavras pra descrever. Tenho treinado muito e procurado tirar todo o proveito que o Hawaii pode oferecer”, afirma.
Felipe conta que pegou altas ondas neste inverno, mas ainda não teve a oportunidade de surfar Pipe clássico.
“O swell em Pipe ficou bom durante o período do WCT. Peguei boas ondas em Sunset, Gas Chambers, Rocky Point, Velzyland, Jokos, Backyards e outros picos”, revela.
O cearense acredita que surfar bastante no Hawaii vai fazê-lo voltar afiado para as competições no Brasil, principalmente quando o mar estiver maior.
“Pretendo voltar no fim de janeiro para correr as etapas do WQS no Santinho e em Noronha. Se não puder ir, vou ficar até o fim de fevereiro ou março. Quero treinar bastante em Pipe em fevereiro, pois o crowd é menor”, diz.
Felipe levou um quiver de seis pranchas produzidas por Joca Secco – duas 5’11, 6’2, 6’6, 6’10 e 7’0. “Parti a 7 pés em Sunset. Passei pela mesma roubada na primeira vez em estive no Hawaii. Eu e mais três moleques levamos uma série de oeste na cabeça e tivemos as pranchas partidas. Coisas de Hawaii!”, diverte-se.
“Foi sinistro, fiquei uns 20 segundos sob a água. Passei um perrengue, mas graças a Deus acabou tudo bem”, continua o cearense, que está ficando em frente ao pico de Gas Chambers.
Elite – A entrada de Felipe Martins no SuperSurf foi muito comemorada pela Hawaiian Dreams e todas as pessoas que torcem pelo sucesso do cearense. “O pessoal da HD ficou muito feliz por ter atingido o meu objetivo. Essa parceria está dando certo e vai ficar ainda melhor em 2007, com fé em Deus”, comenta.
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Ano passado, o cearense bateu na trave e por muito pouco não entrou na divisão de elite do surf brasileiro. “Fiquei chateado, mas não abalado. Sabia que tinha potencial para entrar e estava surfando bem, era só uma questão de concentração. Agora deu certo, graças a Deus”, continua.
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“Tenho de mostrar cada vez mais o meu valor, treinar mais e me concentrar bastante. Quero me manter na elite para que as coisas possam fluir e o meu valor seja reconhecido. Não é porque entrei que vou ficar sossegado. Agora é que o bicho pega”, revela.
Por terminado entre os primeiros alternates do Brasil Tour ano passado, Felipe foi convidado para duas etapas do SuperSurf este ano, uma em Itacaré (BA) e outra no Rio de Janeiro.
“Gostei muito da experiência. Não fiquei nervoso, achei muito tranqüilo correr bateria homem a homem. Deu pra sentir o gostinho de como é o SuperSurf e acho que vai me ajudar a ficar mais tranqüilo, seja qual for o adversário ano que vem. É bom porque vou cair sem aquela pressão de estar como convidado e ficar nervoso por ser um campeonato que nunca corri na vida. Sei que ali está a elite e vai ser difícil competir com qualquer um, mas acredito muito
em meu talento e vou brigar de igual pra igual”, afirma.
Felipe saiu de casa aos 15 anos de idade e já morou no Rio de Janeiro e Guarujá (SP). Atualmente, reside em Florianópolis (SC). O cearense revela que a mudança do Guarujá para Floripa foi difícil, mas produtiva.
“Teve o lado bom e o lado ruim. Sinto-me muito bem no Guarujá. É uma cidade que tem altas ondas e sonho em voltar pra lá um dia. Em Floripa, apesar de fazer muito frio – e isso é um pouco ruim pra mim -, vinha treinando muito no Aragua, com surf treino, yoga e condicionamento físico. Isso me ajudou a estar no rip e conseguir a vaga no SuperSurf”, comenta.
Para finalizar, o cearense manda uma mensagem a todas as pessoas que torcem pelo seu sucesso. “Só tenho a agradecer a todos que sempre me ajudam e torcem por mim! Minha família, o Júnior lá do Ceará, Luizão e família em Floripa, toda a galera da igreja de Floripa. Não dá pra citar o nome de todos, é muita gente! Meus amigos do Ceará, da Bahia, do Guarujá e toda a galera que trabalhava no marketing da HD, o Bruno, Danilo e o Rony. Também agradeço ao Jackson, da HD, ao Marcelo da Mako e ao Joca, que é responsável pelos foguetes”, conclui Felipe.




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