
O show de ondas grandes no último fim de semana não ficou reservado somente para as regiões Sudeste e Sul do Brasil.
A cobra também fumou na Bahia, com o swell de Sul fazendo a cabeça dos surfistas mais atirados em Salvador.
As bombas começaram a invadir o litoral baiano na sexta-feira, dia em que o Farol de Itapuã ofereceu ondas que ultrapassavam os 3 metros nas maiores séries.
Devido ao forte vento Sul, a maioria dos picos ficou storm.

Os surfistas mais espertos não ficaram de bobeira e procuraram as melhores opções do litoral.
Destaque para Scar Reef, Itacimirim, Farol de Itapuã, Pedra que Ronca, Platô, Torrefação, Recanto, Farol da Barra e Espanhol, entre outros picos.
Os surfistas profissionais Armando Daltro, Bruno Pitanga e Takito Adachi foram até o Farol de Itapuã na sexta-feira e não se arrependeram.
“O mar estava subindo e, depois de darmos uma olhada rápida, decidimos cair na Pedra que Ronca”, diz Daltro.
“Porém, quando arrumávamos as pranchas, uma série no Farol nos impresionou. Não havia ninguém na água e não tínhamos parâmento para saber o real tamanho das ondas”, continua.
O trio resolveu conferir de perto. “As séries atingiam os 8 pés logo em nossa chegada. Era um paredão que dava tempo apenas de executar uma manobra antes da onda fechar. Depois de meia hora outros surfistas começaram a chegar”, concluiu Mandinho.
No fim da tarde, o mar continuava subindo e as séries chegavam aos 10 pés. De acordo com Armando Daltro, as melhores ondas que ele viu foram um bom tubo do Takito Adachi, um dropão de Pitanga seguido de uma forte rasgada e um drop praticamente reto na maior do dia proporcionado por Maurício Abubakir.
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A session mais insana dos atletas ocorreu na última terça-feira, em uma das bancadas de coral que rolam em Itacimirim.
“O bicho pegou!!! Foi o pico que mais me chocou até o momento aqui na Bahia. Não pegamos os tubos, mas havia cilindros pesados de 6 a 8 pés quebrando em cima de uma bancada sinistra”, revela Daltro.
Em Itacimirim, ele teve a companhia dos amigos Bruno Pitanga, André Teixeira, Takito Adachi, Beto Dias, Kiko Dragão e Marlos Viana, que também encarou o Farol de Itapuã na sexta-feira.

Quando a galera estava começando a pegar intimidade com o cabuloso pico, Pitanga sofreu uma forte contusão e deixou todos assustados.
“Dropei uma bomba da série e caí na base. Rodei junto com o lip, fui jogado contra os corais e saí todo ralado. Precisei da ajuda dos amigos para sair da água”, conta Bruno Pitanga, que foi levado para a COT de Stella Maris.
“Até os médicos e enfermeiros ficaram assustados com o estado em que eu estava. Não poderia deixar de agradecer ao pessoal da COT pelo atendimento. O Dr. Márcio Leandro e o Remilson Domenek (surfista veterano) quebraram um galhão, pois não tenho plano de saúde e estava muito mal”, revela o atleta.
Bruno teve ainda uma fissura na escápula e corre sério risco de ficar de fora do Billabong Costa do Sauípe 2006, etapa do WQS que começa na próxima segunda-feira, no litoral norte baiano.
Quem optou por surfar no Sul de Salvador também ficou amarradão, apesar de o tamanho das ondas não chegar nem perto das bombas que quebraram mais ao Norte.
No Espanhol, pico que quebra poucas vezes durante o ano, as maiores séries chegaram aos 2 metros. O Farol da Barra também funcionou, bem como as esquerdas do Reloginho que emendavam até o Espanhol.
O crowd estava intenso e a balaustrada ficou repleta de curiosos. Entre os surfistas mais conhecidos que estavam na água, destaque para Patrick Coelho, Brian Bruce (Kamonk), Armando Daltro, Takito Adachi, Abel Baião, João Carlos, Paulo Falcon, Esdras Santos (Fofão), Bruno Pitanga, além do lendário longboarder Fredão e dos bodyboarders Fábio Pinheiro e José Otávio.
“Várias pessoas se deram mal nas pedras e saíram machucadas. Vi um bodyboarder se bater nas pedras e sair todo ferido, com vários ouriços nos pés”, conta João Carlos.
Para obter mais imagens das sessions no Farol de Itapuã e Espanhol, entre em contato com os fotógrafos Diego Freire no telefone (0xx71) 3257-2406 e Rodrigo Alvares no fone (0xx71) 9999-3134.
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