Surf na selva

Auera auara!

A sensação de surfar em plena Floresta Amazônica é simplesmente inesquecível. Recomendaria a qualquer surfista que tenha amor pelo esporte e à natureza.

 

Muitos olham fotos, criticam o tamanho e até a formação da pororoca, mas só quem já encarou o fenômeno sabe qual é a “vibe” de surfar naquele lugar. 

 

Não hesitei em aceitar o convite do meu amigo Serginho Laus para fazer a cobertura da primeira etapa do Circuito Brasileiro de Surf na Pororoca, realizada entre os últimos dias 25 e 27 de março no rio Mearim, em Arari, Maranhão.  

 

“Show, mas vou poder surfar também, né? Se não, nem vou”, intimei logo de cara. “Claro, moleque. Pode ficar tranqüilo. Agilize suas coisas e traga a sua prancha junto”, respondeu Laus, informando ainda que eu embarcaria para São Luís dentro de oito horas.

 

Depois de chegar à capital maranhense, partimos num ônibus fretado para a pacata cidade de Arari, localizada a 190 quilômetros de São Luís.

 

Durante a viagem, observei a relação de competidores e percebi a ausência do melhor surfista maranhense no cenário nacional. 

 

Imediamente perguntei: “Ué, e cadê o Álvaro Bacana, que representa o Maranhão no circuito brasileiro?”.

 

“Ele marcou a famosa touca”, brincou o paraense Noélio Sobrinho, citando uma gíria utilizada pelo pessoal do Maranhão quando o indivíduo comete algum vacilo.

 

“O campeonato está sendo divulgado no Brasil inteiro, todos sabem que vai rolar a etapa, e ele não entrou em contato conosco para participar. A Federação Maranhense promoveu uma seletiva e os dois melhores atletas garantiram vaga”, explicou Noélio, agora sério. 

 

Ao chegarmos a Arari, percebi que uma certa expectativa tomava conta da população local. “Olha lá, os surfistas chegaram”, comentava a galera. 

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Pororoca de Mearim.

 

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Os pássaros, sapos e insetos eram os compositores da trilha sonora em nossa primeira noite no interior maranhense. “É, estou em plena selva”, pensava.

 

Mas o que não saía da minha cabeça era o tão esperado encontro com o fenômeno fluvial mais temido da Amazônia.

 

“Como deve ser a força da onda? Será que tem muito animal? E se não conseguir pegar a onda, vou ficar de bobeira no rio?”, essas eram as dúvidas que mais martelavam a minha mente.

 

 

Antes de continuar, vamos a uma breve explicação sobre a pororoca. Ela resulta do encontro das correntes da maré do oceano com a corrente fluvial. Ocorre o ano inteiro, com mais intensidade nos meses de fevereiro a maio e em setembro, sempre nas luas cheia e nova.

 

O termo pororoca vem do tupi ?poroc poroc?, que significa ?destruidor, grande estrondo”. O encontro das águas do oceano Atlântico com os grandes rios amazônicos pode ser escutado duas horas antes da chegada da enorme onda.

 

Nesse período, há uma calmaria na floresta. Pássaros, animais e caboclos se aquietam, numa manifestação de medo e respeito pelo fenômeno capaz de arrasar tudo o que está à sua frente.

 

O estrondo começa quando as águas da maré vindas do oceano chegam à foz de um rio, provocando elevações que podem alcançar quatro metros de altura. Estas viajam a velocidades que podem chegar a 50 km/h.

Voltando à adrenalina de um estreante na pororoca, praticamente não consegui dormir na noite anterior ao evento. No café da manhã, às 5 da manhã, nem senti fome. A tensão era tanta que eu sinceramente não conseguia ficar relaxado.

 

Durante o percurso do ônibus até a margem do rio Mearim, comecei a conversar com o paraense Denis Silva, head-judge da prova. Procurava algumas palavras de tranqüilidade para amenizar a enorme ânsia que tomava conta de mim.

 

Porém, fiquei ainda mais assustado ao trocar uma idéia com o cara. Não estava tão preocupado com a onda, e sim com a possibilidade de ficar à deriva no rio caso perdesse a pororoca, dando sopa para os animais.

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Pororoca de Mearim.

 

 

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“E aí, Denis, deve ser arriscado ficar isolado no rio, sem ninguém por perto, né?”, perguntei ao paraense. 

 

“Cara, o risco existe a todo instante. Você pode perder a onda e ficar à deriva no rio, pode ser levado pelas correntezas, pode trombar num dos diversos troncos de árvores que pintam no caminho, pode ficar atolado na lama, a lancha pode virar, e por aí vai”, falou o paraense Denis Silva, head-judge da prova. 

 

“Sem contar que o rio tem jacarés, peixe-elétrico, piranhas e, de vez em quando, alguns tubarões que vêm ao estuário”, completou Denis, para o meu desespero.

 

A essa altura, a adrenalina já estava a mil por hora. Mas a vontade de encarar a pororoca e surfar em plena selva era ainda maior.

 

Chegando à margem do rio Mearim, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas no local. Eram apenas 5 e meia da manhã, e uma galera já estava ali de pé, pronta para prestigiar os surfistas desafiando a pororoca.

 

Agilizamos rapidamente as seis lanchas disponibilizadas pela prefeitura, pois a maré começaria a encher às 6 horas e encontraria o rio para formar a pororoca.

 

Partimos em direção ao estuário para aguardar a chegada da pororoca na seção denominada de “Corredor da Morte”, onde as espumas que vêm de longe se juntam e formam uma onda impressionante. É a partir daí que a pororoca do Mearim começa a funcionar com perfeição.

 

O Corredor da Morte é um paredão de lama endurecida que surgiu depois das constantes erosões provocadas pela pororoca na margem do rio.

 

A onda forma uma direita forte que vem lambendo esse paredão e, se você der sorte, consegue conectar com a longa esquerda que vem no meio do rio.

 

Ela enche pouco tempo depois e some. Aí, você reza para alguém resgatá-lo o mais rápido possível, pois existe uma correnteza muito forte que te joga para dentro do rio Pindaré, onde a pororoca nunca foi surfada.

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Pororoca de Mearim.

 

 

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Se parar no Pindaré, meu amigo, você vai passar perrengue, pois os pilotos das lanchas nunca procuram ninguém por lá. 

 

Depois da bateria final, Adilton Mariano e Sandro Buguelo foram ao Pindaré e ficaram remando por um longo tempo até atravessar de volta ao Mearim.

 

É que quando a última bateria do dia termina, todos que surfam só ficam preocupados em pegar as próximas seções da pororoca, a fissura é grande.

 

A galera dá a maior pilha nos pilotos para acelerar e esperar a onda quebrar novamente em outra bancada. 

 

Assim, os pobres finalistas acabaram sendo esquecidos e, além de remar em demasia, tiveram que esperar o resgate por um longo tempo na margem do Mearim.

 

Depois da primeira seção, que é a melhor de todas, a onda desaparece. Mas podemos acompanhar a pororoca através de minúsculas marolinhas que formam no canal do rio.

 

Os pilotos e surfistas já conhecem todas as bancadas e sabem onde ela vai quebrar novamente. A segunda seção do Mearim é uma direita muito longa que quebra do meio do rio em direção à margem.

 

Adilton Mariano e Serginho Laus conseguiram algo em torno de 10 minutos nessa seção. Vale destacar que a pororoca do Mearim não é como a do Araguari, no Amapá, onde é possível surfar por mais de 30 minutos na mesma onda.

 

A pororoca do Mearim some em diversas ocasiões. Depois da longa seção, a onda oferece mais umas cinco seções adiante, variando entre esquerda e direita, sempre com intervalos de calmaria.

 

Antes de pular do barco, tem que ficar o ligado o tempo inteiro pra não perder a viagem. A onda às vezes engana muito. Proporciona um rápido visual de perfeição e rapidamente fica cheia e desaparece. 

 

É preciso ir em direção à espuma para entrar na onda, não adianta remar na parede, por mais que ela aparente estar forte. Existe uma forte correnteza que nos joga pra trás da onda, então o jeito é encarar o espumeiro e aguardar o momento certo de dropar.   

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Pororoca de Mearim.

 

 

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Nas seções mais rasas da pororoca, a água fica bem abaixo do nosso joelho. Tem que tomar bastante cuidado pra não detonar as quilhas na lama.

 

Quando passa por essas bancadas, a onda simplesmente arrasta tudo o que vem pela frente. Se você der mole e perder a prancha nesse momento, vai ficar na maior roubada.

 

E o pior é que geralmente esses trechos possuem lamas movediças. Inclusive fiquei preso na lama algumas vezes e tive alguma dificuldade para me locomover.

 

 

Segurava a prancha com força, pois optei por cair sem cordinha, e lutava contra a força da maré para chegar a alguma parte segura na margem.

 

A inúmera quantidade de murerés na água prejudica bastante o desempenho de quem utilizar a cordinha na prancha.

 

Depois de enganchar numa delas em minha primeira onda, desisti do equipamento e passei a surfar sem cordinha.

 

É um risco que você corre. Ou fica sujeito a perder várias seções por causa dos murerês, ou surfa sem cordinha e fica esperto para não perder a prancha e ficar na roubada em plena selva.  

 

As pernas doem, galera. Não é brincadeira, não. Se não estiver fisicamente preparado para aproveitar a onda até onde ela te levar, pode ter certeza que seus membros inferiores vão pedir “menos”.

 

Depois de encarar a pororoca pela primeira vez, fui batizado pelo veterano Marcelo Bibita, ex-competidor nacional de longboard e atual juiz das etapas do circuito brasileiro de surf na pororoca.

 

Assim que saímos da mesma onda, Bibita contemplou o visual da selva amazônica, agradeceu a Deus pela oportunidade de estar mais uma vez naquele lugar maravilhoso e catou um pouco de água da pororoca para que eu pudesse beber e ser abençoado.

 

“Auêra auara”, falou Bibita ao perceber que eu havia bebido a água. Pensei que era alguma brincadeira do cara e perguntei por que ele falou aquilo. “É o nosso Aloha da pororoca”, respondeu.

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Pororoca de Mearim.

 

 

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Para quem desconhece o verdadeiro significado do Aloha, o termo havaiano significa muito mais do que “alô” e “adeus” ou “amor”.

 

Seu significado maior é compartilhar (alo) com alegria (oha) da energia da vida (ha) no presente (alo). Ao compartilhar essa energia, as pessoas se conectam ao poder divino que os havaianos chamam de mana.

 

E o uso amoroso deste “poder incrível” é o segredo para obter saúde, felicidade, prosperidade e sucesso verdadeiros.

 

Pelo que pude ver na pacata cidade do interior maranhense, o “Auêra Auara” virou febre. Na maioria dos lugares em que passávamos, a molecada logo nos saudava com o termo.  

 

Não poderia deixar também de destacar a performance irretocável do cearense Adilton Mariano na final da etapa.

 

O cara mais uma vez deu show na pororoca e não teve muito trabalho para bater seus adversários. Sua última onda na prova vai ficar em minha cabeça por muito tempo.

 

Enquanto o paraense Sandro Buguelo perdeu uma quilha logo de cara e lutava para fugir da espuma, Adilton demolia a esquerda com belíssimos cutbacks e rasgadas. A onda não parava de abrir e o cearense esbanjava uma linha impecável para desferir várias manobras ao longo do percurso, que acredito ter durado uns 12 minutos.

 

Foi uma apresentação realmente memorável, digna de um jovem talento nordestino que está há vários anos sem patrocínio e coleciona diversos resultados importantes em sua carreira.

 

Recordista mundial de permanência na pororoca, cerca de 36 minutos, o atual campeão da modalidade foi campeão brasileiro amador nas categorias Open e Júnior em 2002, além de finalista em etapas das duas divisões do circuito brasileiro profissional.   

O moleque merece a chance de entrar numa grande marca de surfwear. Além de arrebentar no rio e no mar, tem postura profissional e um grande carisma.

 

Pra finalizar, gostaria de saudar a todos os camaradas que estiveram comigo durante essa Semana Santa inesquecível. Todos os envolvidos com a etapa maranhense e que compartilharam comigo a sensação de surfar em plena selva amazônica.

 

Auêra auara!!

 

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Pororoca de Mearim.

 

 

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel Medina (BRA) x vencedor

    Próxima chamada neste sábado (12) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. 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    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.