A Ong Adaptasurf foi convidada para participar do Billabong Rio Pro com o objetivo de divulgar e difundir a modalidade de surf para pessoas com algum tipo de deficiência. O surfista cego Derek Rabelo, atleta da Billabong, também entrou no mar completando a bateria especial. Este foi um momento histórico para o surf, pois pela primeira vez aconteceu uma demonstração de surf adaptado numa etapa do Circuito Mundial ASP.
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Momentos antes da grande final, Derek Rabelo, o sócio-fundador da ONG, Henrique Saraiva e os alunos do Projeto Surf Adaptado entraram na água para pegar ondas e mostrar a todos os presentes a superação conquistada através do esporte, propondo a reflexão para uma sociedade livre de preconceitos e com oportunidades iguais a todos.
Todo o grande público vibrou e aplaudiu os surfistas, incentivando o grupo a cada onda. Os surfistas profissionais Gabriel Medina e Filipe Toledo apoiaram a iniciativa e foram para o mar acompanhar os alunos e voluntários, dando um show de manobras aéreas.
Henrique Saraiva surfou várias esquerdas de joelho e até dividiu uma onda com o atleta Filipe Toledo: “Foi um sonho! Já havia me apresentado em eventos do WQS no Arpoador e Saquarema, mas o grande objetivo sempre foi divulgar o surf adaptado para o mundo todo em uma etapa do mundial, com todos os Tops presentes! O surf é um esporte muito democrático e inclusivo, pode ajudar na vida de muitas pessoas”.
A aluna Fernanda Tolomei ficou muito feliz com a participação: “Os surfistas Gabriel Medina e Filipe Toledo surfaram a bateria dando muito incentivo a todos nós. Um dia histórico vivido com muita emoção e alegria. Hoje o surf adaptado foi ovacionado pelo público com muito entusiasmo. Uma conquista da nossa equipe e de todos que nos apoiam e incentivam ao longo desses anos!”.
Fundada em 2007, a entidade promove a inclusão e integração social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo igualdade de oportunidades e acesso ao lazer, esporte e cultura, através do contato direto com a natureza.
Em 1997, uma lesão medular ocasionada por um tiro, sofrido em um assalto, mudaria a vida de Henrique Saraiva. Em 2001, após inúmeras cirurgias e fisioterapia, o surfista e amigo Marcos Sifu, o convenceu a retornar a surfar com uma prancha de kneeboard.
“O surf melhorou minha auto-estima. Ajudou e ajuda muito na minha recuperação motora, além de fazer bem para minha coluna. Se eu fico um tempo sem surfar, sinto mais dores. E é muito bom ter o contato com a natureza e praticar um esporte junto com meus amigos, de igual para igual”.
A vida do surfista cego Derek Rabelo, grande inspiração para todos da Adaptasurf, será retratada no documentário Além da Visão, de Bruno Lemos e Luiz Werneck, um filme sobre desafios, fé e superação.
A ONG promove aulas gratuitas aos sábados, no Posto 2 da Praia da Barra da Tijuca, e aos domingos, no Posto 11 da Praia do Leblon, sempre das 9h às 14h, reúne atualmente 50 surfistas, todos com algum tipo de deficiência, física, intelectual, visual e auditiva. Além das aulas práticas, eles convivem com ensinamentos comuns ao esporte, como a importância de manter uma boa alimentação e de preservar a natureza.
O surf adaptado tem se mostrado um excelente aliado na reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência, além de seus benefícios físicos e mentais, é capaz de proporcionar momentos de conquistas e desafios. A modalidade encontra-se em desenvolvimento, ainda sem muita divulgação, no entanto já possui adeptos no mundo todo.
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