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SUP Entrevista: Daniel Miranda explica o julgamento de SUP Surf

  Quando o assunto é SUP, Daniel Miranda entende tanto da parte teórica quanto prática. Foto: arquivo pessoal Ex surfista profissional e Free Surfer com um longo histórico de viagens e matérias para revistas especializadas, o santista Daniel Miranda atua como juiz de surf desde 1998. Começou julgando campeonatos regionais e hoje faz parte do quadro da Federação Paulista e da ASP South América, atuando no quadro técnico de etapas brasileiras do Circuito Mundial, como o Local Motion, realizado no Guarujá, além dos campeonatos Pro Junior e Paulista Profissional. Daniel também é um grande entusiasta do SUP Surf (esporte que pratica regularmente) e por conta de sua relação com o esporte, vem estudando as regras de julgamento, acompanhando campeonatos e atuando como juiz nos torneios cada vez mais frequentes no litoral paulista. Sua atuação como “Head Judge” (o juiz principal, que atua como uma espécie de maestro orientando os outros juízes) na primeira etapa do Circuito Santista de SUP Surf foi bastante elogiada e ele vem se consolidando como referência em julgamentos de SUP Surf. Por conta disso, resolvemos fazer algumas perguntas para ele sobre regras de julgamento. Aliás, antes de começar, aproveitamos para deixar no ar uma pergunta: um circuito mundial, com uma etapa no Brasil e competidores brasileiros não deveria ter um juiz brasileiro?   SUP entrevista: Daniel Miranda Daniel à esquerda, ao lado de Marcos Quito. Foto: arquivo pessoal SUPCLUB – O que mais agrada um juiz quando ele vai julgar uma onda surfada de SUP? Daniel Miranda – Quando o surfista faz a leitura da onda, usando o remo e executando manobras com as bordas da prancha. SUPCLUB – O que vale mais: uma manobra feita com pressão, como um batidão “na lata” sem usar o remo ou uma manobra nem tão radical, mas onde o remo foi usado para completá-la? Daniel Miranda – Depende da manobra. O ideal é usar sempre o remo nas manobras, como um pivô. Mas é claro,  uma manobra feita na parte crítica da onda será sempre bem valorizada. Dessa forma quanto mais radical a manobra for e quanto mais o remo for usado em sua execução, maior será a pontuação. SUPCLUB – O atleta que rema muito tempo deitado, durante a bateria, recebe algum tipo de punição? Daniel Miranda – O atleta tem uma certa tolerância para remar deitado, mas eu ainda não ouvi falar em nenhuma punição. SUPCLUB – Como funcionam as interferências no SUP Surf? Os critérios são os mesmos do surf ou há mais tolerância? Daniel Miranda – É exatamente como no surf. O critério usado é o mesmo. Deve-se respeitar quem tem a prioridade na onda.   Tirando onda em Lobitos, Peru. Foto: arquivo pessoal SUPCLUB – Até que ponto o estilo é importante no julgamento de uma onda? Fazer o bico, como no longboard ou acrobacias com o remo ajudam? Daniel Miranda – Bom, ano passado, tive a oportunidade de estar presente na etapa mundial em Ibiraquera e na verdade essas acrobacias como pé no bico, etc. não funcionam muito não. São encaradas como um complemento à nota da onda surfada. .jpg”>

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