A incrível experiência de G-Land

#Recentemente fiz uma viagem alucinante e gostaria de dividir um pouco da minha experiência com os amigos do site Waves. Após ter feito algumas viagens para picos alucinantes como Hawaii, Puerto Escondido (México), Costa Rica e Peru, aproveitei uma boa oferta de passagens e embarquei para Indonésia com minha esposa Adriana. Surfo de pranchão há oito anos, e como morador do litoral norte de São Paulo sempre me atirei em qualquer tipo de swell, independente da intensidade. Assim, fui esperando encontrar ondas não tão grandes como no Hawaii, mas tubulares, num ambiente com menos pressão e alto astral. Dito e feito. Após 30 horas de vôo e mais algumas de espera chegamos em Bali, onde seria nossa base, mais precisamente em Kuta, que possui mais infra-estrutura e menos malária. Meu primeiro banho foi em Uluwatu, um lugar maravilhoso com ondas de no máximo 4 pés, naqueles dias de 34 graus. A onda possui quatro sessões distintas, e, se fizer a linha direitinho, você passa pelo menos três delas tranqüilamente, inclusive pega um ou dois tubos, pois a onda é um mamão (com esse tamanho). #Depois surfei Bingin e Balangan, também com 3 pés perfeitos e tubulares, pois o swell ainda estava perdendo intensidade. Quando verificamos o mapa de previsão do swell resolvemos partir para G-land, e chegamos junto com uma ondulação de 8 a 10 pés. Estávamos em dois casais e mais quatro amigos, porém todos surfavam de pranchinha, sendo eu o único longboarder. Havia cinco caras na água neste dia e como nunca havia estado lá, analisei bem as ondas durante uns 45 minutos para saber se havia condição para um longboard. Apesar de ser mais fácil de entrar na onda, após o drop tem uma sessão de tubo e não dá para passar por fora, o risco de se machucar no reef é muito grande. As ondas estavam lindas, verdes, intensas, uma atrás da outra. As menores com 2 metros, as maiores… sei lá, e a adrenalina a dois mil por hora. “Cuidado, tá perigoso”, disse o barqueiro Jeffrey’s. G-Land possui três picos: Kongs (outside), Money Trees (o melhor drop e uma parede longa em pé com duas ou mais sessões de tubos) e Speeds, no final, um drop em pé num buraco jogando longe e extremamente raso e rápido – daí o nome – mas é onde se faz o tubo seco. Escolhendo bem as ondas e observando os surf guides locais, comecei a surfar e pouco a pouco fui tirando uns tubos na primeira curva do Money Trees (sessão intermediária) ou, às vezes, seco de grab-rail no Speeds, uma sessão perigosíssima do inside – que na maré seca põe os “dentes” (corais) para fora. Até que me saí bem no primeiro dia, pois peguei altas ondas e saí ileso, o que já é uma vitória naquele lugar paradisíaco, porém perigoso. No dia seguinte, o mar abaixou para 4 a 6 pés, mas no terceiro dia aumentou mais ainda, mantendo por durante toda a semana mais ou menos a mesma intensidade. Fomos premiados com ondas e visuais que merecem um retorno na próxima temporada. As acomodações e a comida no Surf Camp são muito boas e não esqueça de levar repelente para mosquitos, além de larica, inseticida e lanterna com pilhas, pois você estará no meio da selva. Depois fomos para Sumbawa e pegamos altas e perfeitas ondas até o fim da viagem. Porém, após G-land minha vida se transformou e minha memória só consegue lembrar daquelas esquerdas que até então só havia visto em filmes e hoje tenho gravadas em minha alma. Boas ondas.
Rusty Pro Super Trials – Arpoador (RJ)

Como o vinho… Acabou vencendo a experiência de Vitinho (Ribas), que passou o round 2 atrás de Guga Arruda, o round 3 atrás do campeão mundial Junior, Pedro Henrique, e foi superado pelo Bronco (Peterson Rosa) nas quartas. Mas, na semi, garantiu a melhor média (18,43) e partiu com tudo para a final. O jovem Jihad (Kohdr) começou na frente com duas boas ondas, mas Victor estava determinado e usou seu melhor conhecimento do pico (Arpex) para virar a bateria e abrir uma larga margem com um melhor posicionamento no pico, dropando as melhores ondas da bateria para garantir a melhor média da competição e vencer a etapa em alto estilo. Esse é o Vitinho, mais um a provar que é como o vinho, quanto mais velho melhor… Puros Sangues… Mas, se por um lado a experiência de Vitinho acabou fazendo a diferença, por outro é apenas o que falta aos novos talentos que vêm surgindo no cenário nacional. E no Arpex eles mostraram novamente que estão chegando para arrebentar: os catarinenses Diego Rosa e Marco Polo, os cariocas Pedro Henrique e Simão Romão, o pernambucano Bernardo Pigmeu e especialmente o paranaense Jihad Kohdr, pupilo de Peterson Rosa, não tem nada de “panga” e são nomes que poderão levar o Brasil a conquistar o seu primeiro título mundial do WCT nos próximos anos. Essa nova geração tem estilo, tem linha, cava na base e surfa limpo, troca as bordas para passar as seções cheias (sem matar barata), fazendo o surf do jeito que os juízes do CT querem ver. Guerra Santa… Jihad, que ainda é amador, começa a despontar no cenário profissional como um dos mais promissores talentos da nova geração. E não mais como promessa. A realidade é que ele é a revelação do ano no Super Trials, e com este vice-campeonato no Arpoador encosta de vez no líder, o campeão cearense Claudemir Lima, e não faz segredo de que também quer o título. O jovem descendente de muçulmanos não é parente do Bin Laden e certamente não compartilha de suas idéias. Mas, para o nosso povo pode simbolizar sim uma guerra santa, para mostrar ao mundo o talento brasileiro no surf mundial. Sentindo a Pressão… Bibi (Claudemir Lima) vem liderando o Super Trials desde a segunda etapa e já garantiu sua vaga no Super Surf de 2002, mas não vem se apresentando bem nas últimas etapas, e cedeu terreno para os adversários diretos rumo ao título: Jihad encostou de vez, Dadazinho (Alexandre Almeida) fez a semi e vem no vácuo. Bibi está, pela primeira vez, sentindo a pressão de ser o líder, pois é o cara a ser vencido. Devia relaxar e fazer apenas o seu melhor em cada bateria. Ele é um dos favoritos, mas o título vai ser de quem chegar junto. Deixe nas mãos de Deus e faça apenas a sua parte, quebrando as ondas sem medo de perder… Título mundial à vista? Os brasileiros estão concentrados no Super Surf e no Super Trials, mas quem tem chances de conquistar sua vaga entre os top pelo WQS, ou mesmo pelo WCT, tem mais é que partir logo para o Hawaii, assim como a Tita, que este ano tem chances reais de conquistar o primeiro título do WCT para o Brasil. Que Deus a ilumine…
Pena Surfwear contrata Melk Lopes

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São Conrado hospeda Circuito Mundial

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