Circuito Maresia agita surf paraibano
24/08/2002 —
Tony Vaz, campeão open 2001, está na semi-final da Open. Foto: Chico Padilha. Um Mar do Macaco básico. É o que se pode dizer do primeiro dia do Maresia Surf, que acontece em Cabedelo, Paraíba, valendo como terceira do Estadual de Surf, o Transamérica 2002, que ao longo do ano definirá campeões paraibano em 10 divisões. Mesmo tendo sido ambos destaques da primeira fase, Saulo Carvalho e Alexandre do Vale, que defendia a liderança, não lograram classificação às semi-finais da Open, categoria mais importante divisão da amadora, que neste domingo terá os mirins Yuri Nogueira e Diego Paredes, o júnior Walter Pedro e o ex-profissional Tony Vaz, tentando impedir Paulo Germano ou Jano Belo de alcançarem a segunda vitória na temporada, já que Paulo Germano vem de vitória na divisão Open durante a recente etapa da Praia do Sol, e Jano Belo venceu a de abertura neste mesmo palco. As boas condições não se repetiram neste sábado, o que não impediu excelentes performances, com maior destaque para Jano Belo, que garantiu a melhor nota do dia (8,6 pontos) ao surfar de backside uma esquerda e nela realizar três ótimas manobras, o que aliás foi providencial, já que até então ele só figurava em terceiro lugar na bateria. Com esta onda ele garantiu o primeiro lugar e Hugo Amorim, que liderava a disputa, classificou-se em segundo no confronto que definiu os dois últimos nomes open para a segunda fase. A boa performance de Jano Belo foi bastante elogiada por uma lenda do surf paraibano: Brayner Brito, campeão invicto Open de 87 no Paraibano. Brayner também foi finalista, no ano seguinte, de etapa nacional Open, na primeira vez que o Brasileiro da categoria amadora veio a Pernambuco, cujo campeão da etapa foi o carioca Vitor Ribas, com o potiguar Joca Júnior em segundo e Brito sendo quarto ao cometer interferência. Walter Pedro está na semi-final da categoria Open. Foto: Chico Padilha. Mas como não vive de passado, Brayner Brito quer vencer neste domingo a divisão Master-28 do Maresia Surf Open, na realidade um treino de luxo para uma meta maior: competir brevemente na Master/Senior. Para representar a Paraíba, quer voltar a fazer final no Brasileiro Amador. ?Quero superar a quarta colocação nacional do nosso ex- master Chico Padilha?, afirma Brito, que no meio do surf é tratado pelo apelido de infância: Mocó. Mas, se Brayner ?Mocó? Brito guarda o troféu de quarto em etapa de Brasileiro, no entanto Paulo Germano já o superou , sendo campeão paraibano Open 2000. Naquele ano, venceu a Open na etapa pernambucana do Brasileiro de Surf Amador, superando o vice-campeonato de 92, obtido pelo hoje profissional Otávio Lima, na mesma Porto de Galinhas, Competitivo ao extremo, Paulo Germano é colecionador de bons resultados em Intermares, mas seu currículo não tem troféu de campeão em etapa no bairro onde mora, realiza treinos e possui movimentada academia. ?Eu sou como uísque que quanto mais o tempo passa, mais fica melhor?, afirmava ele, logo após a classificação para este domingo, quem sabe o de primeira vitória Open nas ondas de Intermares em etapa do Paraibano.