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A hora do Ceará

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Brasileiro de SUP race: balanço da etapa

Largada da prova que contou com mais de 150 inscritos. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub Os melhores remadores de stand up paddle se reuniram no dia 17 de novembro para testarem suas habilidades e poder de remada para a disputa da quarta etapa do circuito brasileiro de SUP race, o Aloha Spirit, disputado na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, evento que também realizou competições de canoa havaiana, surfski e natação, além de encerrar o seu próprio circuito interno, muito prestigiado entre os remadores de todo brasil. As disputas de SUP começaram às 11h com as categorias infantis. É muito legal ver ao vivo as ferinhas do esporte em ação e toda a paixão dos pais, envolvidos até o último fio de cabelo. Essas categorias vêm se mostrando uma importante peça agregadora entre as etapas, fazendo com que os atletas tragam suas famílias e seus filhos para as disputas, enriquecendo ainda mais o espetáculo. E como diz o ditado, “filho de peixe peixinho é!”, Paulo dos Reis, o Paulão, atleta profissional de SUP race, trouxe seu filho, Guilherme, para as disputas da categoria Junior e o garoto foi o vencedor da categoria para a alegria do paizão. Na kids, para crianças até 12 anos, seu xará Guilherme Cunha, filho do remador Rogério Cunha, mostrou que tem um grande futuro pela frente ao sagrar-se campeão da etapa e campeão brasileiro kids por antecipação. Guilherme Cunha, vencedor da SUP kids. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub “Its showtime” Às 12h foi a vez dos atletas profissionais e amadores entrarem em cena. Remos a postos e a pergunta recorrente antes do início de todas as provas do circuito da ABSUP: será que alguém chegará à frente do Animal? A largada foi feita da água, em duas filas: na da frente, largaram os atletas da categoria unlimited (qualquer tamanho de prancha) e 12’6″. Ambas percorreriam o trajeto de 12 km de remada; logo atrás, largariam os competidores com pranchas 10’6″ e 12’6″, percorrendo os trajetos de 1 km, 3 km e 5 km. Jaime Rocha e Luiz Felippe Aché. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub Essa segunda fileira, formada por categorias consideradas amadoras, no entanto, o nível dos competidores que percorreram a Fun Race 5 km está muito alto. André Freitas e Jaime Rocha, ambos do Rio de Janeiro, remando em pranchas 10’6” e 12’2”, respectivamente, finalizaram o trajeto remando lado a lado dos pelotões de elite das categorias profissionais, assim como Cris Franco, de Santos, SP, e Lena Ribeiro, de Arraial do Cabo, RJ, entre as mulheres. E não foram só os eles. Os primeiros colocados da Fun race 5 km também chegaram junto e muitos já questionam se não seria o caso da ABSUP rever para 2013 o status da categoria, inclusive sendo mais severa no que diz respeito às especificações e medidas das pranchas. Houve alguns protestos por conta de pranchas 10’6” cada vez mais parecidas com pranchas de race – o que não é o objetivo da modalidade. André Freitas. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub . Cris Franco. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub Enquanto isso, nas categorias profissionais, Luiz Carlos Guida, o Animal, fez uma excelente largada, assumindo a ponta logo no início da competição. Ele liderou a 12’6” praticamente em toda a prova, sendo ultrapassado por Mo Freitas durante parte da segunda volta, mas conseguiu retomar a liderança após cruzar a segunda volta: “estou muito feliz com o resultado. Larguei bem e consegui manter a liderança. O nível dos atletas está muito alto e não foi fácil manter a liderança, mas eu consegui!”, disse o campeão, muito feliz com o resultado que lhe garantiu por antecipação o bi-campeonato brasileiro. Mo Freitas briga com Luiz Guida pela primeira colocação. O jovem havaiano foi quem mais ameaçou o reinado de Guida durante a prova, porém, após cair de sua prancha, na última volta, deu adeus às chances de vitória. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub Guida realmente fez uma prova impecável, não permitindo aproximação do pelotão de elite, à exceção de Mo Freitas e de Bob de Araújo, mas Bob, que foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, competia na unlimited com uma prancha 16”e foi o vencedor da categoria. Mo Freitas, que está de passagem pelo Brasil, foi quem mais ameaçou Animal. No entanto, o jovem havaiano filho de brasileiros, de apenas 15 anos, envolveu-se em uma “trombada” entre o pelotão da elite durante o contorno da penúltima bóia e caiu de sua prancha, perdendo muitas posições. Animal respira aliviado após a vitória. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub Com Mo fora da disputa, outro talento emergente do SUP entrou em cena. Vinnicius Martins, de Búzios, RJ, que também é atleta de windsurfe, entrou de cabeça no SUP race, em 2013, treinando forte. Os resultados, não demoraram muito a aparecer. Ele foi o melhor brasileiro da Battle of the Paddle Califórnia e, em Floripa, conquistou o vice-campeonato da 12’6”, a categoria de nível mais alto. Vinnicius Martis (à frente) no sprint final contra Renato Spiritus. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub Em terceiro lugar, e na briga contra Vinnicius, veio Renato Spiritus, de Ilhabela, SP. Renato, que com o resultado sagrou-se campeão do circuito Aloha Spirit (com três etapas, duas delas válidas pelo brasileiro), foi quem mais ameaçou Animal ao longo do ano. E se o título brasileiro não pode mais ser conquistado, ele está bem próximo do vice-campeonato, o que é um feito e tanto, pois esse é seu ano de estréia em um circuito cada vez mais disputado. Chegar à frente de caras como Alessandro Matero, Paulo dos Reis, Antonio Bonfá, Marinho Cavaco e Alex Araujo, definitivamente não é para qualquer um. Babi Brazil. Foto: Luciano Meneghello/ SupClub No feminino Babi Brazil venceu novamente e não fosse pelo fato de ter uma etapa a menos (por conta de problemas de saúde) poderia ter conquistado o título brasileiro por antecipação assim como ocorreu com Guida. Luciana Moller, de Ilhabela, SP, foi a segunda colocada, seguida por Renata Rocha, de Vitória, ES, em terceiro. O ranking feminino profissional está bem disputado após

O aéreo da vida

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