Nova entidade em São Paulo

Com apoio de 12 das 15 associações do litoral paulista, SPSurf passa a ser a nova entidade reguladora do surfe profissional e amador do Estado.

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Diretoria da SPSurf: títulos estaduais serão homologados pela nova Federação.

O surfe competição do Estado de São Paulo ganhou um novo impulso. Por meio de uma Assembleia Geral, 12 das 15 associações do litoral paulista apoiaram a criação da Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf), que agora é liderada pelo ex-surfista profissional José Paulo Neves Ferreira, o Zé Paulo.

De acordo com a nova diretoria, a SPSurf – com sede na capital (rua Maria Paula, 11º andar, bairro Bela Vista) – passa a ser a entidade de autoridade máxima da modalidade em São Paulo, responsável pela definição do ranking estadual das categorias de base, surfe profissional, master, kahuna e longboard e SUP Wave.

A diretoria conta com Mauro Rabellé (vice-presidência), Vitor João de Freitas Costa (diretor financeiro), Daniel Miranda (direção técnica), Davi dos Santos (secretário), Marco Ferragina (diretor de relações institucionais) e Reginaldo Ferreira Lima Filho (jurídico).

A SPSurf ainda terá o ex-surfista profissional Octaviano Bueno, o Taiu, respondendo pelo Surf Adaptável, o biólogo Fernando Esteves, que ficará responsável pela área de proteção ambiental, Marcelo Tito à frente do departamento de Relações Internacionais, Marcelo Ferreira respondendo pelo departamento de clubes, Alessandra Berlinck tomará conta do surfe feminino e Paulo Kid será o técnico responsável pela equipe paulista de surfe.

“Eu tenho certeza que essa diretoria, composta por membros que se dedicam integralmente ao surfe, dará um impulso muito grande ao esporte em São Paulo”, diz Zé Paulo. “Já estamos com eventos projetados para esse ano de 2020, que marcarão o início da nossa gestão”, ressalta.

O novo presidente adiantou algumas mudanças no formato das etapas do circuito de base. Para deixar as competições mais dinâmicas, as baterias continuam com 15 minutos, porém contarão com quatro competidores em todas as baterias da primeira fase. No antigo formato, as categorias eram disputadas com seis surfistas no primeiro round.

Logo da nova Federação de Surf do Estado de São Paulo.

O presidente da SPSurf também destaca que o circuito paulista das categorias de base seguirá da mesma forma, com surfistas indicados pelas associações municipais. Não será aceita inscrição de atleta que não tenha sido selecionado por sua associação de origem e respeitando os critérios exigidos nas competições municipais.

Caso sobrem, vagas serão abertas a outros competidores. Por final, Zé Paulo ressalta que o campeonato paulista terá uma nova roupagem. “Nós teremos um circuito de clubes no formato australiano. A partir de agora os títulos estaduais serão eleitos pela nova Federação”, enfatiza.

Filiação As filiações estarão abertas a partir de janeiro de 2021, e será cobrado o valor integral de R$ 120 para a categoria amador e R$ 240 para a profissional. O atleta que não estiver com filiação em dia não participará dos futuros eventos.

Já as associações ficam isentas da cobrança das taxas. A única responsabilidade é o repasse à SPSurf de 10% do montante das inscrições dos campeonatos municipais que realizarem no decorrer do ano de 2021 e subsequentes.

“A vigente diretoria da SPSurf fica à disposição para dialogar e fechar novas parcerias com associações, empresas interessadas em participar desta contemporânea fase em prol do surfe competição do Estado de São Paulo e também como meio de transformação social”, diz Zé Paulo.

Quem é o novo presidente da SPSurf ?

José Paulo Neves Ferreira, 52 anos, é um ícone do surfe brasileiro. Ex-surfista profissional e dono de muitos títulos, já foi team manager da equipe da Billabong na América do Sul de 2003 a 2014.

Também foi um dos principais comentaristas de surfe nas transmissões da antiga ASP, atual WSL, de 2006 a 2014, encerrando sua participação no Pipe Masters, junto com Kelly Slater, na transmissão que coroou o primeiro brasileiro campeão mundial, Gabriel Medina.

Com muita história no surfe, Zé é local da Praia de São Vicente, mas desde 1990, há exatos 30 anos, mora em São Sebastião, na Praia de Camburi, litoral norte de São Paulo. Na bagagem ele carrega muitas temporadas no Havaí, Taiti, Indonésia, locais onde dedicou a maior parte de sua vida surfando.

Como competidor, acumulou títulos como o de vice-campeão brasileiro amador e profissional;xCampeão do Seaway Classic Recife; campeão do Hollywood Surf Itamambuca; vice-campeão do Town e Country Saquarema; vice-campeão do Lighthning Bolt Guarujá e segundo lugar no OP Pro Joaquina. Ele também foi o primeiro campeão da etapa da Associação de Surf da Baixada Santista.

Associações municipais que participaram da fundação da SPSurf

1 – ASC (Associação de Surf de Caraguatatuba)
2 – ASSS (Associação de Surf de São Sebastião)
3 – ABS (Associação Bertioguense de Surf)
4 – ASS (Associação Santos de Surf)
5 – ASVS (Associação São Vicente de Surf)
6 – APGS (Associação Praia Grande de Surf)
7 – ASI (Associação de Surf de Itanhaém)
8 – APS (Associação Peruíbe de Surf)
9 – ASIC – (Associação de Esportes e Lazer dos Surfistas de Ilha Comprida)
10 – AISL – (Associação Ilhabela Surf League)
11 – ASL- (Associação Santista de Longboarder)
12 – ASGSP (Associação de Surf da Grande São Paulo)