De pai para filha

Maurão ensina a arte

Referência no shape e na laminação, Mauro Roxo, o Maurão, trava batalha contra o câncer e ensina o caminho das pedras à filha, Samantta.

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“Maurão” trouxe novas tecnologias para o Brasil e marcou época.

No ano em que completa 25 anos da fundação de sua fábrica, a Cia. Catarinense de Laminação (CCL), um dos shapers mais tradicionais e influentes de Santa Catarina trava uma árdua batalha contra um câncer de pâncreas. Mesmo com a doença, Mauro Roxo, ou Maurão, continuando trabalhando com o que ama e ensina todo o seu conhecimento para a sua filha, Samantta.

Dentre outros feitos, Mauro trouxe para o Brasil o Digital System Design e, de quebra, foi licenciado para fabricação das pranchas assinadas pelo australiano Bruce McKee.

Ele também já recebeu alguns dos maiores shapers e laminadores do mundo em sua fábrica, como Bruce Mckee, Paul Barga, Gary Linden, Matt Barrow, Mark Jackola, Steve Elliot, Thomas Peterson e Glen Winton.

Davi Jesus, Evaristo Kiko Ferreira e Julinho Ferres foram alguns nomes patrocinados e apoiados pela CCL Surfboards. Maurão foi licenciado da Mormaii por quatro anos e da Billabong para o Sul do Brasil por três anos.

Conheça no texto abaixo um pouco mais sobre a história deste ícone da laminação brasileira.

25 anos de pranchas que fizeram alegrias

No auge dos anos 80, Mauro Roxo, ou Maurão – como é conhecido –, deixou a cidade de Porto Alegre e mudou-se com o seu pai para Floripa (SC), onde sua história no surfe começou. Aos 15 anos, aprendeu a surfar. Desbravou as praias da Ilha da Magia, mas foi a Barra da Lagoa e a Praia Mole que se tornaram a sua casa.

Pouco tempo depois, passou a viver do surfe e para o surfe. Iniciou como representante de roupas, pranchas e acessórios. Em seguida, criou os “kits consertos”, um kit completo para pequenos consertos de pranchas e a partir disso, ele mesmo começou a consertar as pranchas dos amigos.

Mauro Roxo foi licenciado de marcas como Billabong e Mormaii.

Em 1996, aos 29 anos, o Maurão fundou a Cia. Catarinense de Laminação (CCL). Com um pequeno galpão nos fundos da sua casa na Fortaleza da Barra da Lagoa, tornou-se referência em excelência na laminação e passou a terceirizar o serviço para grandes nomes locais, como João Schlickmann, Giames Shaper, Léo Medeiros, NAD, dentre outros.

Nos início dos anos 2000, Maurão entrou de cabeça do hand shape. Sempre priorizando a qualidade e a inovação, buscou conhecimento e novas tecnologias para aprimorar ainda mais as suas naves.

Teve a sorte de receber na Fábrica da CCL grandes shapers e laminadores mundiais, como Bruce Mckee, Paul Barga, Gary Linden, Matt Barrow, Mark Jackola, Steve Elliot, Thomas Peterson e Glen Winton.

Maurão busca passar todo o seu conhecimento para a sua filha, Samantta.

Em 2005, ele passou uma temporada surfando e trabalhando nas fábricas de surfe em Portugal e retornou ao Brasil trazendo novas tecnologias na mala. Foi pioneiro no Digital System Design e, de quebra, foi licenciado para fabricação das pranchas assinadas pelo australiano Bruce McKee.

Foram muitas pranchinhas, funboards, longboards e SUPs que fizeram a alegria de muita gente. Mas nos últimos tempos as coisas mudaram um pouco. Há pouco mais de dois anos, Maurão enfrenta uma dura batalha contra o câncer. O caminho ficou um pouco mais difícil e desafiador.

Apesar dos problemas de saúde, o shaper continua trabalhando.

Mas isso não está o impedindo de continuar trabalhando com aquilo que ama e essa foi a possibilidade foi passar todo o seu conhecimento e experiência para a sua filha mais nova, a Samantta Roxo.

Com o pai e com grandes amigos e parceiros, está aprendendo todo o processo de fabricação e já está produzindo as suas primeiras pranchas e, assim, dando continuidade a esses 25 anos de amor ao surfe.

“Vida longa à CCL Surfboards, ao Maurão e à Samantta, que sigam firmes e ‘sem arrasto’ – como ele mesmo diz. E durante essa trajetória, o Maurão não ensina só a filha, mas a todos que cruzaram o seu caminho, transmitindo sempre uma mensagem de força e positividade para seguir em frente, independente dos desafios. O ‘Viking’, como é carinhosamente tratado pelo amigos, é incansável. Um verdadeiro Guerreiro”, diz a irmã Ana Carolina Roxo.

 

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