Gina Felix na bronca

Gina Felix reclama da postura dos dirigentes do bodyboarding paulista depois de briga na justiça pelo título estadual de 2017.

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Gina Felix desiste de processo contra Federação de Bodyboarding do Estado de São Paulo.Isaias Melim
Gina Felix desiste de processo contra Federação de Bodyboarding do Estado de São Paulo.

No final de 2017, uma polêmica envolvendo a bodyboarder Gina Felix e a Federação de Bodyboarding do Estado de São Paulo (FEBBESP) marcou a última etapa do Circuito Paulista da modalidade, disputada na praia da Vila Caiçara, Praia Grande (SP).

Na bateria das quartas de final contra Renata Costa, que posteriormente conquistaria o título da etapa e do Circuito, Gina acabou punida com uma interferência por ter surfado 11 ondas, uma a mais do que o permitido, sendo eliminada da disputa.

Na ocasião, a atleta ressaltou que não havia ninguém surfando a mesma onda e mesmo assim recebeu a punição mais severa possível, sendo desclassificada do torneio, o que a deixou de fora da disputa do título paulista e dos prêmios oferecidos na etapa.

Inconformada com a decisão, há dois anos a atleta profissional vinha travando uma briga judicial com a FEBBESP com o auxílio do advogado Daniks Fischer, mas desistiu de prosseguir com recursos junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma vez que, segundo ela, o assunto tem lhe provocado muito abalo emocional.

Em nota enviada à imprensa (clique aqui para ler na íntegra) por meio de sua assessoria, Gina desabafou e reclamou da postura dos dirigentes do bodyboarding paulista.

Entendendo os fatos Os fatos ocorreram durante a etapa final do Circuito Paulista de Bodyboarding 2017, quando Gina já havia sido classificada pela comissão de arbitragem após o término da bateria semifinal.

No entanto, o livro de regras previa esta punição somente para os casos em que uma atleta prejudicasse o potencial de pontuação de outra ao descer uma mesma onda, não sendo aplicável ao caso concreto, vez que a Gina surfou sua última onda sozinha, sem atrapalhar ninguém.

Irresignada, Gina reclamou verbalmente que o protesto da adversária era equivocado, uma vez que o livro de regras, embora proibisse de se surfar uma onda após o término da bateria, não deixava claro o tipo de punição para quem o infringisse, sendo o correto, por analogia no próprio regimento, o pagamento de uma multa no valor da inscrição, ou mesmo uma simples advertência ou cartão amarelo – que eram as outras opções de punições para infrações disciplinares.

Na semana pós-evento, Gina tentou de todas as formas demonstrar amigavelmente que houve uma má interpretação do livro de regras por parte da atleta adversária e do dirigente da federação, mas, segundo a atleta, este recusou-se a voltar atrás da decisão e ainda afirmou que ela havia perdido o prazo de protesto que alude o livro de regras.

Assim sendo, Gina contratou o advogado Daniks Fischer, que já foi surfista profissional e dirigente esportivo. Com isso, o advogado recorreu à diretoria da CBRASB e a justiça comum, mas não obteve êxito.