Pedro Tanaka

Bacharelado em tubos

Pedro Tanaka, Indonésia.

Influenciado pelo pai, Pedro Tanaka teve seu primeiro contato com o mar aos seis meses de vida em um longboard. O tempo passou, muitas ondas rolaram, e hoje Pedro é o atual campeão Brasileiro Universitário.

Como prêmio, a verdadeira viagem dos sonhos para qualquer surfista: hospedagem no Surfing Village, em Pasti, na Indonésia. Recém-chegado e de cabeça feita, Tanaka conta a sensação de surfar algumas das melhores ondas do mundo.

O surfista é presença certa n 19o Paulista Universitário de Surf, que rola nos dias 28 e 29 de outubro, na praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP).

 

Confira abaixo a entrevista com Pedro Tanaka.

Como foi desfrutar dos prêmios de campeão paulista e brasileiro Universitário 2016 e surfar na Indonésia pela primeira vez?
 
Alucinante. Acredito que o sonho de todo surfista é um dia conhecer a Indonésia. Já venho há alguns anos tentando fazer essa trip, mas nunca tinha conseguido. Foi uma oportunidade incrível, principalmente por ter conhecido o Surfing Village, que é um pedaço do paraíso.

 

Lá, pelo o fato de ser um lugar aberto, você acaba se conectando muito, principalmente com a natureza, além de poder acordar e ver o mar da sua cama e ainda com altas ondas, irado! É um daqueles lugares de filme: coqueiros altos por todos os lados, três ondas diferentes e muito próximas, logo em frente ao pico, e o melhor de tudo, sem crowd.

 

Você surfou em quais picos lá? Qual foi o melhor na sua opinião?

 

Lá no Surfing Village surfei em Pasti, Lobang, Faca na Caveira, entre outros. Nias também. Em Bali peguei Uluwatu, Bingin, Kuta Reef e Medewi. Em Lombok, Desert Point. Difícil de escolher qual a melhor onda, mas as minhas três preferidas foram: Pasti, Faca e Desert Point.

 

Como se sentiu em relação ao crowd?
 
No começo da trip acabei surfando os picos mais conhecidos ali por Bali, Desert e Nias. Todos os picos tinham muito crowd, alguns da galera se respeitavam, outros um pouco menos, mas sempre dava para fazer a cabeça e pegar altas ondas.

Se você optasse por esperar a boa era só esperar a sua vez, que às vezes demorava muito, e tinha que ter sorte de escolher a certa. Surfei por uma parte da Indonésia, todos os picos dos quais visitei com muito crowd. Mas, para finalizar com chave de ouro no Surfing Village, surfava com no máximo quatro pessoas, e muitas vezes sozinho.
 
Qual foi a sensação de entubar uma esquerda oca e rasa, conhecida como Faca na Caveira, dominada por poucos até hoje?
 
Sem nenhuma dúvida, uma das melhores sessões de surfe da minha vida. Entrei junto com um australiano (Luke), que também estava no Surfing Village, ele disse que estava só para fazer companhia na água, pois não estava muito seguro de surfar ali.

 

A uns 80 metros dali tem uma onda chamada Jau, que tinha fila de barcos para surfar. Todos que estavam lá ou que estavam no barco esperando, estavam vendo Faca’s logo atrás quebrando sozinha. Mas ninguém queria surfar lá, mesmo sendo uma das ondas mais perfeitas dali, creio que pelo fato de ser bem rasa e rápida.

 

Antes de sair do Surfing Village, o Mario (um dos donos do SV) disse: “vai nas ondas que vem em triângulo, para você não ir direto para o coral no final”. A onda era perfeita, mas tinha que escolher as certas, pois começava com um tubo que vinha ficando mais largo e mais perfeito e também mais rápido, e no final da onda ela corria e fechava, esse lip que fechava ia direto num reef exposto, que era bem afiado e cheio de crateras.

 

Tinha que acelerar e sair por cima antes que o lip te amassasse no reef, rs. Procurei esperar somente as ondas certas, as que via que iam fechar no reef procurava abortar enquanto dava tempo. Peguei os tubos da vida! Graças a Deus não me cortei feio, tomei a pior vaca da trip lá, mas consegui amortecer a queda no reef. Muita adrenalina e satisfação em surfar lá, uma onda extremamente perfeita e desafiadora.
 
Algum agradecimento especial?

Gostaria de agradecer, Kanaloa, Fresstyle, Esfiharia Da hora, Marcos Reis Tattoo, Ramirão (Armamento Rebelde), Vitor (centro de lutas Gracie), e ao grande casal de amigos meus Romeu e Maria por me abrigarem parte da trip e a toda a galera do SV: Mario, Paulo, Bruno, Rafael, Michel, Cauã, Eva e Nardelli.
 
E uma dica para a galera: Sempre respeitem os locais e a cultura do lugar, seja na Indonésia ou de qualquer outro lugar.

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