Entidade defende formato

Em nota divulgada nesta terça-feira (11), CBSurf defende atual formato do Circuito Profissional Brasileiro e se diz aberta a conversar com federações sobre possíveis mudanças.

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Gabriel Macedo
Em nota assinada pelo presidente da CBSurf, Adalvo Argolo (à esq.), entidade se diz aberta a conversar com outras federações.

Depois da polêmica causada pelo reformulado CBSurf Pro Tour, o Circuito Profissional Brasileiro, a Confederação Brasileira de Surf emitiu uma nota nesta terça-feira (11) defendendo o evento e se colocando à disposição de outras federações para discutir o melhor formato para o circuito.

“O CBSurf Pro Tour foi pensado para valorizar os atletas e melhorar a premiação das principais estrelas do show”, diz a nota assinada pelo baiano Adalvo Argolo, presidente da entidade. “Em 2018, a CBSurf foi a primeira entidade do surfe mundial a adotar a igualdade de gênero na premiação”, continua o comunicado.

No início deste ano, a Confederação anunciou que fecharia o Circuito Brasileiro Profissional nesta temporada para 36 homens e 18 mulheres, surpreendendo muitos atletas e gerando reclamações.

Na sequência, para acalmar os ânimos, a entidade decidiu aumentar o número de vagas de 36 para 48 na categoria masculina e de 18 para 24 na feminina, além de criar uma triagem com 48 surfistas no masculino e 12 surfistas no feminino, disputadas antes do início de cada etapa.

Mas nem isso foi o suficiente para acabar com as críticas. Na última semana, a FGS (Federação Gaúcha de Surf) anunciou que pretende barrar a realização da etapa de abertura do Circuito no Rio Grande do Sul. O evento está marcado para os dias 24 a 26 de abril, em Torres, litoral norte do estado.

“Atualmente, no CBSurf Pro Tour, homens e mulheres recebem o mesmo valor de premiação: 40 mil reais por categoria, num total de 80 mil reais de prêmio em dinheiro. O atual formato oferece a maior premiação em dinheiro para um circuito nacional no
mundo”, diz a CBSurf.  “Na Austrália e nos EUA, as outras duas potências mundiais do surfe, não existe um circuito nacional como o brasileiro, principalmente em termos de premiação”, continua.

A CBSurf comparou ainda a premiação das suas etapas com os eventos de status 1.000 do Qualifying Series da WSL: “O fato é que o novo formato do circuito brasileiro paga
um prêmio em dinheiro maior do que uma etapa 1.000 do circuito mundial / QS”.

“Através da triagem, a CBSurf tem como objetivo aumentar o número de competidores do CBSurf Pro Tour de 2020, de 36 para 84 competidores na categoria masculina e de 18 para 30 competidoras na feminina. Os 12 homens e as seis mulheres mais bem classificadas
nesta triagem irão disputar o evento principal em 2020”, diz a nota.

“A CBSurf vem trabalhando para melhorar a atual estrutura do surfe brasileiro e está sempre aberta a ouvir tanto os surfistas como também as federações filiadas. Portanto, a entidade informa que irá consultar as federações estaduais para saber o que cada uma delas pensa sobre este novo formato do circuito brasileiro de surfe profissional. E decidir, democraticamente, o que é melhor para o surfe brasileiro”, completa.

Clique aqui para ler a nota na íntegra