Bananinha planta sementes

Localizada em Imbituba (SC), Escola de Surf Amigos do Bananinha pratica inclusão social através do surfe.

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Com o projeto Onda Azul, Escola do Bananinha oferece aulas de surfe para crianças e jovens com autismo.

Em Imbituba (SC), uma das cidades ícones do surfe brasileiro, um surfista de alma e ferrenho competidor vem dando exemplo de humanidade e amor ao surfe. Leandro Elias, o Bananinha, pratica inclusão social através do surfe.

A Escola de Surf Amigos do Bananinha, localizada na Praia do Porto, insere crianças carentes e especiais no esporte. Não por acaso, o projeto já foi parabenizado pelos campeões mundiais Mick Fanning e Adriano de Souza.

Se não bastasse o trabalho comunitário – que além de introduzir a molecada no esporte, os afasta do crime e das drogas, a Escola do Bananinha oferece à comunidade local aulas de surfe para crianças e jovens com autismo.

O projeto já está na segunda temporada. A dedicação e evolução de alguns surfistas é surpreendente após a familiaridade das crianças com o mar e com as pranchas, fato que também traz ainda mais confiança aos voluntários.

Segundo Bananinha, trabalhar com essas crianças o fez ver o mundo através de outra perspectiva. “Descobri que nossas vidas tem valores diferentes, senti o maior prazer de estar ao alcance dos autistas! A história deles me ajuda a valorizar cada dia da minha vida”, afirma Bananinha.

Voluntários reunidos na Praia do Porto, em Imbituba.

As aulas de surfe com os autistas fazem parte do projeto Onda Azul, em parceria com a AMAI (Associação dos Amigos de Autistas de Imbituba). O projeto também acontece em praias de Florianópolis (SC) e São Sebastião (SP).

A Escola de Surfe Amigos do Bananinha tem o objetivo de ensinar a prática do surfe para a comunidade local da praia do Porto e de toda Imbituba. Desde 2002, o professor Bananinha exige apenas boas notas no boletim escolar, todo fim de ano.

“Acho que o surfe modifica a vida das crianças através do surfe, um esporte lindo e maravilhoso. Para poder praticar com a escolinha, só pedimos que essas crianças estudem e tirem boas notas na escola”, informa Elias.

Durante o ano a escola recebe doações de pranchas, wetsuits e acessórios de toda comunidade, que são direcionadas às crianças carentes do projeto, como recompensas por passarem de ano.

“A escola está confiante no crescimento do projeto com a adesão de mais voluntários, e que dessa forma, mais crianças possam ser beneficiadas com a experiência marcante de deslizar sobres as ondas. As aulas seguem semanalmente durante inverno e verão. Além de ensinar a prática do surfe, o mais importante é a formação de bons cidadãos. Educar Para A Vida – esse é o lema da escola!”, completa Bananinha.

Para mais informações sobre como apoiar o projeto, entre em contato pelo WhatsApp
(48) 99670-0290.