Startup dá o exemplo

Startup chilena Sustentabla transforma o lixo plástico recolhido em praias em pranchas de surfe.

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Plástico do tipo polietileno é transformado em pellets, matéria prima da prancha.

Criada em 2018, a startup chilena Sustentabla desenvolve pranchas 100% sustentáveis a partir da transformação de resíduos plásticos em biocombustíveis sólidos, chamados de pellets.

A ideia ganhou força depois de uma ação de limpeza na Ilha Mocha, zona central do Chile. Na ocasião, foram recolhidos 50 kg de lixo plástico. Atualmente, a startup realiza trabalhos em outras partes do litoral chileno e uma delas é a Reserva Marinha da Ilha de Chañaral.

Com o apoio de voluntários, o lixo plástico do tipo polietileno é separado e levado para Santiago, onde indústrias especializadas os transformam em pellets. Depois, por meio do processo industrial da rotomoldagem, nascem as pranchas de surfe.

“Pensamos na prancha de surfe porque era uma maneira de devolver esses plásticos ao foco do problema, mas de uma forma responsável. Além disso, o uso dela permite uma forte conexão entre as pessoas e a natureza, o que também é um dos nossos pilares”, conta Daniela Larrea, idealizadora da Sustentabla, em depoimento ao jornalista Rafael Carneiro, do site UOL.

“A nossa ideia é chegar a todo o Chile, principalmente onde não há pontos de reciclagem, e isso se dá principalmente ao norte e ao sul”, complementa Larrea.

Em pouco mais de um ano e meio, a Sustentabla já foi contemplada duas vezes por programas da Start-Up-Chile, uma das principais aceleradoras desse tipo de negócio no mundo.

Após fabricadas, as pranchas da Sustentabla são vendidas e alugadas por meio de sua página na internet. Além disso, quando termina a vida útil do produto, a Sustentabla o recebe de volta para reciclá-lo novamente. Assim, evita a geração de lixo.

No Brasil, o Projeto Prancha Ecológica, criado pela Associação Eco Garopaba, faz um trabalho parecido, fabricando pranchas produzidas com garrafas Pet recicladas e promovendo várias ações de conscientização ambiental pelo litoral do País.

Fonte Rafael Carneiro / Tilt