Oficina discute saneamento

Oficina comunitária reúne 50 pessoas e procura uma solução para o problema do esgoto na Guarda do Embaú (SC).

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Rio da Madre é um dos cartões-postais da Guarda do Embaú.

Mais um passo foi dado na última terça-feira (12) pela comunidade da Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), durante a primeira Oficina para a “construção coletiva de uma solução para o esgoto da localidade”, quando mais de 50 pessoas estiveram presentes.

A iniciativa das “Oficinas Comunitárias” é do Comitê Gestor Local da Reserva Mundial de Surf (RMS) Guarda do Embaú e coordenado pelo engenheiro sanitarista Lucas Arruda, voluntário da causa.

Nesta primeira reunião o tema abordado foi “Conceitos gerais e ambientais”, momento em que Lucas expôs a realidade atual quando se fala em saneamento básico. “Hoje estamos aqui praticamente falando o óbvio, mas ele precisa ser dito. Saneamento é questão de saúde pública, e nosso propósito é levar coletivamente uma sugestão ao gestor, pois este assunto, como todos sabem, já se arrasta por mais de 30 anos aqui na localidade”, diz o engenheiro.

Os técnicos do ICMBio/APA da Baleia Franca levantaram aspectos relativos às restrições legais, no entanto, realçaram que somente em caso de escolha de solução por “emissário submarino” é que o órgão seria chamado para licenciar. “A área da APA aqui é no mar, onde atuamos, mas é óbvio que se houver algum problema no Rio da Madre, o mar vai sofrer também, por isso estamos atentos aos trabalhos realizados nestas Oficinas, além disso, os limites da Reserva Mundial de Surf estão dentro da Apa da Baleia Franca”, disse Ronaldo Costa, analista do órgão ambiental.

Técnicos do ICMBio/APA da Baleia Franca e do Instituto do Meio Ambiente engrandecem debate na Guarda.

Luis Henrique Pimenta, representando do Instituto do Meio Ambiente e do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro trouxe mapas da região esclarecendo os limites e as possíveis áreas para despejo dos efluentes tratados. “Não podemos pensar em jogar o efluente no rio, pois ele é de classe especial perante a legislação, o que impede este tipo de atividade”, ressaltou.

Ao final os presentes tiveram a oportunidade de questionar os palestrantes, o que trouxe mais riqueza ao debate.

A próxima oficina será no dia 26 de março, quando será tratado o tema “Alternativas Tecnológicas” e, a última, no dia 2 de abril com o assunto “Definição coletiva da solução”. Os encontros são abertos à comunidade e acontecem no Salão Paroquial da Guarda do Embaú, sempre às 19h30min.

As oficinas têm o apoio das Associações de Surf, Comunitária, Comercial e Empresarial, Pescadores, Barraqueiros, Canoeiros, Paróquia, Grupo de Mães, App.Escola Profa. Olga Cerino, Conselho Municipal de Turismo de Palhoça, Samae, Fcam, Instituto Meio Ambiente (IMA) e Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, ICMBIO/Apa da Baleia Franca, SOS Rio da Madre, Instituto Arquitetos do Brasil/SC, OAB/Palhoça, Conselho Segurança Entorno Costeiro, Shopping Cópias, Lorena Bettio Arte Gráfica, QMC Saneamento e Supermercado Santos.