China dá o exemplo

Um dos maiores consumidores do mundo, China apresenta grande plano para reduzir o uso de plásticos descartáveis em todo o país.

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Reprodução / Getty Images
China luta para lidar com o lixo gerado por 1,4 bilhão de habitantes.

As sacolas não degradáveis ​​serão proibidas nas principais cidades até o final de 2020 e em todas as cidades até 2022. Enquanto isso, a indústria de restaurantes também será proibida de usar canudos descartáveis ​​até o final de 2020.

Há anos, a China luta para lidar com o lixo gerado por 1,4 bilhão de habitantes. O maior depósito de lixo do país – do tamanho de cerca de 100 campos de futebol – já está cheio 25 anos antes do previsto.

A China produziu 60 milhões de toneladas de resíduos plásticos em 2010, seguidos pelos EUA, com 38 milhões de toneladas, de acordo com a publicação Our World in Data, da Universidade de Oxford. A pesquisa foi publicada em 2018 e diz que “o quadro global relativo é semelhante em projeções até 2025”.

As sacolas de plástico serão proibidas em todas as cidades em 2022, embora os mercados que vendem produtos frescos sejam isentos até 2025. A produção e a venda de sacolas plásticas com menos de 0,025 mm de espessura também serão proibidas.

A indústria de restaurantes deve reduzir o uso de itens plásticos descartáveis em 30%.
Também foi dito aos hotéis que não devem oferecer itens deste tipo ​​gratuitos até 2025.

A China não é o único país da Ásia que reprimiu os plásticos descartáveis. A Tailândia anunciou no início deste ano que os sacos plásticos descartáveis ​​seriam proibidos nas principais lojas, com uma proibição completa em todo o país em 2021.

A capital da Indonésia, Jacarta, também está proibindo sacos plásticos de uso único em lojas de departamento, supermercados e mercados tradicionais até junho de 2020. A ilha de Bali também restringiu o plástico descartável.

No Brasil, Fernando de Noronha (PE) não permite mais a entrada de vários produtos feitos de plástico e isopor.

Fonte BBC