Acordes de Araguari

Banda Araras Negras homenageia a extinta e saudosa pororoca do Rio Araguari (AP).

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Ameaçado de extinção, o rock e seu principal subgênero instrumental, o surfe, agora possuem um novo grupo de sobreviventes da espécie: as Araras Negras!

Predadoras de hábitos noturnos, essas aves perigosas e irreverentes deram luz ao nascimento do surfe macumba, rebento onde guitarras e atabaques se encontram num improvável ritual regado a muito reverb e penas pretas.

Em novembro de 2017, às vésperas da comemoração do Dia dos Mortos, elas lançaram “Extinção”, seu primeiro EP, com as faixas “Ararapira” e “Pororoca”.

As duas músicas autorais são como trilhas tarantinescas para as histórias do antigo vilarejo abandonado no Paraná e do famoso fenômeno natural amazônico, ambos destruídos (ou extintos) pelo impacto da ação humana.

Mas é ao vivo, no cara-a-cara, que as Araras Negras realmente dão o troco nos humanos, com seu show selvagem e performático. Garras, máscaras e penas misturam-se a um repertório de sons autorais, pérolas do surfe e o golpe fatal: versões afiadas de gênios das raízes musicais brasileiras, como Luiz Gonzaga, Nelson Cavaquinho, entre outros.

As ondas ainda estão no início, mas pela tempestade que se forma no horizonte, até os mestres da surf music, Dick Dale (criador) e Tarantino (evangelista), ficariam instigados ao ver o que os psitacídeos da terra de Baden e Gláuber estão aprontando em solo e águas brasileiras.

Cuidado com ambientes de alta temperatura e incidência de descargas elétricas. São o habitat ideal para os ataques das Araras Negras. Wrááá!!!!

Clique aqui para escutar o EP Extinção.

Para saber mais sobre a banda, acesse a página Araras Negras no Facebook.

Foto de capa Arquivo pessoal Serginho Laus