Raoni comenta mudança

Depois de recuar e abrir o CBSurf Pro Tour, diretoria da Confederação Brasileira de Surf volta a ser criticada por Raoni Monteiro: "A gente só vai sossegar quando vocês saírem".

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Gostaria de agradecer a união de nós surfistas e atletas de todo Brasil,um passo foi dado. Queremos mudança e não enganação! Vocês só fazem alguma coisa sob pressão @cbsurfoficial #aquiésurfporra #queremosmudança🇧🇷

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Um dos primeiros atletas renomados a se manifestar publicamente contra a Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) depois do fechamento do CBSurf Pro Tour, o carioca Raoni Monteiro voltou a se posicionar. Desta vez, Raoni fala sobre o recuo da entidade, que, diante de muita polêmica, voltou atrás e decidiu abrir seu circuito brasileiro profissional.

Em seu novo post, Raoni destaca a união dos surfistas e ressalta que os atletas só vão sossegar quando a atual diretoria deixar a Confederação.

Fique por dentro da polêmica

Em comunicado enviado na tarde da última sexta-feira, o presidente Adalvo Argolo alegou que, “depois de consultar as federações filiadas, e em respeito à manifestação dos atletas, a Confederação Brasileira de Surf comunica que o CBSurf Pro Tour será aberto em 2020”.

Desde que anunciou a mudança no formato, em janeiro deste ano – sem que os atletas soubessem com antecedência – a entidade voltou a virar alvo de muita polêmica, gerando protesto de muitos surfistas que ficaram fora da lista de classificados e convidados.

Os atletas ganharam o apoio de outros competidores e personalidades do esporte, como Raoni Monteiro e Picuruta Salazar. Algumas federações também se manifestaram, como as de Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Esta última, inclusive, divulgou que não aceitaria receber a etapa de abertura do CBSurf Pro Tour caso o formato não fosse modificado e outras exigências fossem atendidas.

A onda de protestos contou também com uma petição pedindo o afastamento de Adalvo Argolo da presidência da Confederação Brasileira de Surf, encabeçada pelo grupo intitulado #SurfeLivre. No momento, a petição conta com 2.052 assinaturas.

Na página da petição, o #SurfeLivre fez uma série de críticas à atual gestão da Confederação Brasileira de Surf. O movimento foi iniciado no fim de 2018, depois que a equipe brasileira ficou fora do ISA Games no Japão, e voltou a se intensificar quando a diretoria da entidade anunciou o fechamento do seu circuito brasileiro profissional a poucos meses do início da temporada.

Com o formato original de volta, a Confederação ainda deve divulgar os critérios de classificação para 2021. Até o momento, a entidade também não informou se haverá alguma mudança no calendário.