Mudanças à vista

Em carta supostamente direcionada aos atletas, WSL sinaliza mudanças no critério de classificação do Qualifying Series.

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Pela regra da WSL que deve ser aplicada a partir da próxima temporada, suplentes como Morgan Cibilic não poderão se beneficiar da classificação de algum Top pelo ranking do QS.

Em carta supostamente direcionada aos atletas e vazada pelo site Stab, a WSL sinalizou que fará algumas mudanças nos critérios de classificação à elite mundial. A partir desta temporada, nenhum surfista poderá se beneficiar da classificação de outro Top que esteja entre os 10 primeiros do ranking do Qualifying Series.

A decisão teria sido motivada pelo grande número de pedidos de wildcard por lesão nos últimos anos. Nesta temporada, por exemplo, as duas vagas tiveram que ser distribuídas entre três surfistas: Adriano de Souza, Mikey Wright e Leo Fioravanti.

Enquanto Mineiro levou o wildcard para todo o ano de 2020, Mikey e Fioravanti vão “batalhar” pela outra vaga nas três primeiras etapas do Tour em 2020: Gold Coast, Bells Beach e Margaret River.

Outra mudança passa pelas duas vagas de wildcard para a temporada, que tradicionalmente eram destinadas a atletas contundidos. “Continuaremos levando em consideração as solicitações de convites para os lesionados, mas também colocaremos na balança outras razões que são o ‘melhor interesse do esporte’ quando decidirmos como destinar os wildcards”, consta na carta.

“Com isso em mente, nós estamos mudando as regras de qualificação do CT em 2020 para que não passe do Top 10 masculino e do Top 6 feminino, independentemente de a vaga ter sido por reclassificação”, teria informado a WSL. “Nós acreditamos que o ajuste dessa regra vai nos dar flexibilidade em alocar os wildcards da temporada”, finaliza.

Assim, em 2021, WSL deverá ficar livre para distribuir as vagas dos surfistas que não ficaram entre os dez primeiros do ranking no masculino ou entre as seis do feminino e que acabaram beneficiados por atletas que conseguiram a reclassificação pelo ranking do CT.

Neste ano, o australiano Morgan Cibilic, que acabou o ranking do QS na 11ª posição e foi beneficiado pela classificação de Yago Dora entre os Tops 22 do CT, ficaria de fora da elite mundial se a regra já estivesse valendo.

Carta da WSL supostamente direcionada aos atletas.

*Texto corrigido às 15 horas desta quinta-feira (9). Diferente do que publicamos mais cedo, o critério de reclassificação de surfistas que já estão no CT não será alterado.