Zietz arranca o 10

Sebastian Zietz crava o primeiro 10 do Volcom Pipe Pro e avança às oitavas de final no Havaí; Brasil fica sem representantes na disputa.

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Sebastian Zietz alcança a primeira nota máxima do Volcom Pipe Pro.

Em um dia de ondas limpas de até 2,5 metros em Pipeline, o havaiano Sebastian Zietz anotou o primeiro 10 do Volcom Pipe Pro, QS 3.000 que acontece no North Shore de Oahu, Havaí.

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Os tubos mais uma vez não decepcionaram no Backdoor e foram definidas as oitavas de final do tradicional evento, que completa dez anos nesta temporada.

Além de Zietz, o local de Maui Billy Kemper e o aussie Jack Robinson foram outros destaques na última segunda-feira (4). Já Yago Dora e Jerônimo Vargas acabaram eliminados na quarta fase e deixaram o Brasil sem representantes na disputa.

“Estou muito feliz por ter conseguido a nota 10. Acordei e vi que as ondas estavam muito divertidas. É bom ver as direitas funcionando e o vento finalmente se acalmando”, diz Zietz, que superou Makua Rothman (2º), Noa Deane (3º) e Shayden Pacarro (4º) na nona bateria da quarta fase.

“Não ter um patrocinador é uma pressão a mais para se apresentar bem e fazer um dinheiro extra. Mas eu só tenho que colocar a cabeça no lugar. Estou ansioso pelo nascimento da minha filha e nada vai me derrubar”, acrescenta o havaiano, que recentemente ficou sem patrocinador principal.

Jack Robinson ataca as ondas do Backdoor com sabedoria.

Conhecido pelas excelentes performances em Pipeline, o australiano Jack Robinson também foi destaque ao cravar 16.76 pontos – o maior somatório do evento – logo em sua estreia no round 4.

“É bom começar bem, mas às vezes não é bom chegar ao auge cedo demais e faltar gás para a próxima rodada”, diz Robinson, de apenas 21 anos e que conseguiu 9.43 e 7.33 com duas ondas no Backdoor.

“Estou sempre animado para este evento, então isso ajuda. Todo mundo adora tubo, é provavelmente a melhor coisa no surfe, por isso é bom começar com um pouco de diversão. Se você tiver um bom resultado aqui e continuar consistente durante todo o ano, ajuda muito”, completa o surfista, que avançou à quinta fase ao lado do havaiano Sheldon Paishon.

Já o big rider e atual campeão mundial de ondas grandes Billy Kemper, que ao lado de Jack Robinson fez final no QS 1.000 em Sunset recentemente, quase conseguiu igualar o feito de Zietz, anotando 9.80 com outro canudo no Backdoor.

Billy Kemper arranca 9.80 e avança ao quinto round.

“A estratégia era apenas conseguir duas pontuações nos primeiros cinco minutos, fossem abaixo da média ou excelentes. Depois disso, quis pegar a prioridade e esperar por algo na faixa do excelente. Eu vi essa série entrar e parecia um bom ângulo para o Backdoor, então apostei tudo nela”, relata Kemper.

Com a desistência de Lucas Silveira, que machucou o ombro no final de janeiro em Pipeline e não se recuperou a tempo, coube a Yago Dora, cabeça de chave número 1 do evento, e Jerônimo Vargas, representarem o Brasil na quarta fase.

Mas a sorte não esteve ao lado dos brasileiros. Enquanto Yago foi o terceiro na bateria dominada pelos havaianos Tyler Newton e Torrey Meister, Jerônimo terminou em quarto na disputa vencida pelo havaiano, filho de brasileiro, Kiron Jabour.

Uma nova chamada acontece nesta terça-feira (5), às 15 horas (de Brasília). O evento é transmitido ao vivo pelo Waves.

Volcom Pipe Pro 2019

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