Havaiano em recuperação

Kohl Christensen fala pela primeira vez após o acidente que quase tirou a sua vida em Pipeline.

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Kohl Christensen ao lado da família no North Shore de Oahu.

Em um discurso emocionado, o big rider havaiano Kohl Christensen falou pela primeira vez depois do acidente do dia 31 de dezembro em Pipeline, quando fraturou o crânio ao bater com a cabeça (ainda não se sabe se no reef ou na própria prancha).

Graças ao socorro rápido dos salva-vidas do North Shore de Oahu e de outros surfistas que participavam da sessão, Kohl foi prontamente encaminhado ao hospital, onde passou por cirurgia e recebeu alta no início desta semana.

“O dia 31 de dezembro poderia ter sido a minha partida do mundo físico. Minha última interação cognitiva com minha esposa, filhos, família e amigos. Isso teria acontecido se não fosse o resgate imediato de Andrew Logreco, Kai Garcia, Daniel Russo, equipe da North Shore Lifeguard Association e outros que ali estavam”, comenta Kohl.

“Por mais clichê que possa parecer, estou vendo o mundo de maneira mais clara como nunca. Cinco dias no hospital e finalmente estou em casa após uma atuação incrível da equipe de médicos do The Queen’s Medical Center. Eles precisaram remover sangue entre o cérebro e o crânio, suturaram as meninges rompidas e instalaram placas de metal para corrigir a fratura”, conta o big rider.

Resgate em Pipeline:
 

“Agora posso ver o sorriso da minha filha, as risadas e seus movimentos, diferente de poucos dias atrás. Ouvir a voz da minha esposa e assistir aos seus movimentos suaves em nossa casa, receber o amor de nosso cachorro e a luz da manhã aquecendo os retratos nas paredes. Uau”, desabafa.

“As diversas orações e o amor transmitido desde o dia do acidente – e que continuam a chegar – são a razão pela qual ainda estou aqui. Obrigado! Minha reflexão sobre tudo isso começa agora. Um abismo que ainda não sei por onde começar a entender. Mas estou consciente e presente. Habilidades motoras intactas. Sinto-me afortunado, abençoado e muito agradecido. Que o processo de cura comece!”, exclama Christensen.

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Dec. 31, 2019 would have been my departure from the physical world. My last cognitive interaction with my wife, daughters, family, friends and world. If not for the immediate response by my rescuers @andrewlogreco , @kaiborggarcia , @northshorelifeguardassociation , @_danielrusso_ and all the others, I would never have seen 2020 or beyond. Serendipitous as it may sound, I am seeing the world clearer then ever. 5 days in the hospital. Finally home after the incredible performance and work by the Queens neurosurgery and trauma team. Removing blood between brain and skull, suturing the ruptured meningeal layers and installing metal plates to correct the fracture. Now, seeing my daughter’s smiles, laughter and subtle movements. Different than a week ago. They change so quickly at this age. Hearing my wife’s voice and watching her gentle movements around our home, our dog’s love and that morning light warm the pictures on the walls. Family, friends. Wow. The prayers and love that flooded in the day of the accident and continue to come are the reason I am still here. Thank you. My reflection on all of this begins. An abyss I can barely begin to fathom. I am aware and present. Motor skills intact. Feeling fortunate, blessed and so very grateful. Let the healing process begin 🙏💜. Happy new year!

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