Liberdade sobre as águas

Voar sobre quase todo tipo de superfície líquida tem seu preço, mas a diversão é garantida.

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Voar sobre as águas deve ser mesmo uma sensação bem legal. A ideia foi materializada num propulsor elétrico e funciona muito bem. Não é novidade, mas com cada vez mais gente aderindo à onda dos foilboards, ou hydrofoils, pode dar pano para manga.

O motor, elétrico, é silencioso, infinitamente mais fácil de manter do que um a explosão e, o melhor, não poluente. Ele funciona com uma bateria de Ion Lítio com autonomia para uma hora, em média. Para recarregar a bateria você tem que esperar umas duas horas e meia.

O controle manual, wireless, funciona por bluetooth, com resposta imediata e, claro, todo o equipamento é completamente à prova d’água. Assim que você solta o gatilho do controle, que pode ter até velocímetro e indicador de carga da bateria, o motor para.

Mas vamos ao que interessa. Segundo os vários fabricantes, esse tipo de equipamento pode ser usado por todo mundo que consegue ficar de pé sobre uma prancha. O vídeo mostra isso, mas tenho cá para mim que a brincadeira requer certa habilidade e consciência para não se tornar um perigo para o praticante e algum incauto que esteja pelo caminho.

Daí surge a pergunta: será que há legislação para isso? Afinal de contas, trata-se de um veículo aquático motorizado. De todo jeito dá mesmo vontade de experimentar. Fora a prancha e a asa, o motor tem sido oferecido no mercado por preços variados, mas tomei a marca de hydrofoils Lift como referência.

Os caras de Lift parecem ter feito o melhor trabalho de desenvolvimento do equipamento, além de serem pioneiros no mercado. Quanto custa o equipamento completo? Doze mil doletas.

Pois é, voar sobre quase todo tipo de superfície líquida como num filme de ficção científica tem seu preço. Mas a sensação deve ser mesmo incrível, até a bateria acabar.

Legenda vídeo: Nick Leason, criador de um dos primeiros propulsores, que ele chama de eFoil, explica como a coisa toda se desenvolveu.