Hora da bonança

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Phil Rajzman treinando o jogo progressivo. Foto: Andrew Carruthers.

Aloha, galera! Um antigo ditado diz: “Depois da tempestade, vem a bonança”. Então, escrevo para contar boas novas para vocês depois de um período ruim. Na etapa de Papua Nova Guiné do Circuito Mundial de Longboard da WSL, sofri uma lesão no bíceps e tive que me dedicar muito na recuperação. O resultado por lá não foi o que eu imaginava, caí no round 4, mas segue o jogo. Para completar, por conta de uma intensa tempestade, a etapa de Huanchaco, no Peru, acabou adiada.

Caraca, nada dando certo, né? Mas aí veio a bonança. Primeiro, já estou pronto para seguir firme e forte na temporada. Lesão curada, só reforçando a região. Nada de cirurgia. Sai pra lá, má fase! Segundo, já tem nova data confirmada para a etapa peruana. No dia 20 de julho, embarcarei para a etapa, e estou empolgado para a disputa. E ainda tem mais notícias boas.

No finalzinho do mês passado, recebi uma ligação que me deixou amarradão. Um investidor norte-americano decidiu realizar algumas etapas reunindo os 16 melhores surfistas de longboard da atualidade. Isso é fantástico para a gente! Aceitei de bate-pronto a convocação, e já estou pilhado para a primeira etapa. Será em setembro, em Malibu, e a “Califa” será o palco das edições.

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Recuperado de uma lesão no bíceps, Phil já está pronto para a etapa peruana do Mundial da WSL. Foto: Andrew Carruthers.

Esse investidor tem know-how de marketing, é um mega empresário e apaixonado por longboard. Não tenho a menor dúvida de que essa novidade fará muito bem para todos do meio, além de ser uma clara demonstração do crescimento da modalidade. O longboard não pode ficar de lado para a pranchinha, e nem o contrário. Tem espaço para todos, mercado para todos. Certamente, novas portas vão se abrir com essa nova competição. Novas oportunidades aparecerão. Boas novas, não é mesmo?

E a bonança não para por aí! Na pranchinha, meu amigo Adriano de Souza, o Mineirinho, atropelou na etapa brasileira e fez a nossa alegria no “Maracanã do Surfe”. Bom demais ver o Circuito Mundial de volta a Saquarema. Estive por lá e senti de perto vibe. Foi incrível! Agora torço para o Mineiro tomar a ponta do ranking, ele ou outro brasileiro, e aquele caneco de campeão mundial voltar para o Brasil.

Falando em amigos, e isso explica meu destaque lá no início de que o surfe vive bom momento também fora da água, o havaiano Max Holloway brilhou no octógono do UFC 212 há poucas semanas, e faturou o cinturão peso-pena do maior evento de MMA do mundo. Para quem não sabe, o Max e toda sua família são do surfe, e já tive o prazer de pegar umas boas ondas com ele e conviver com seus familiares. Eles são pessoas do bem, e a conquista foi muito merecida. Fiquei triste pelo nosso José Aldo, mas tenho certeza de que ele já está se recuperando do revés e, em breve, estará nos dando alegria novamente.

Voltarei daqui algumas semanas para falar da expectativa para a competição no Peru, e espero que só com novidades boas para todos nós.

Nos vemos novamente por aqui em breve. Mahalo!

Phil Rajzman
Bicampeão mundial de longboard e dono de dezenas de títulos, Phil Rajzman começou a pegar onda aos quatro anos de idade no Rio de Janeiro e hoje é um dos maiores nomes do surfe brasileiro.